CIP acredita que eleição de Seguro reforça "horizonte de estabilidade"
O presidente da CIP -- Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, acredita que a eleição de António José Seguro para Presidente da República reforça "o horizonte de estabilidade", que considera importante para promover reformas e reforçar a competitividade.
Num comunicado, o líder da confederação disse que a eleição de António José Seguro para Presidente da República fortalece "o horizonte de estabilidade" que o país tem pela frente, "o qual deve, não só ser preservado, como servir para atenuar a chamada `fadiga democrática`, promover reformas estruturais e fortalecer a competitividade do país".
A CIP acredita que Seguro será "fiel ao que reiterou no seu discurso de vitória", ou seja, que "fará o que for necessário para que Portugal viva um período de estabilidade", promovendo "uma cultura de compromisso concretizada em políticas duradouras que, em alguns casos, ultrapassem os ciclos governativos", segundo as palavras usadas pelo novo Presidente na noite de domingo.
De acordo com Armindo Monteiro, "as virtudes das políticas económicas estáveis estão, seguramente, no espírito do novo Presidente", destacando que "o novo chefe de Estado era até há pouco empresário, e, por isso, será sensível às preocupações e expetativas de quem desenvolve a atividade empresarial e saberá aferir a importância da mesma para o crescimento e bem-estar do país".
O presidente da CIP acredita que, a partir da tomada de posse de Seguro em 09 de março, a relação entre o Presidente e o atual Governo será "institucional, franca, leal e cooperante", lembrando que "o que o país espera dele: cooperação, solidariedade e responsabilidade, mas também escrutínio e crítica construtiva".
"Pelo seu passado de moderação política e sentido de interesse público, designadamente durante o difícil período de negociações com a `troika`, não é de esperar outra conduta do novo Presidente na relação com os outros poderes e instituições democráticos", salientou o presidente da CIP.
O responsável acredita que há agora condições para que a legislatura tenha três anos e meio de estabilidade.
António José Seguro foi eleito no domingo Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias, de oito municípios.
André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.
O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.
A tomada de posse do novo chefe de Estado realiza-se em 09 de março.