Economia
Contra o pacote laboral. CGTP entrega abaixo-assinado com mais de 190.000 assinaturas
O secretário-geral revelou que a CGTP entregou na residência oficial do primeiro-ministro, um abaixo assinado com mais de 190 mil assinaturas contra o pacote laboral proposto pelo executivo.
No final da manifestação que encheu esta terça-feira as ruas de Lisboa com milhares de pessoas, que aderiram ao protesto convocado pela CGTP, Tiago Oliveira exigiu a retirada total as propostas do governo de alteração à lei laboral, prometendo "não dar descanso" ao executivo.
"O governo já teve todas as hipóteses de abrir os olhos", afirmou aos jornalistas.
Estava marcada uma reunião com o primeiro ministro para quarta-feira mas, pela segunda vez, Luís Montenego pediu para adiar.
Tiago Oliveira garantiu esta tarde que não vai desistir de ser ouvido pelo chefe de governo e que a central sindical não se auto excluíu das negociações, como a ministra acusou.
A primeira manifestação do ano contra o pacote laboral saiu do Largo Camões, no Chiado, em Lisboa e terminou junto à residência oficial do primeiro-ministro.
Tiago Oliveira justificou o protesto, sublinhando que está em causa "um ataque" ao mundo do trabalho e prometeu dar "continuidade à luta" caso o executivo liderado por Luís Montenegro não recue e retire a proposta da discussão.
Os candidatos à presidência, António Filipe, do PCP, Catarina Martind, do Bloco de Esquerda marcaram presença no protesto. Jorge Pinto, do Livre, criticou as intenções do governo.