Crédito à economia moçambicana recua em novembro para o equivalente a 3.912 ME
O `stock` do crédito à economia moçambicana recuou ligeiramente em novembro, após máximos, para 292.565 milhões de meticais (3.912 milhões de euros), segundo dados oficiais.
De acordo com o histórico do mais recente relatório estatístico do Banco de Moçambique, esse `stock`, em novembro, contrasta com os 290.973 milhões de meticais (3.890 milhões de euros) no mesmo mês de 2024 e compara com o pico de 292.807 milhões de meticais (3.914 milhões de euros) em maio último.
Face ao mês anterior, o crédito total concedido pela banca recuou em novembro, tendo em conta os 292.635 milhões de meticais (3.912 milhões de euros) em outubro.
Os dados do banco central indicam que o crédito a particulares continuava a liderar em novembro, crescendo para 104.266 milhões de meticais (1.394 milhões de euros).
Seguia-se o setor dos transportes e comunicações, cujo total de crédito concedido pela banca atingiu naquele mês 27.045 milhões de meticais (361,5 milhões de euros) e a indústria transformadora, com 22.923 milhões de meticais (306,4 milhões de euros). Já o comércio representava em novembro 22.785 milhões de meticais (304,6 milhões de euros).
A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique recuou novamente em janeiro, 0,10 pontos percentuais, para 15,70%, segundo a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).
Desde janeiro de 2024 que a taxa, conhecida como `prime rate`, tem vindo progressivamente a descer, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%.
As oscilações da `prime rate` estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da `prime rate`) pelo banco central, para controlar a inflação. Em agosto tinha descido para 17,20% e em setembro para 16,5%, mantendo-se inalterada durante o mês de outubro por decisão da AMB, apesar de, dias antes, em 29 de setembro, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique ter cortado, pela décima vez consecutiva, a taxa de juro de política monetária MIMO, em 0,50 pontos percentuais, para 9,75%.
Em novembro, a AMB cortou a taxa de juro para 16%, em dezembro para 15,80% e em janeiro para 15,70%.
Antes, o Banco de Moçambique cortou em 14 de novembro, pela 11.ª vez consecutiva, a taxa de juro de política monetária MIMO, em 0,25 pontos percentuais, para 9,5%, apesar da preocupação com atrasos no pagamento de dívida pública.
"Esta modesta redução reflete o agravamento dos riscos e incertezas associados às projeções da inflação, com destaque para o atraso no pagamento dos instrumentos da dívida pública interna pelo Estado. As perspetivas da inflação mantêm-se em um dígito no médio prazo. Em outubro de 2025, a inflação anual fixou-se em 4,8% após 4,9% em setembro", anunciou então o governador do banco central, Rogério Zandamela, após a última reunião do CPMO de 2025.
A taxa de juro diretora em Moçambique esteve fixada em 17,25% desde setembro de 2022, após a intervenção do banco central, que depois iniciou cortes consecutivos a partir de 31 de janeiro de 2024, quando reduziu para 16,5%. Em março do ano passado o Banco de Moçambique cortou para 15,75%, que se foram repetindo em todas as reuniões seguintes, até chegar a 9,75% em setembro e 9,5% em novembro.
O CPMO reúne-se a cada dois meses e a próxima reunião está agendada para 28 de janeiro de 2026.