Mau tempo vai continuar na próxima semana
As condições no território continental, sujeitas às novas vagas de chuva e vento, podem resultar num agravamento das condições no terreno.
Cruz Vermelha com equipas mobilizadas de norte a sul
Em entrevista à RTP Notícias esta manhã, Gonçalo Órfão explicou que a CVP recebeu mais solicitações na região centro, nomeadamente em Coimbra, Figueira da Foz e Leiria.
“A Cruz Vermelha está desde o início no terreno, desde que soubemos do alerta, através das suas estruturas locais de todas as localidades, mas também com o apoio nacional”, afirmou.
“Reforçámos áreas com ambulâncias e apoiando a emergência pré-hospitalar em articulação com o INEM”, reforçando ainda “infraestruturas críticas, nomeadamente com geradores, criando zonas de acolhimento para a população que terá ficado desabrigada”, acrescentou o coordenador.
“Vamos continuar agora com uma avaliação de necessidades, tentando responder de uma forma mais personalizada e direta”.
Mais de 290 mil clientes sem energia elétrica ao início da manhã
A E-Redes ativou, em Leiria, o "estado de emergência", tendo já instalado 30 geradores. Estão a ser mobilizados mais duas centenas.
Abastecimento de energia elétrica e rede móvel começa a ser reposto
Caudal do Mondego está a ser monitorizado
Vários distritos continuam sob avisos meteorológicos
Os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro e Coimbra estão igualmente a laranja, entre as 9h00 desta sexta-feira e as 15h00 de sábado, passando depois a amarelo, por causa da agitação marítima.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu ainda aviso amarelo para os distritos de Bragança e Leiria, entre as 12h00 e as 21h00, e para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Lisboa, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga, entre as 12h00 desta sexta-feira e as 0h00 de sábado, devido a vento forte com rajadas de até 110 quilómetros por hora nas terras altas.
Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar debaixo de aviso amarelo entre as 9h00 e as 15h00 devido à chuva persistente e por vezes forte, em particular em zonas montanhosas.
Os distritos de Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Viana do Castelo e Braga ficam a amarelo, devido à queda de neve acima de mil a 1.200 metros, entre as 12h00 desta sexta-feira e as 9h00 de sábado.
Também a costa norte da Ilha da Madeira e o Porto Santo também sob aviso amarelo devido à agitação marítima.
c/ Lusa
Linhas ferroviárias ainda com interrupções
No Facebook, a CP adianta que, devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental, a circulação nas Linhas do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo e a Linha do Oeste continua suspensa.
Estão também suspensos os comboios Urbanos de Coimbra, entre Coimbra B e Alfarelos, o Serviço Regional entre Coimbra B e o Entroncamento e a Linha do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso.
A empresa indica ainda que, na última noite, foi retomada a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, mas apenas para o serviço regional no troço Covilhã-Guarda.
Milhares continuam sem água, luz ou comunicações
- Há risco de cheias para os próximos dias e a Proteção Civil alerta para um quadro preocupante sobretudo na região de Coimbra. As previsões meteorológicas e hidrológicas indicam que as populações das margens esquerda e direita do rio Mondego devem ter especial atenção. No entanto, as autoridades garantem que o caudal do Rio Mondego está a ser controlado;
- De resto, na quinta-feira, Coimbra foi a região que teve mais ocorrências - 375 de um total de 2.050. Segue-se a regiões do Oeste;
- Na última madrugada, não foram registadas "ocorrências significativas", segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, ouvida pela agência Lusa às 6h30;
- Há, todavia, milhares de pessoas que continuem sem água, luz ou comunicações. O Governo decretou situação de calamidade em 60 municípios, a vigorar pelo menos até domingo;
- Cerca 300 mil clientes da E-Redes continuavam, nas últimas horas, sem luz. O distrito mais afetado é o de Leiria. A E- Redes não indica quando é que a situação estará resolvida, dado que em todo o país há mais de 700 quilómetros de linhas de alta tensão danificadas;
- O secretário de Estado da Proteção Civil, Rio Rocha, admite que o SIRESP, rede de comunicações de emergência, pode não ter funcionado em pleno;
- A Anacom admite que a situação é complexa. A entididade reguladora das comunicações adianta que estão no terreno milhares de técnicos. Todaiva, apesar do esforço, muitas estruturas ficaram danificadas e está a ser dificil repor os serviços. Por causa das falhas elétricas também não há internet em muitos locais;
- Leiria continua privada de eletricidade, com falta de água e problemas nas comunicações. À medida que o tempo passa, multiplicam-se os equipamentos destruidos;
- Na Marinha Grande, há centenas de casas, empresas e serviços públicos destruídos e parte da zona costeira ficou arrasada;
- O comissário europeu da Energia vai estar esta sexta-feira com o ministro da Presidência em Leiria. A comitiva, que inclui ainda a ministra do Ambiente, vai passar pelos concelhos onde os estragos foram maiores. A visita tem início marcado para as 10h15 na Marinha Grande. Pelas 12h30 segue para o Hospital de Leiria e o Hospital da Figueira da Foz. Seguir-se-á uma deslocação a Pombal;
- Em Águeda, as chuvas provocaram cheias numa das margens do rio;
- Esta sexta-feira, repetem-se os avisos de mau tempo. Sete distritos estão debaixo de avisos laranja, o segundo mais grave da escala, devido à agitação maritima: Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro,Coimbra, Leiria e Lisboa;
- Em Braga, Porto e Viana do Castelo o aviso passa a vermelho a partir das 21h00. As ondas podem chegar aos 15 metros;
- No sábado haverá também avisos. A partir das 9h00 ficam a laranja os distritos de Beja, Faro e Setúbal;
- O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou ainda distritos a amarelo por causa da chuva e do vento;
- Em período de campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais, André Ventura deslocou-se a Coimbra. O candidado a Belém e líder do Chega considerou incompreensíveis as falhas apontadas ao SIRESP devido ao mau tempo;
- Por sua vez, António José Seguro afirmou que os concelhos atingidos pela intempérie estão a viver dias trágicos, apelando à solidariedade. O candidato presidencial já visitou os concelhos de Leiria e da Marinha Grande e admite deslocar-se a outros municípios.
Descargas das barragens agravam possibilidade de cheias
Inundações em Águeda e Coimbra estão entre as maiores preocupações.
São descargas controladas, mas há 13 anos que não acontecia uma descarga assim.
A Agência Portuguesa para o Ambiente, APA, teme que a situação se agrave na próxima semana.
Centro de apoio aberto em Pousos, Leiria
Leiria tem um centro de apoio à população no pavilhão gimnodesportivo dos Pousos.
Tem também plástico e lona para ajudar a tapar telhados e evitar que a água entre dentro das casas danificadas.
Kristin isolou 300 pessoas em Alcácer do Sal
A zona baixa de Alcácer do Sal está submersa e sem eletricidade.
Uma aldeia está rodeada de água há dois dias e muitos residentes não conseguem sair.
Sertã. Kristin deixou um rasto de destruição em Cernache
No concelho da Sertã, a freguesia de Cernache foi uma das mais afetadas pela tempestade Kristin.
Falhas no SIRESP. "Parece que não aprendemos nada com o que tem acontecido"
Mário Conde, especialista em Proteção Civil, reconhece que a situação dos últimos dias seria difícil de evitar, mas que se repetiram problemas antigos, nomeadamente ao nível das comunicações.
Critica os "estudos prolongados" que "ficam na gaveta" e o "país de burocracias" que adia a resolução dos problemas que se sentem no terreno.
"Voltou a falhar quase tudo o que falhou para trás", resumiu, recordando que há populações que estão quase há 48 horas sem qualquer apoio.
Marcelo rejeita que situação de calamidade tenha sido declarada tarde
O presidente da República anunciou que vai visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
"Na generalidade o sistema funcionou", diz o secretário de Estado da Proteção Civil
Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, reconhece que o SIRESP "pode não ter estado na plenitude" em todos os momentos, mas que foi "o único meio de comunicação" em muitas circunstâncias.
Considerou que seria "injusto" generalizar as falhas devido a "algumas situações" que ocorreram ao longo das últimas horas, nomeadamente lares que não conseguem prestar cuidados médicos devido à falha de energia.
O secretário de Estado adiantou que há cerca de 366 mil pessoas sem energia e reconheceu que a recuperação "não tem sido à velocidade que todos gostaríamos".
Ressalva que estão por resolver "situações complexas" com estações de foram afetadas "de uma forma que não é normal".
Rui Rocha adiantou ainda que há militares no terreno para apoiar as populações e garantiu que o país está preparado para enfrentar mais chuva e frio, apesar de reconhecer que os terrenos estão "saturados".
Oposição acusa Montenegro de decretar tarde a situação de calamidade
A oposição acusa Luís Montenegro de ter decretado tarde a situação de calamidade. Diz que houve falta de comunicação por parte do governo.
Os socialistas acabaram por ser acusados pelo governo e pelos partidos à direita de explorar uma tragédia para efeitos políticos.
André Ventura critica falhas na prevenção do impacto da Kristin
André Ventura aponta que falhou toda a prevenção para evitar as consequências da tempestade Kristin.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
O candidato esteve no centro de Leiria.