Economia
Covid-19. Parceiros sociais esperam medidas do Governo na Concertação Social
O Governo e os parceiros sociais estão reunidos esta segunda-feira, em sede de Concertação Social, para discutir o impacto económico do novo coronavírus em Portugal. Podem vir a ser tomadas mais medidas para enfrentar as consequências do surto e o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) considera necessário "ir fatiando as medidas em função daquilo que for a realidade concreta".
À entrada da reunião em Concertação Social, António Saraiva, da CIP, admitiu que alguns setores da economia estão já a ter problemas nas suas cadeias de abastecimento, nomeadamente no têxtil, algum setor automóvel, calçado e turismo.
Para o presidente da CIP, é preciso que o Governo, juntamente com os patrões e sindicatos, encontrem "as melhores metodologias" e que definam "um conjunto de possíveis soluções" para atenuar o impacto económico do Covid-19 em Portugal.
"É um problema que não está devidamente quantificado, não sabemos o que teremos pela frente, quer em termos temporais, quer em termos de pessoas envolvidas. Temos que ir fatiando as medidas em função daquilo que for a realidade concreta com que se nos vier a deparar", disse.
O presidente da Confederação do Turismo Português, Francisco Calheiros, também à entrada na reunião, afirmou que a linha de financiamento de 100 milhões de euros é "insuficiente".
Francisco Calheiros lembrou a "incerteza" quanto à "crise instalada" e apelou à calma.
Não indicando números concreto relativos à situação do setor do turismo em Portugal, admitiu que o cenário piorou na última semana com cancelamentos de viagens, especialmente no que diz respeito a grupos.
Sobre a linha de financiamento apresentada pelo Governo na semana passada, de 100 milhões de euros, para ajudar as empresas afetadas pelo impacto da propagação do novo coronavírus, Francisco Calheiros disse que prefere esperar pelas medidas que o Governo vai apresentar aos parceiros.
Mas, embora considere que pode "atenuar" os efeitos na economia, adiantou que "a linha é manifestamente insuficiente, 100 milhões não chegam".
Mas, embora considere que pode "atenuar" os efeitos na economia, adiantou que "a linha é manifestamente insuficiente, 100 milhões não chegam".