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Crescimento económico de Macau desacelerou para 4,7% em 2025

Crescimento económico de Macau desacelerou para 4,7% em 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau cresceu 4,7% em 2025, sobretudo devido ao "crescimento exponencial" do benefício económico dos serviços, graças ao aumento do número de visitantes, anunciaram hoje as autoridades.

Lusa /
Tyrone Siu - Reuters

Os dados preliminares divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam uma desaceleração, uma vez que o PIB do território tinha crescido quase o dobro em 2024: 8,8%.

A economia de Macau - dominada pelo turismo - começou o ano passado a encolher 1,3% no primeiro trimestre, a primeira queda do PIB desde o final de 2022, altura em que a região vivia em plena pandemia.

A China continental - de longe a principal fonte de visitantes de Macau - começou gradualmente a levantar todas as restrições devido à covid-19 precisamente em meados de dezembro de 2022.

Depois da queda entre janeiro e março, a economia da cidade cresceu 5,1% no segundo trimestre, 8% no terceiro e 7,6% entre outubro e dezembro, referiu a DSEC, em comunicado.

O PIB de Macau manteve no último trimestre "uma tendência de crescimento estável e progressivo, dado que as exportações de serviços continuaram a ter crescimento exponencial", acrescentou.

A DSEC sublinhou o "aumento notável do número de visitantes", que justificou com a realização "de vários eventos de grande envergadura" e com "uma série de medidas do Governo" para atrair mais turistas.

Entre 09 e 21 de novembro, as regiões de Macau e Hong Kong e a capital da província vizinha de Guangdong, Cantão, acolheram, em simultâneo, a 15.ª edição dos Jogos Nacionais. Mais de dois milhões de turistas passaram pela cidade durante o evento.

O benefício económico dos serviços - cuja maioria advêm do turismo - subiu 9,8%, com a DSEC a apontar para um aumento de 15,4% no número de visitantes no terceiro trimestre.

A região administrativa especial chinesa de Macau recebeu quase 40,1 milhões de turistas em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19.

A DSEC referiu ainda que as despesas públicas subiram 1,3% em termos homólogos no último trimestre do ano passado, enquanto o consumo privado aumentou 1,1%. O investimento em infraestruturas e equipamento cresceu 0,9%.

O PIB de Macau atingiu no ano passado 417,3 mil milhões de patacas (43,4 mil milhões de euros). Isto significa que a economia local é ainda 10,4% menor do que em 2019, antes do início da pandemia.

No início de dezembro, a Fitch previu que o crescimento do PIB do território irá desacelerar para 4% em 2026, porque as condições económicas mais fracas" irão "pesar cada vez mais sobre os turistas chineses".

Ainda assim, a Fitch acredita que a cautela dos visitantes será "compensada em parte por políticas de vistos favoráveis, investimentos contínuos em setores não relacionados com o jogo e melhorias nas infraestruturas turísticas".

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