Cerca de 234 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 22 horas
Cerca de 234 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 22:00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.
Segundo informação enviada à agência Lusa, a maioria dos clientes ainda sem energia elétrica localiza-se no distrito de Leiria, cerca de 180 mil, seguindo-se Santarém, com 19 mil, Portalegre, com 10.700, e Castelo Branco e Coimbra com 8.400.
A E-Redes, empresa responsável pela distribuição de eletricidade, ressalva que os impactos da depressão Kristin "não têm paralelo" com outros fenómenos recentes em Portugal continental, admitindo constrangimentos à rápida reposição do serviço, devido às dificuldades de mobilidade e à instabilidade das condições meteorológicas.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Descargas na Aguieira. Coimbra vai começar a trabalhar num possível cenário de evacuação
As autoridades em Coimbra vão começar a trabalhar na prevenção de um possível cenário de evacuação, face a descargas na barragem da Aguieira, disse à Lusa a presidente da Câmara Municipal.
Ana Abrunhosa afirmou que, no sábado, haverá mais informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com nível de chuva previsto "há probabilidade de haver descargas" na barragem de Aguieira, uma situação que terá de ser acompanhada e monitorizada para perceber se será preciso retirar pessoas e animais.
"Para estarmos preparados, vamos já trabalhar com os presidentes junta o cenário de avisar famílias, empresas, para, no caso da alerta, estarem preparados na próxima semana. Vamos trabalhar num plano de risco máximo de perceber se tivermos que evacuar IPSS, onde é que as pessoas vão ficar, se tivermos que evacuar as populações e vamos fazê-lo com a máxima cautela", assinalou Ana Abrunhosa.
Sobre possíveis áreas que possam ser afetadas, a autarca disse que vai depender do cenário que for dado pela APA, sendo que a preocupação é Coimbra, mas também com Montemor-o-Velho e Soure.
"Neste momento, com toda a tranquilidade, vamos ter que imaginar que, para a semana, onde vamos ter muita chuva pode acontecer o pior cenário. Não sabemos aonde e, portanto, é acompanhar, monitorizar", acrescentou, salientando que os bombeiros vão estar em permanência a vigiar toda a estrutura, para perceber se há ou não sinais.
Tendo em conta as previsões de chuva, Abrunhosa adiantou que foi hoje pedido ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, que esteve reunido com autarcas do território da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que o Governo mantenha o estado de calamidade para a próxima semana.
"Fizemos o pedido para manter o estado de calamidade, fizemos o pedido para eventualmente reforçarmos a região de meios caso o pior cenário se venha confirmar, e fizemos o pedido para rapidamente percebermos as linhas de apoio que temos", avançou.
Ana Abrunhosa apelou para que a população não estacione veículos no Parque Verde, junto ao Rio Mondego, em garagens cuja cota esteja abaixo do nível do rio, devem também retirar as suas alfaias agrícolas e estar vigilantes.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais da depressão Kristin.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Depressão Kristin. Eurodeputados questionam Comissão Europeia sobre ajudas a Portugal
Os eurodeputados do PSD questionaram a Comissão Europeia sobre a forma como "está a acompanhar os efeitos da tempestade Kristin em Portugal" e sobre os "mecanismos que, no presente e no futuro, está a Comissão em condições de acionar".
E acrescentam que “as falhas nas infraestruturas estão a prejudicar a capacidade de resposta das autoridades e a gravidade da situação vivida no terreno é muito superior aos relatos que chegam à comunidade internacional, por falhas nas redes de comunicação causadas pela tempestade.”
Também Ana Catarina Mendes, eleita pelo PS, quer uma resposta do executivo comunitário sobre a ativação do Mecanismo de Proteção Civil Europeu.
A eurodeputada refere que este pedido de resposta da Comissão surge “tendo em conta “que a tempestade Kristin que assolou Portugal esta semana, causando a morte a cinco pessoas e com dados patrimoniais ainda por estimar e que “centenas de milhares pessoas estão há mais de 48 horas sem acesso a eletricidade e com comunicações irregulares”.
Ana Catarina Mendes questiona a Comissão Europeia sobre “se o Governo de Portugal já solicitou a assistência no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil, em que momento e em que termos, para que o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência preste assistência rápida, eficaz e coordenada às populações afetadas” uma vez que “o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência age apenas após solicitação de assistência pelo Governo de um Estado-Membro ou país terceiro;
Também o eurodeputado do PCP dirigiu uma pergunta escrita à Comissão Europeia solicitando esclarecimentos sobre os apoios da UE a Portugal.
No comunicado divulgado aos jornalistas em Bruxelas, João Oliveira considera que “a gravidade da situação exige a mobilização imediata de todos os meios disponíveis para auxílio às populações, restabelecimento de infraestruturas críticas, recuperação da atividade produtiva e reparação de habitações, o PCP sublinha que, sem dispensar as seguradoras das suas responsabilidades, será necessário mobilizar fundos públicos e recorrer a mecanismos de cooperação da UE, visando a resposta de urgência que é necessária mas também a preparação futura para eventos desta natureza”.
Por isso, o eurodeputado do PCP solicita à Comissão Europeia esclarecimentos sobre “que apoios foram solicitados à UE pelo Governo português e que resposta foi dada pela Comissão? O eurodeputado quer ainda saber que apoio de urgência vai a Comissão disponibilizar a Portugal, nomeadamente a partir da Reserva para Ajudas de Emergência, do Fundo de Solidariedade ou do Mecanismo Europeu de Proteção Civil” e “que apoio vai disponibilizar para a implementação das medidas dirigidas à reposição das condições de vida das populações e da atividade produtiva, bem como para a preparação futura para eventos desta natureza”
Comunicação em situações de crise
Numa outra perspetiva o eurodeputado eleito pelo PS, Bruno Gonçalves, também questionou a Comissão Europeia sobre a utilização do sistema europeu GOVSATCOM para comunicações de proteção civil.
O GOVSATCOM (Governmental Satellite Communications) é um serviço disponibilizado no âmbito do Programa Espacial da União Europeia, baseado no sistema GALILEO, que providencia conectividade segura a organismos governamentais, possuindo uma componente de autenticação (controle de acesso).
Este programa europeu reúne e coordena as capacidades de satélites existentes na União Europeia, com o objetivo de fornecer comunicações seguras, resilientes e contínuas a autoridades públicas, nomeadamente em contextos de emergência, proteção civil e gestão de crises, quando as infraestruturas terrestres se revelam insuficientes ou deixam de funcionar.
O eurodeputado dos socialistas reforça que “a passagem da depressão Kristin por Portugal deixou um rasto de destruição, revelando uma falha do sistema nacional de comunicação de emergência (SIRESP).
E por isso, “tendo em conta a implementação do sistema GOVSATCOM, programa europeu que junta as capacidades de satélites para assegurar comunicação de alta segurança, e a constelação satélite IRIS²”, pediu à Comissão Europeia que especifique “qual é o estado de desenvolvimento destas iniciativas” e “se é possível que os Estados-membros utilizem esta capacidade satélite antes da entrada em vigor do regulamento referido?”
Bruno Gonçalves quer ainda saber se “o GOVSATCOM estará disponível para a proteção civil dos Estados-membros utilizar em contacto direto com a população, particularmente em caso de falha do sistema nacional de comunicação de emergência, garantindo a fiabilidade ininterrupta das comunicações?
Colocar o tema na agenda da sessão plenária de fevereiro
A Delegação do PSD no Parlamento Europeu quer também debater “o tema dos fenómenos meteorológicos extremos, designadamente em Portugal, e a resposta europeia no reforço dos mecanismos de prontidão, preparação e solidariedade seja debatido na próxima sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo”.
A sessão plenária do mês de fevereiro decorre entre os dias 9 e 12.
A iniciativa já tem o apoio do PPE, o maior Grupo político do Parlamento Europeu, e será discutida na próxima semana com os outros grupos parlamentares. O chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu considera que se trata de um debate urgente e necessário e, por isso, obviamente esperamos o apoio de todos os grupos políticos no Parlamento Europeu.”,
“À luz da tempestade Kristin, que já provocou várias mortes, feridos e deslocados, e está a causar danos materiais incalculáveis em várias regiões de Portugal, e dada a ocorrência cada vez mais frequente de catástrofes naturais — tendo em conta as lições entretanto aprendidas pela Comissão Europeia —, é crucial ter respostas claras e continuar e aprofundar o debate sobre as medidas preventivas e os mecanismos de solidariedade disponíveis na União Europeia” afirma ainda Paulo Cunha.
Debater este tema na próxima sessão plenária é também o que defende João Oliveira, eurodeputado eleito pelo PCP.
O Deputado dos comunistas no Parlamento Europeu apresentou uma proposta para que na próxima sessão plenária de Fevereiro, que decorrerá entre os dias 9 e 12, haja um debate sobre a grave situação decorrente dos impactos da tempestade Kristin em Portugal.
Forças Armadas vão disponibilizar geradores para Figueiró dos Vinhos
André Ventura acusa governo de incompetência na gestão da crise
André Ventura diz que vai alterar a campanha para ajudar as populações afetadas pela tempestade Kristin.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
Reparação de Infraestruturas. Seguro sugere alargar prazos do PRR
António José Seguro aconselha o governo a pedir um alargamento do prazo do PRR para reparar infraestruturas.
Foto: José Coelho - Lusa
Oposição diagnostica governo insensível e impreparado
José Luís Carneiro acusa o governo de ser insensível e impreparado para gerir situações de crise. Diz ainda que o Presidente da República foi importante para a resposta do governo.
Bispo de Leiria-Fátima manifesta "solidariedade e oração" pelas vítimas
Kristin deixa rasto de milhões de euros de prejuízos na agricultura
A depressão Kristin destruiu plantações e olivais na região Centro. A chuva fez transbordar rios e alagou os campos. O vento arrancou árvores pela raiz.
Governo em peso nas zonas afetadas para avaliar estragos
Vários ministros estiveram nas regiões mais afetadas. O ministro da Presidência classificou de "brutal" a dimensão dos prejuízos causados pela tempestade.
O ministro da Defesa disse que há cerca de 3.000 militares disponíveis para ajudar nas operações, mas que não foram solicitados pela Proteção Civil.
Presidente da Câmara de Leiria alerta que ansiedade das pessoas está a crescer
Cartaxo ativa Plano Municipal de Emergência
Soure está em situação de cheia e receia agravamento
Presidente da Câmara de Penela queixa-se de estar sozinho e exige apoio
Marinha Grande, Porto de Mós e Figueiró dos Vinhos também com antenas de emergência
Abanca disponibiliza linha de apoio financeiro para famílias e empresas
Transportes ferroviários continuam afetados pelo mau tempo.
Em Coimbra, os Comboios Urbanos estão parados. O mesmo acontece com o regional entre Coimbra B e o Entroncamento.
Na Linha do Douro, a circulação está suspensa entre Régua e Pocinho.
Os serviços Regionais e Intercidades foram suprimidos na Linha da Beira Baixa. Intercidades que também não circula na linha da Beira Alta.
Na Linha do Norte não há Alfa nem intercidades entre Braga e Lisboa.
De acordo com o Grupo barraqueiro, os transportes rodoviários em Leiria estão parados e só deverão ser retomados na próxima semana.
Na Marinha Grande, Batalha , Porto de Mós e Pombal o transporte rodoviário de passageiros está parado ou com grandes contrangimentos.
A Rede Expressos está a funcionar.
Apoio domiciliário fulcral para apoio a idosos em Alcobaça
O apoio domiciliário está a ser essencial, nas zonas afetadas pela tempestade.
O rasto de destruição é enorme. O lar de idosos funciona porque há um gerador.
Kristin. Prejuízos das empresas ascendem a milhões de euros
Centenas de empresas foram afetadas pelo mau tempo. Os prejuízos ascendem a milhões de euros, mas as contas ainda estão a ser feitas.
Foto: Carlos Barroso - Lusa
Falta de energia estragou vacinas e medicamentos
Muitos medicamentos ficaram estragados devido à falta de energia. É o caso das vacinas armazenadas em centros de saúde.
Energia elétrica regressa lentamente às regiões afetadas
A energia elétrica está a voltar muito lentamente as regiões afetadas pela tempestade Kristin. Três dias depois ainda há 209 mil clientes sem eletricidade só no distrito de Leiria.
"Constrangimentos graves" no fornecimento alimentar
Cuidados com água e alimentos possivelmente contaminados
Presidente da República em Leiria: "tem de ser feito ainda mais"
Figueiró dos Vinhos pede mão-de-obra e geradores
Lançada plataforma Tempestade SOS para facilitar atendimentos a pedidos de ajuda
A plataforma faz a união entre os pedidos de ajuda e as ajudas para facilitar os atendimentos das populações mais afetadas pela tempestade Kristin.
Ministro da Coesão Territorial fala em situação "muitíssimo grave" em Leiria
Papa Leão XIV lamenta mortes provocadas pelo temporal em Portugal
António José Seguro: "culpa não pode morrer solteira" após ser reposta normalidade
"Provação terrível". MAI apela atenção às recomendações das autoridades nos próximos dias
Segundo Maria Lúcia Amaral explicou, a reunião vai acontecer às 17h30 na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
"Precisamente para nos prepararmos para a situação que vamos viver depois de domingo à noite quando a severidade meteorológica voltar a fustigar-nos", acrescentou.
A Comissão Nacional de Emergência e Proteção e Civil é um órgão interministerial responsável pela coordenação política de proteção civil em Portugal, que reúne extraordinariamente e que vai reunir pela primeira vez desde que a depressão Kristin atingiu Portugal continental.
Sertã disponibiliza equipamentos municipais para banhos e para comunicações
Chuva regressa com intensidade a partir de domingo
"Temos previsões que indicam que vamos ter mais de 160 milímetros distribuídos ao longo da semana na parte norte do território, mas também a parte sul será afetada", adiantou Nuno Lopes, referindo que as previsões apontam ainda para agitação marítima forte a partir do início da próxima semana, com queda de neve e alguns episódios de vento.
"O que se espera é uma semana que prevalentemente iremos classificar como muito chuvosa", disse Nuno Lopes.
"Vamos ter uma semana muito complicada e temos dois dias, que é a nossa janela de tempo, para nos prepararmos para esta semana muito difícil", referiu José Pimenta Machado, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.
Segundo adiantou, no sábado e parte de domingo, altura em que não está prevista grande precipitação, serão preparadas as albufeiras para ganharem encaixe, tendo em conta os picos de chuva previstos para segunda, quarta e quinta-feiras.
"Nestes dias vamos provocar pequenas cheias para não termos uma cheia descontrolada", salientou o presidente da APA, adiantando que isso será feito numa gestão articulada com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Proteção Civil e os municípios.
Cerca de 266 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 15h00
Arquitetos e Engenheiros propõem bolsa de voluntários para apoiar recuperação
As secções regionais do Centro da Ordem dos Arquitetos e da Ordem dos Engenheiros propuseram hoje a criação de uma bolsa conjunta de voluntários para apoiar a recuperação dos territórios afetados pela tempestade Kristin.
Numa missiva enviada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e às Comunidades Intermunicipais (CIM) da Região de Coimbra e de Leiria, as duas ordens profissionais manifestam disponibilidade "para constituir um grupo de trabalho técnico com vista à constituição de uma bolsa de arquitetos e engenheiros voluntários", que assegure uma resposta técnica coordenada.
A iniciativa surge em resposta aos "impactos registados ao nível das infraestruturas, edificado, ocupação do solo, serviços essenciais e recursos" causados pela tempestade, segundo referem Florindo Belo Marques, da Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, e Isabel Cristina Lança, da Região Centro da Ordem dos Engenheiros, num documento a que a Lusa teve acesso.
O objetivo desta cooperação institucional é assegurar uma "resposta técnica articulada", focada no diagnóstico e na avaliação de danos, bem como na apresentação de soluções qualificadas para a reabilitação e reconstrução das zonas fustigadas.
As ordens profissionais pretendem, com esta bolsa de voluntários, promover uma "recuperação integrada e resiliente do território", reforçando a articulação entre as entidades públicas e os especialistas do setor da construção e planeamento.
A proposta surge num momento crítico de levantamento de prejuízos nos distritos de Coimbra e Leiria, muito afetados pela passagem da tempestade Kristin.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
População de Pedrógão Grande obrigada a desenrascar-se após três dias sem energia e comunicações
A população de Pedrógão Grande continua pelo terceiro dia consecutivo sem energia elétrica e comunicações, e queixa-se de falta de apoio das entidades públicas, sobretudo na freguesia da Graça, a mais afetada do concelho pela depressão Kristin.
"Ninguém nos diz nada, nem da Câmara nem da Proteção Civil", lamentou Maria da Conceição à agência Lusa, proprietária de uma oficina parcialmente destruída, na localidade de Outão, na freguesia da Graça, distrito de Leiria.
Com o olhar atento nos trabalhos de remoção das chapas retorcidas da oficina de automóveis, esta mulher de 68 anos diz que tem filhos em Lisboa e Leiria, e que não sabe "se estão bem ou mal".
"A Proteção Civil é muito poucochinha. Reparem que o próprio edifício da Câmara Municipal não tem gerador lá dentro", apontou Carlos Carvalho, da Mó Pequena, freguesia de Pedrógão Grande, lamentando que ninguém dê informações.
Para contactar a família, teve de se deslocar a Figueiró dos Vinhos, que só teve comunicações desde o final de quinta-feira.
"Sei que o presidente da Câmara anda por aí, mas sem meios de comunicação nada funciona", enfatizou Carlos Carvalho, que considerou esta passagem da depressão Kristin mais "impactante" do que os incêndios de 2017, que fustigaram severamente o concelho de Pedrógão Grande.
Numa passagem pela freguesia da Graça, a reportagem da agência Lusa constatou que a maioria das habitações foi afetada, com maior ou menor dano, e equipamentos públicos, como o parque de merendas ou o posto de saúde, foram fortemente atingidos.
Sem energia elétrica, são os geradores que vão mitigando os efeitos do temporal, como no caso da habitação da mãe de Tânia Francisco, em Casal Ferreiros, que beneficia de um equipamento do avô, que também alimenta a casa do padrinho.
"O gerador alimenta à vez as três casas, para que as coisas que estão nas arcas não se estraguem", salientou a jovem, que viu os ventos ciclónicos destruírem o telhado do alpendre que cobre a churrasqueira e o escritório.
A água regressou na manhã de hoje às torneiras, depois da falha no abastecimento na quarta-feira, mas as comunicações tardam em voltar "e é horrível não saber de nada nem de ninguém".
Na Marinha, também freguesia da Graça, Mário Paiva de Carvalho, de 83 anos, não escondeu a frustração pelos estragos enormes provocados pelo mau tempo na sua oficina, na habitação e em vários anexos.
"Estou sozinho com o meu filho a fazer o que posso. Ainda nem fui capaz de ter ideia dos prejuízos que sofri", disse o octogenário, triste, em frente a um sobreiro de grande porte arrancado pela raiz, que por pouco não atingiu uma camioneta ligeira.
Com vários geradores em casa, que já o tinham "salvo do inferno" das chamas dos incêndios de 2017, Mário Carvalho não sente o problema da falta de energia, mas lamentou que ainda "ninguém dos poderes públicos] tenha aparecido para dizer ou perguntar alguma coisa".
"Sem telhado na oficina não tenho condições para trabalhar e vou ter de rejeitar trabalho", lamentou.
Nos últimos dias, a luz das velas é o que tem valido a Sandra Jacinto, de 43 anos, residente na Atalaia Fundeira, que disse não ser fácil viver sem energia elétrica e comunicações.
"Na minha casa tenho um problema agravado porque é tudo elétrico. Para tomar banho tenho de ir a casa da minha mãe e para cozinhar utilizo um pequeno fogão a gás, além de não poder ligar o aquecimento".
Mais à frente, na Atalaia Cimeira, Manuel Inácio, de 83 anos, tentou comprar um gerador "em dois ou três sítios", mas não conseguiu adquirir nenhum aparelho e está preocupado com os produtos na arca frigorífica que se vão estragar.
Por ali, também ainda não apareceram representantes das entidades que gerem o território e a mulher Maria Rosa do Carmo deixou escapar que a "Câmara não quer saber" deles.
"Tenho a arca cheia e vai-se estragar tudo, é uma miséria", queixou-se a mulher de 82 anos, que juntamente com o marido lamentam não poder ligar o aquecimento para os quartos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Empresária da Marinha Grande pede patrulhas do Exército para evitar saques
Uma empresária da Marinha Grande apelou hoje para que o Exército realize patrulhas nas zonas industriais da região e garantiu que as empresas estão a ser saqueadas.
"Precisamos que o Exército nos venha ajudar a proteger as empresas, Marinha Grande, Vieira de Leiria, em Leiria, porque as empresas estão a começar a ser saqueadas", disse à agência Lusa Maria Almeida, coproprietária de uma empresa de moldes na Marinha Grande.
A empresária apontou que uma das empresas no concelho da Marinha Grande já foi alvo de roubos de cablagem.
Face à falta de segurança, e num cenário em que "as empresas ficaram a céu aberto", são os próprios proprietários que estão a fazer a vigilância dos pavilhões.
A passagem da depressão Kristin deixou danos na sua fábrica, arrancando o telhado.
Ainda assim, considerou que "houve a sorte de não chover", o que permitiu que as máquinas pudessem ser tapadas -- algo feito por "dezenas e dezenas de empresas" na região.
Apesar dos estragos controlados, continua o receio com a insegurança.
"Temos todos receio quando chega a noite", concluiu.
Cáritas de Leiria apela ao fornecimento de plásticos e lonas e avança com Fundo de Emergência
A Cáritas Diocesana de Leiria acompanha a situação de emergência que se vive na região, onde persistem falhas de eletricidade, abastecimento de água e comunicações, afetando um grande número de famílias e instituições. Como medida urgente, apela à solidariedade para a doação de lonas e plásticos para ajudar quem teve telhados e coberturas afetadas pela depressão Kristin.
Fotografia: Câmara Municipal de Leiria
Proteção Civil alerta para subida dos caudais do Tejo em Almourol
A Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, alertou hoje que a subida dos caudais do Tejo em Almourol mantém o alerta amarelo para cheias na região e recomenda cuidados à população.
Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo disse que os caudais registados hoje na estação de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, aproximam-se dos 3.000 metros cúbicos por segundo, valor que faz "disparar os alertas".
David Lobato explicou que esses valores podem agravar-se com a chuva prevista para os próximos dias e com o contributo das descargas das barragens espanholas.
A Proteção Civil mantém-se assim atenta à evolução das cheias na bacia do Tejo, com o plano especial em alerta amarelo, o segundo mais elevado de uma escala de quatro.
Entre os principais pontos afetados estão a estação de canoagem de Alvega, em Abrantes, o cais de Almourol, em Tancos, já submerso, o parque de estacionamento e a zona ribeirinha de Constância, a par de dezenas de estradas e vias submersas no distrito.
A Proteção Civil apela à população para evitar as margens do rio e não atravessar estradas inundadas, alertando que a previsão de chuva para o fim de semana e próxima semana pode agravar o cenário.
A região do Médio Tejo agrega 11 municípios do distrito de Santarém - Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
Água fornecida pela Águas do Centro Litoral sem problemas de qualidade
A empresa Águas do Centro Litoral (AdCL) garantiu hoje não existir qualquer problema com a qualidade da água fornecida aos seus clientes dos distritos de Coimbra e Leiria na sequência do mau tempo.
"(...) Não existe qualquer problema com a qualidade da água fornecida aos seus clientes nos distritos de Coimbra (Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares) e Leiria (Leiria e Ansião)", anunciou a AdCL em comunicado, na sequência de outro emitido pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
A empresa salientou que "assegura uma monitorização contínua da água, desde a captação até à entrega às redes municipais, garantindo permanentemente a segurança e fiabilidade do abastecimento público".
Hoje, a DGS alertou para riscos na segurança da água e dos alimentos após a depressão Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.
A AdCL adiantou que equipas técnicas de Aveiro, Coimbra e Leiria "estiveram no terreno desde o primeiro momento, em atuação contínua e em condições particularmente exigentes, garantindo a manutenção da operação, a reposição célere de equipamentos afetados e a salvaguarda do abastecimento aos municípios servidos".
Segundo a empresa, os seus trabalhadores foram "fundamentais para mitigar os efeitos" da depressão e "assegurar a qualidade e segurança do serviço prestado".
"A AdCL mantém-se totalmente empenhada na proteção da saúde pública e na prestação de um serviço fiável às populações, reforçando que a água fornecida continua segura para consumo", acrescentou.
A Águas do Centro Litoral, do Grupo Águas de Portugal, é a entidade gestora responsável pelo sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Centro Litoral de Portugal, integrando 30 municípios e uma população servida de 728 mil de habitantes.
A empresa gere quatro estações de tratamento de água e sete outras instalações de tratamento de água, 201 estações elevatórias de abastecimento de água e saneamento e 60 reservatórios, 68 estações de tratamento de águas residuais e 1.239 quilómetros de condutas de água e emissários de saneamento.
IL revoltada com o atraso do Governo na resposta à depressão Kristin
A presidente da Iniciativa Liberal diz estar revoltada com o atraso do Governo na resposta à situação provocada pela depressão Kristin.
Ventura quer mudar o formato da campanha devido à destruição da depressão Kristin
Esta sexta-feira de manhã, o líder do Chega substituiu a arruada em Espinho por uma ação de recolha de bens.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
O candidato à Presidência da República recusa as críticas de aproveitamento político e alega que a visibilidade pode ajudar no apoio às populações afetadas.
Primeira fonte de financiamento são as seguradoras, diz ministro
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou hoje que a primeira fonte de financiamento para colmatar os prejuízos da depressão Kristin são as seguradoras, sendo que o Estado "pode entrar supletivamente".
"Do ponto de vista do financiamento, a primeira fonte de financiamento vão ser as companhias de seguros. As casas têm seguro, por via de regra, as fábricas têm seguro, os equipamentos públicos têm seguros e, portanto, onde há seguros, essa é a primeira fonte de financiamento", disse aos jornalistas Castro Almeida, após uma reunião com autarcas e outras entidades nos Bombeiros Sapadores de Leiria.
De acordo com o ministro, "o Estado pode entrar supletivamente, complementarmente aos seguros".
Questionado sobre o caso dos prejuízos em áreas agrícolas, o governante admitiu que "há uma falha de mercado e há poucas empresas de seguros a fazer seguros".
"Mas, quero dizer que, para essa área específica, já ontem mesmo [quinta-feira] foi aberto um concurso para os agricultores prejudicados nas suas instalações poderem candidatar-se a apoios que podem ir até 400 mil euros", adiantou.
Castro Almeida assegurou que "o Estado vai cumprir a sua obrigação solidária com o país, em complemento àquilo que é a obrigação contratual das companhias de seguros".
Na reunião não houve anúncio de qualquer envelope financeiro do Governo para os municípios.
"Hoje, não saímos daqui com nenhum envelope [financeiro], nem vamos ter hoje nenhum envelope, nem esse é o problema importante. O importante foi articular com os autarcas a resolução dos problemas que as populações estão a sofrer. E isso ficou bem articulado", adiantou.
EPAL confirma funcionamento regular dos sistemas e qualidade da água
“Não existe qualquer situação que coloque em causa a qualidade ou a segurança da água fornecida em Lisboa ou às entidades gestoras fornecidas pela EPAL”, vincou.
A empresa explica que “a qualidade da água é monitorizada de forma permanente, através de um extenso programa de controlo e análise, realizado por laboratórios acreditados, garantindo que a água distribuída é segura para consumo humano”.
Escolas em Leiria continuam fechadas até terça-feira
As escolas do concelho de Leiria vão continuar fechadas até terça-feira, na sequência dos danos devido ao mau tempo, anunciou hoje a Câmara Municipal.
"Após reunião com os diretores dos agrupamentos e os presidentes das juntas de freguesia, todas as escolas do concelho mantêm-se encerradas nas próximas 2.ª e 3.ª feiras", divulgou a autarquia.
A Câmara adiantou que continua a trabalhar em estreita articulação com as escolas, juntas de freguesia, a E-Redes, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, e os restantes serviços municipais "para resolver os constrangimentos causados pela depressão Kristin e permitir a reabertura das escolas o mais rapidamente possível".
A Câmara de Leiria gere 145 edifícios escolares, com cerca de 15 mil alunos.
"A situação será reavaliada e divulgaremos novas informações assim que existam novidades relevantes", adiantou a Câmara nas redes sociais.
Pedrógão Grande apela à doação de lonas e material de cobertura para casas afetadas
A Câmara de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, lançou hoje um apelo para a doação de lonas e material de cobertura para as habitações danificadas pelo mau tempo.
O município de Pedrógão Grande, através das redes sociais, deixou um apelo ao "humanitarismo, à solidariedade e ao apoio de todos os portugueses, de forma a ajudar a população do concelho mais afetada pela Depressão Kristin a ultrapassar esta grave e inimaginável situação de crise".
"Neste momento, existem cidadãos que perderam bens materiais essenciais das suas habitações", escreveu a autarquia, que acrescentou estar a recolher donativos de lonas e material de cobertura.
Pediu ainda que os donativos sejam entregues no armazém municipal, instalado na Zona Industrial de Pedrógão Grande.
Já hoje, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, João Marques, disse que o concelho enfrenta "mais uma tragédia", depois dos incêndios florestais de 2017, e apelou a pessoas e empresas para que ajudem.
O autarca salientou que "o principal problema são as habitações das pessoas, porque ficaram sem telhado".
"Não temos plásticos, não temos lonas suficientes, não temos pessoal, não temos empresas em número suficiente para poder ajudar as pessoas, pelo menos a resolver, pontualmente, estas situações. E, com a chuva, claro que os prejuízos são enormes, porque todo o recheio das habitações está a ser completamente degradado", avisou João Marques.
Seguradoras garantem que os peritos já estão no terreno para avaliar prejuízos
Para já, é difícil fazer contas aos prejuízos. Os empresários afetados sublinham que a cobertura dos seguros nunca é suficiente.
Mau tempo colocou em causa bens essenciais na área da saúde
As falhas de energia e de comunicações e o corte de estradas dos últimos dias, na sequência da tempestade, colocam também em causa bens essenciais ao nível da saúde.
Com assumidas dificuldades, foram também ativados planos de contingência para garantir oxigénio e diálise a milhares de doentes.
Cercal do Alentejo sem água potável há uma semana
Os bombeiros são a alternativa.
Paula Véran - Antena 1
Alcácer do Sal. Declaração de Estado de Calamidade ainda em análise
A presidente da autarquia de Alcácer do Sal ainda não sabe se vai ser declarado o Estado de Calamidade no concelho. A baixa da cidade permanece inundada, apesar de algum recuo das águas e ainda há o perigo de novas inundações.
Quatro freguesias de Óbidos continuam sem eletricidade
Há também muitos prejuízos no setor agrícola. Alguns agricultores falam em perdas de centenas de toneladas de alimentos e em dezenas de milhares de euros perdidos.
Pós-depressão Kristin com muito trabalho pela frente para repor a normalidade
Bombeiros voluntários de vários pontos do país ajudaram as autoridades de Leiria, na segunda noite após a tempestade. Há há muito trabalho pela frente para repor a normalidade.
E-Redes consegue repor 80% da energia até segunda-feira
A E-Redes vai ter de fazer uma avaliação de todos os prejuízos para não "dar expetativas".
Para os restantes 20 por cento, que são os mais difíceis de recuperar, ainda não há previsão da reposição na totalidade.
Pós-Kristin. Empresas pedem ajuda ao Governo
As empresas fazem contas aos prejuízos e os proprietários pedem ajuda ao Governo. Há instalações, matérias primas e mercadorias que se perderam.
Energia regressa a vários locais de Leiria e Marinha Grande, mas ainda há 290 mil clientes sem eletricidade
A energia elétrica regressa a algumas freguesias de Leiria e Marinha Grande. Mas ainda há 290 mil clientes sem eletricidade. Falta água na rede pública em diversos locais e as comunicações ainda estão instáveis.
Parlamento manifesta pesar pelas vítimas da depressão Kristin
O parlamento aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo presidente da Assembleia da República pelas vítimas da passagem da depressão Kristin pelo território continental português, que fez até agora cinco mortos.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
O texto hoje votado em plenário, de José Pedro Aguiar-Branco, refere-se a "pelo menos quatro vítimas mortais diretas", também citando dados da Proteção Civil: uma em Vila Franca de Xira, e três no concelho de Leiria.
No voto, salienta-se que a passagem da depressão Kristin "provocou um rasto de destruição, com ventos fortes que atingiram rajadas superiores a 150 km/h, chuva intensa, queda de árvores, estruturas e telhados, inundações, estradas interditadas e cortes de energia elétrica que afetaram centenas de milhares de famílias".
"Registaram-se ainda centenas de ocorrências em todo o país, com especial incidência nos distritos de Leiria e Coimbra e no norte do distrito de Lisboa", assinala-se.
Face a estas consequências da intempérie, a Assembleia da República "manifesta profundo pesar pelas vítimas mortais desta ocorrência, e endereça as mais sentidas condolências às suas famílias".
"Deseja ainda uma pronta recuperação aos feridos e a todas as pessoas afetadas. Presta público tributo à atuação das equipas de emergência, da Proteção Civil, dos bombeiros e das forças de segurança, assim como às autarquias que, em condições adversas e urgentes, garantiram auxílio às comunidades afetadas. Às populações das zonas mais fustigadas, assegura proximidade e solidariedade", acrescenta-se no voto.
Equipas da Direção Executiva do SNS no terreno a apoiar utentes e ULS afetadas
A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) refere em comunicado que "mantém, desde o primeiro momento, contacto contínuo e permanente com as Unidades Locais de Saúde (ULS) afetadas pelos efeitos da depressão Kristin, assegurando um acompanhamento operacional regular e a ativação de planos de emergência, para garantir a continuidade assistencial à população".
Adianta que tem equipas no terreno para assegurar a proximidade operacional e suporte direto às ULS afetadas, assegurando que "está e continuará a monitorizar em permanência a situação resultante da depressão Kristin".
"Procedeu-se à articulação entre as ULS, e entre estas e outras entidades, seja para implementação de medidas de reencaminhamento de doentes, seja para assegurar resposta a necessidades operacionais, sempre garantindo a prestação de cuidados urgentes", sublinha.
Zona baixa da cidade de Alcácer do Sal a libertar água depois de noite mais calma
"A noite foi mais tranquila do que a anterior. Temíamos que a chuva fosse mais intensa, mas durante a noite não choveu", permitindo que a água se mantivesse "dentro dos mesmos níveis", disse Clarisse Campos, em declarações à agência Lusa.
Esta situação permitiu a libertação da água que se acumulou, nos últimos dias, na Avenida dos Aviadores, adiantou.
"Só temos uma parte da avenida ainda inundada", esclareceu a autarca, acrescentando que os cerca de 20 comerciantes afetados pela subida das águas do Rio Sado não poderão ainda aceder aos seus estabelecimentos.
Quanto às pessoas que residem na zona inundada e que permanecem em casa, Clarisse Campos explicou que estão em contacto com as equipas de apoio para identificarem os "bens de primeira necessidade, como o pão, leite, `powerbanks` [carregadores portáteis]" para os telemóveis que precisam e que são entregues por barco.
Ainda de acordo com a presidente da câmara, o Bairro do Forno da Cal, onde vivem cerca de 90 pessoas, uma das zonas isoladas do concelho, é, neste momento, a situação que merece maior preocupação.
"As populações desse bairro não conseguem mesmo sair (...) estão isoladas e dependem da ajuda de familiares, da câmara municipal e dos bombeiros para o dia a dia", afirmou.
Proteção Civil apela à disponibilização de geradores na região Oeste
"Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Proteção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir eletricidade às camas de pessoas acamadas", afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva à agência Lusa.
Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a eletricidade nas duas vilas.
Ainda assim, há "limitações de funcionamento nos centros de saúde de Campelos, São Mamede da Ventosa, Ponte do Rol e Silveira", no concelho de Torres Vedras, devido à falta de eletricidade ou de água.
Apesar dos esforços, "os maiores constrangimentos" prendem-se com a falta de eletricidade na região, nomeadamente em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais afetados.
Governo reconhece dimensão "brutal" dos prejuízos e admite recorrer a apoio europeu
O ministro da Presidência reconhece que "a dimensão dos prejuízos é brutal" e admite recorrer ao fundo de solidariedade europeu para apoio à reconstrução.
Já no que diz respeito ao esforço de reconstrução que terá de ser desencadeado, o ministro admitiu o recurso ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, um mecanismo financeiro criado para apoiar Estados-Membros da União Europeia em situações de catástrofes naturais graves.
André Ventura promove angariação de bens em Espinho
André Ventura cancelou a arruada prevista para a manhã desta sexta-feira, em Espinho, e está a participar numa recolha de bens essenciais para as populações afetadas pelo mau tempo.
“Os políticos têm de estar onde as pessoas precisam”, defendeu.
IPMA prevê chuva e vento a partir de domingo, típico de inverno
O IPMA prevê a partir de domingo a passagem de algumas frentes que vão trazer chuva, mas nada tão agressivo e preocupante como o que ocorreu na quarta-feira com a depressão Kristin, segundo a meteorologista Cristina Simões.
"Não será nada muito assustador, nem agressivo, no entanto, com precauções até porque estamos numa situação em que há zonas muito fragilizadas com tudo o que aconteceu. (...). A chover novamente e com vento a adicionar ao que já aconteceu não vai facilitar a quem está a tentar resolver os problemas, os estragos", disse à Lusa a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Cristina Simões adiantou que para hoje ainda está prevista alguma chuva e que o sábado será um dia de acalmia, contudo no domingo a situação vai mudar.
"Vamos continuar com a passagem de algumas frentes que vão trazer precipitação entre domingo e segunda-feira. No final do dia de domingo, a chuva será mais intensa no norte e centro, mas nada tão gravoso como tivemos", disse.
De acordo com Cristina Simões, para segunda-feira está também prevista queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela e vento um pouco mais intenso, não tendo sido emitidos avisos e a emitir serão amarelos.
O agravamento no domingo tem a ver com uma superfície frontal que vai trazer chuva, passando a aguaceiros e vento mais intenso à passagem da frente.
"São situações típicas de inverno. Numa situação normal não seria nada preocupante, nem assustador, só ter aqueles cuidados normais de quando chove. No entanto, estamos a sair de uma situação bastante grave em que estamos a tentar resolver problemas e tudo isto não ajuda", disse.
Na próxima semana, segundo Cristina Simões, vai continuar a passagem alternada de algumas superfícies frontais, apontando a previsão para a continuação de chuva alternando com períodos de acalmia.
"Toda a semana vamos ter estas passagens. O anticiclone está muito a sul e vai deixando passar todas estas perturbações do Atlântico, que conseguem atingir o continente", adiantou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Leitão Amaro fala em "destruição muito grande" e pede cautela nos próximos dias
O governante disse aos jornalistas que a Proteção Civil e o Governo vão hoje e nos próximos dias “comunicar com a população” e recomendam, para já, a não circulação em zonas vulneráveis, assim como a atenção acrescida a infraestruturas frágeis.
“A eletricidade está a ser retomada, mas há ainda cerca de 200 mil pessoas com falta de eletricidade”, registando-se ainda dificuldades nas comunicações e no abastecimento de água, acrescentou.
Alcácer do Sal ativa Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil
A Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, ativou na quinta-feira o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil devido ao elevado número de ocorrências, incluindo inundações, provocadas pelo mau tempo, depois de uma noite mais calma.
"Ativámos o Plano de Emergência Municipal, reunimos ontem [quinta-feira] a Comissão Municipal de Proteção Civil, o que significa que temos um conjunto de entidades a cooperar, que no fundo já tínhamos no terreno, mas agora de um modo mais formal", disse à agência Lusa a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos.
Em comunicado, o município explicou que este mecanismo foi ativado, tendo em conta "o impacto da depressão Kristin" no concelho, causando "um elevado número de ocorrências".
Entre elas, "quedas de árvores, danos em habitações e infraestruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e comunicações, cortes de vias rodoviárias, perturbação no normal funcionamento dos serviços públicos e da vida da população", precisou.
Segundo a autarquia, "a ativação também se justifica porque, de acordo com a informação disponível, mantém-se a previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa e instabilidade das estruturas".
Entre as medidas preconizadas pelo plano estão a "prioridade absoluta às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário, sempre que necessário, o reforço da vigilância e monitorização das zonas de risco, nomeadamente linhas de água, taludes, zonas urbanas vulneráveis e infraestruturas críticas".
Inclui ainda, "a interdição ou condicionamento de acessos a vias rodoviárias, espaços públicos e edifícios que apresentem risco para a segurança de pessoas e bens".
Além deste mecanismo, Clarisse Campos reforçou que o município pretende ser um dos abrangidos pela situação de calamidade decretada na quinta-feira pelo Governo.
"É esse o meu objetivo, que seja incluído, para podermos a seguir ajudar porque as pessoas têm aqui um prejuízo enorme", afirmou a autarca que, na quinta-feira, solicitou ao secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, que seja decretada a situação de calamidade no concelho de Alcácer do Sal.
Na sua página na rede social Facebook, o município de Alcácer do Sal informou hoje que a Ponte Metálica sobre o Rio Sado, a Rotunda do Forno da Cal e a Avenida dos Aviadores estão entre as áreas com constrangimento e/ou inundadas, bem como diversas estradas pelo concelho.
Cerca de 60% das infraestruturas da GNR afetadas mas operacionais no distrito de Leiria
Cerca de 60% das infraestruturas do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana foram afetadas pelo mau tempo, mas estão operacionais, disse hoje fonte da GNR, que ressalvou que esta situação está em fase de verificação.
Numa informação enviada à agência Lusa, a mesma fonte adiantou que a depressão Kristin "provocou diversos danos materiais e constrangimentos significativos na circulação rodoviária", mas o Comando Territorial de Leiria "tem mantido um empenhamento permanente na resposta à situação em estreita articulação com as autoridades de Proteção Civil".
"No âmbito desta atuação, os militares da GNR têm prestado apoio direto às entidades de Proteção Civil, nomeadamente através da desobstrução e limpeza de vias, assegurando condições mínimas de segurança e fluidez do trânsito nas zonas mais afetadas", salientou.
Ao mesmo tempo, "têm sido desenvolvidas ações de desimpedimento de rodovias e outros acessos, permitindo o restabelecimento do acesso dos cidadãos às suas habitações e propriedades privadas, em situações condicionadas por quedas de árvores, detritos ou outros obstáculos", referiu.
"Na sequência de inúmeros contactos efetuados por familiares preocupados com a situação de pessoas potencialmente isoladas ou residentes em locais de difícil acesso, os militares da GNR têm-se deslocado ao terreno para confirmar o estado de segurança e bem-estar desses cidadãos, assegurando o devido acompanhamento das situações sinalizadas".
À população, o Comando Territorial de Leiria, cuja área de intervenção corresponde ao distrito de Leiria, pede a "adoção de comportamentos preventivos face às atuais condições meteorológicas e aos riscos associados, nomeadamente no que respeita à circulação rodoviária, ao risco elétrico, à segurança das propriedades e ao cumprimento rigoroso das orientações transmitidas pelas forças de segurança e autoridades de Proteção Civil".
"A GNR mantém-se no terreno, acompanhando de forma permanente a evolução da situação, apelando à colaboração de todos para minimizar riscos e garantir a segurança de pessoas e bens".
Concelho de Ourém com "devastação completa"
O concelho de Ourém regista uma "devastação completa" e tem 15 escolas afetadas devido ao mau tempo, declarou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Luís Albuquerque.
"É uma devastação completa. No início, quando isto ocorreu, ficámos, seguramente, com 80% das nossas vias todas intransitáveis, sem água, sem luz, sem comunicações", disse Luís Albuquerque, apontando para 15 o número de escolas afetadas.
O autarca referiu que a esmagadora maioria das principais vias rodoviárias está já desobstruída, mas "faltam algumas vias secundárias", onde os serviços municipais estão a trabalhar.
Quanto ao abastecimento de água, Luís Albuquerque explicou haver "a garantia por parte da concessionária que 65% a 70% da população ficará servida com água durante o dia de hoje", a mesma percentagem relativamente à eletricidade.
"Nas escolas, estamos a tentar ver se conseguimos recuperar algumas, para que na segunda-feira possam estar minimamente em condições para poderem começar as aulas", adiantou o presidente daquela autarquia do distrito de Santarém.
Luís Albuquerque esclareceu que o município tem cerca de 200 operacionais no terreno e mais 120 pessoas de fora do concelho que estão a ajudar e a tentar resolver os problemas originados pela depressão Kristin.
"Temos as empresas do concelho envolvidas e mobilizadas para desobstruir vias, para repor alguns edifícios públicos que ainda estão danificados", adiantou.
O autarca apelou aos munícipes para manterem a calma.
"Estamos a fazer tudo o que é possível para que as coisas voltem dentro do possível à normalidade", assegurou Luís Albuquerque.
Pedrógão Grande enfrenta "mais uma tragédia", diz presidente da Câmara
O presidente do Município de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, disse hoje que o concelho enfrenta "mais uma tragédia", depois dos incêndios florestais de 2017, e apelou a pessoas e empresas para que ajudem.
"Mais uma tragédia em Pedrógão, infelizmente", afirmou à agência Lusa João Marques, numa referência aos incêndios em junho de 2017, que destruíram parcialmente o concelho e provocaram dezenas de mortos.
João Marques disse que "uma parte do Município, nomeadamente a vila", tem "algumas comunicações", e referiu que, através de geradores, há eletricidade na sede do concelho.
"A rede [elétrica] está toda destruída, mas há, através de geradores que foram instalados nos PT [postos de transformação], nomeadamente para garantir o abastecimento de água, porque todos aqueles municípios do norte do distrito de Leiria e a Sertã [Castelo Branco] são abastecidos a partir da Barragem do Cabril", adiantou.
O autarca esclareceu que os serviços municipais estão "a tentar recuperar, a atamancar, é mesmo o termo, para poderem funcionar".
"As principais vias de comunicação estão mais ou menos desobstruídas, embora não limpas, mas a rede secundária não, nem a rede florestal. Isso está tudo inoperacional", alertou.
João Marques salientou que "o principal problema são as habitações das pessoas, porque ficaram sem telhado".
"Não temos plásticos, não temos lonas suficientes, não temos pessoal, não temos empresas em número suficiente para poder ajudar as pessoas, pelo menos a resolver, pontualmente, estas situações. E, com a chuva, claro que os prejuízos são enormes, porque todo o recheio das habitações está a ser completamente degradado", avisou.
O presidente da Câmara adiantou que os munícipes que necessitam de maior apoio foram levados para o pavilhão gimnodesportivo, "porque necessitam, inclusivamente, de algum apoio médico".
João Marques pediu "a todas as empresas da região que possam colaborar com a população, a todas as pessoas que tenham alguma disponibilidade e que possam também colaborar, nomeadamente com as pessoas mais idosas", que o façam.
"Compreendo que isto é geral, mas o Exército, se calhar, no terreno, dava uma grande ajuda, nomeadamente na colocação de lonas. Que pudessem trazer lonas e plásticos, enquanto não se fazem intervenções mais profundas nas habitações, que evitassem maiores estragos às populações", sugeriu ainda.
Os incêndios que deflagraram em junho de 2017 em Pedrógão Grande e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves.
Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.
Danos "bastante acentuados" em Porto de Mós
O presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, disse hoje que os danos no concelho devido ao mau tempo "são bastante acentuados" em edifícios públicos, empresas e casas, e que o município continua sem comunicações nem eletricidade.
"Em Porto de Mós, já fizemos o primeiro diagnóstico. Os danos são bastante acentuados, nomeadamente em alguns edifícios públicos, como os três pavilhões gimnodesportivos, o Cineteatro e o edifício das piscinas. Há uma série de edifícios públicos que estão muito danificados, nomeadamente ao nível das coberturas e toda a estrutura frontal com alumínios e vidros", afirmou hoje à agência Lusa Jorge Vala.
Segundo o autarca, o concelho regista também "muitas empresas com danos muito significativos", assim como "algumas instituições também com danos com alguma dimensão".
"Estamos a fazer o levantamento de todos os danos com o objetivo de restabelecer [a normalidade]", declarou, explicando que o Município de Porto de Mós tem "pré-instalado um sistema de geradores para garantir o fornecimento de água à população".
O presidente daquela Câmara do distrito de Leiria referiu que este fornecimento "está a funcionar de uma forma sistemática e sem anomalias na maioria do concelho".
"Há uma parte do concelho em que vai ser reposto hoje, com recurso também a geradores por parte da E-Redes", assegurou Jorge Vala, esclarecendo que a autarquia tem, igualmente, geradores cedidos por empresas no âmbito do Plano Municipal de Emergência.
Quanto a habitações, "muitas casas danificadas, sobretudo ao nível das coberturas", assim como em anexos, acrescentou.
Em relação a desalojados, o Serviço de Ação Social da Câmara respondeu de imediato no caso de duas famílias, uma realojada pela Câmara e outra por familiares.
"A situação acalmou", garantiu o autarca, destacando, contudo, que o concelho tem "falta de comunicações e, sobretudo, falta de energia elétrica".
"Neste momento, estamos a tentar regressar a uma normalidade possível, estamos ainda a ponderar se vamos abrir as escolas na segunda-feira", acrescentou o presidente do Município de Porto de Mós.
Carneiro critica "insensibilidade e impreparação" do Governo
“Tinha acontecido no apagão, aconteceu nos incêndios e voltou a acontecer agora”, criticou.
José Luís Carneiro vincou que “o IPMA informou a tempo e horas, o que significa que se conheciam as características da tempestade e onde ela poderia ser mais severa”.
O socialista esteve esta manhã reunido com 32 autarcas dos distritos mais afetados “e que têm vindo a viver momentos especialmente difíceis”.
“Foi possível fazer um ponto de situação e ouvir algumas das suas principais preocupações, e perceber como a vida normal de muitas famílias portuguesas está afetada em muitas dimensões vitais, pondo mesmo em causa a sua subsistência quotidiana”, adiantou.
“Tivemos relatos de localidades onde as pessoas estão totalmente isoladas e vivem momentos de grande sofrimento”.
Óbidos ainda sem energia e com muitos prejuízos na agricultura
“Óbidos foi bastante fustigado pela depressão Kristin”, registando-se “muitos prejuízos, nomeadamente ligados à agricultura”, disse à RTP o presidente da Câmara.
“Há várias culturas espalhadas pelo alcatrão. Todo este nível das águas, que já estava bastante elevado, veio a agravar-se”, adiantou Filipe Daniel.
O autarca destacou a “excelente cooperação” com os bombeiros voluntários, a Proteção Civil e as juntas de Freguesia, assim como as forças de segurança.
A Câmara de Óbidos está em contacto direto com a E-Redes e a gerir “um conjunto de geradores para alimentar postos de transformação”, acrescentou.
Proteção Civil com 208 ocorrências às 10h00
DGS alerta para cuidados com água e alimentos após tempestade Kristin
A Direção-Geral da Saúde alerta para riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.
A DGS emitiu um conjunto de recomendações na quinta-feira à noite na sequência da tempestade que afetou várias regiões do país na madrugada que quarta-feira, provocando falhas no fornecimento de energia elétrica que ainda se mantêm em algumas localidades, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo e a segurança dos alimentos.
"Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos", alerta em comunicado.
Para reduzir estes riscos, a autoridade de saúde apela à adoção de medidas preventivas e comportamentos seguros, como evitar o consumo de água de fontes que não estão ligadas à rede pública de abastecimento, como poços ou minas, por poderem estar contaminadas.
A DGS aconselha a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.
"Se não tiver água engarrafada, ferver a água durante 10 minutos antes de usar ou desinfetar com lixívia sem corantes, detergentes ou perfumes (cerca de 2 gotas por litro de água)", recomenda, aconselhando ainda a população a lavar bem as mãos antes de manusear água tratada ou alimentos.
Relativamente ao saneamento, a autoridade recomenda que, sempre que possível, se continue a utilizar a sanita, mas evitar deitar água usada se a rede estiver inoperacional.
As águas residuais, como as provenientes da lavagem, não devem ser despejadas em solos ou ribeiros, devendo também o lixo doméstico e resíduos sanitários ser mantidos afastados de quaisquer fontes de água.
Quanto à alimentação, a DGS esclarece que, se a interrupção de energia no frigorífico não tiver ultrapassado as 12 horas, os alimentos poderão ter-se mantido em condições de segurança para consumo.
No caso dos hortícolas e fruta, como cenoura, tomate, couve, laranja ou limão, estes podem permanecer seguros mesmo para além desse período.
Já os congeladores conseguem manter os alimentos congelados até 48 horas, ou 24 horas se estiverem apenas meio cheios, desde que a porta permaneça fechada.
Segundo a DGS, alimentos que, após o restabelecimento da energia, ainda apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios como se estivessem refrigerados poderão, na maioria dos casos, ser cozinhados ou voltarem a ser congelados.
"Os alimentos que estivam armazenados no frigorífico ou congelador, durante a interrupção de energia, devem ser consumidos ou confecionados o mais rapidamente possível e confecionados através de métodos que atinjam temperaturas elevadas (maiores que 75 °C)", sublinha.
A DGS aconselha a população a avaliar os sinais de degradação dos alimentos, a não provar alimentos para verificar se estão bons e deitar fora qualquer alimento com cheiro, cor ou textura invulgar.
Deixa ainda conselhos para a segurança da população durante tempestades como "não atravessar áreas inundadas a pé ou de carro", porque as águas podem ser mais profundas e perigosas do que aparentam, e evitar contacto direto com águas das cheias.
Limpar e desinfetar superfícies que tenham estado em contacto com água da cheia, usar luvas e botas impermeáveis durante limpezas, não manusear aparelhos elétricos enquanto houver água acumulada no interior da casa, remover, sempre que possível, água acumulada e materiais húmidos para reduzir o risco de bolor, são outros conselhos da DGS.
Apela ainda à população para evitar zonas com árvores instáveis ou estruturas danificadas, ter lanternas e pilhas acessíveis, seguir as instruções das autoridades e manter-se abrigado em locais seguros.
Operação "Limpar Leiria" arranca no sábado
A Câmara de Leiria lança hoje a campanha "Limpar Leiria", a primeira ação de voluntariado para limpar a capital de distrito, iniciativa que decorre no sábado, disse à agência Lusa o presidente daquele município gravemente afetado pelo mau tempo.
"Depois daquilo que foi o estado em que ficou a cidade de Leiria, com muitos derrubes de árvores, telhas partidas, a cidade já tem uma parte importante das árvores de grande porte retiradas. No entanto, é necessário criar condições para que a nossa cidade, o mais rápido possível, volte a ser uma cidade limpa", afirmou Gonçalo Lopes.
Segundo Gonçalo Lopes, a ação de voluntariado decorre no sábado, a partir das 10:00, junto ao Estádio Municipal, "com o objetivo de limpar o estádio, limpar o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade".
Além da dimensão humana e solidária, pretende-se com a campanha "Limpar Leiria" criar "uma união fundamental para os próximos meses", em que o concelho vai precisar "dos leirienses e dos portugueses" para reerguer a cidade, adiantou o autarca.
"É das primeiras ações de voluntariado que vamos lançar, uma vez que temos tido muitas solicitações de pessoas a quererem ajudar-nos", declarou, pedindo aos voluntários para que levem luvas, pás, vassouras e outras ferramentas, porque o município não tem capacidade de distribuição.
No local, "um conjunto de voluntários irão coordenar esse trabalho, juntamente com a Ecoambiente, a empresa que faz a recolha do lixo", explicou.
A duração da atividade, para a qual o município apela à participação, decorre durante o período da manhã.
"No período da manhã é o primeiro passo. Nós vamos ter a capacidade de poder envolver também os Escuteiros, os próprios adeptos da União de Leiria que estão preocupados com o estádio", declarou.
O presidente da Câmara admitiu a repetição da iniciativa, que vai ser estendida "também às freguesias, desafiando as juntas de freguesia a fazerem essa mesma atividade de voluntariado".
Bombeiros de várias corporações a caminho das zonas mais afetadas
Bombeiros de uma dezena de corporações estão hoje a deslocar-se para as regiões mais afetadas pela depressão Kristin, para ajudar as populações, disse fonte da proteção civil, referindo que durante a noite foram registadas apenas 22 ocorrências.
"Temos garantidamente cerca de uma dezena de corporações que estão em deslocação para a região de Leiria. Vão reforçar e ajudar as populações mais afetadas para tentar repor a normalidade o mais rápido possível", adiantou à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
De acordo com Elísio Pereira, as corporações de bombeiros são de zonas menos afetadas, de zonas mais próximas dos epicentros e também do sul do país para ajudar.
No que diz respeito à situação dos caudais de vários rios, que na quarta-feira causavam preocupação, tal como Mondego e o Sado, Elísio Pereira diz que a situação para já está controlada.
"Neste momento, não temos informação de alguma alteração relativamente ao dia de ontem [quinta-feira]. As situações estão controladas e a ser monitorizadas", indicou.
Quanto às ocorrências registadas durante a noite, Elísio Pereira referiu que "foi uma noite muito calma".
"Entre as 00:00 e as 07:00 foram registadas 22 ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas em Portugal continental e sem gravidade. Neste momento, o objetivo é tentar repor, no mais curto espaço de tempo, a normalidade e ajudar as populações", disse.
Na quinta-feira, entre as 00:00 e as 23:59, Portugal continental tinha registado 2.050 ocorrências relacionadas com o mau tempo, com Coimbra, Oeste e Leiria a serem as regiões mais afetadas, adiantou fonte da Proteção Civil.
Num balanço à Lusa, fonte da ANEPC referiu que Coimbra foi a região mais afetada com 375 ocorrências, seguida do Oeste (221) e Leiria (201).
Reposição da rede elétrica "vai demorar semanas"
Silvério Regalado relatou estragos em “centenas de milhares de infraestruturas de rede elétrica”, mas o governante garante que tudo está a ser feito para que as pessoas tenham acesso o mais rapidamente possível a estes serviços essenciais.
Quanto ao levantamento dos estragos, o secretário de Estado adiantou que ainda estão a ser contabilizados pelas autarquias.
Rede Expressos reduz preços em apoio às localidades afetadas
“Esta iniciativa solidária aplica-se a viagens realizadas a partir de todo o país com destino a estas regiões, e surge como resposta à necessidade urgente de facilitar a deslocação de familiares, voluntários, equipas de apoio e cidadãos que pretendem prestar ajuda no terreno”, esclarece a empresa.
A redução dos preços dos bilhetes já se encontra disponível online através do site www.rede-expressos.pt e da app Rede Expressos.
Entrega de bens em Leiria centralizada no pavilhão dos Pousos
A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos, próximo da cidade de Leiria, disse hoje à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes.
"Desde ontem [quinta-feira] que temos um centro de apoio colocado no pavilhão dos Pousos, onde temos já recolhido alguns bens alimentares para as pessoas que não conseguiram ir aos supermercados que ainda estão a funcionar ou que precisem de alguma ajuda nessa parte", afirmou Luís Lopes.
No mesmo local, é feita a "distribuição de lonas e plásticos para que as pessoas possam ir recolher e tapar os telhados que não têm condições agora para reparar", referiu, pedindo às pessoas que queiram apoiar com bens para que se desloquem àquele pavilhão.
"Temos lá as nossas equipas que irão recebê-las e que irão depois acomodar as coisas", adiantou o vereador.
O município anunciou também que no Balcão Único de Atendimento da Câmara Municipal vai estar, a partir das 10:00, um serviço de ação social e de teleconsultas.
Hoje, prosseguem trabalhos no concelho "com várias operações de desobstrução, limpezas, reposição das vias, já até de tentativa de reparação de algumas estruturas públicas que são importantes para o quotidiano das pessoas", adiantou o autarca.
"Vamos continuar a fazer isso até conseguirmos chegar a todos os locais e termos a certeza de que toda a gente consegue circular e sair das suas casas", declarou o autarca, explicando que continuam os trabalhos para "criar condições também para que haja restabelecimento, quer de corrente elétrica, quer de abastecimento de água".
Neste caso, Luís Lopes apontou a articulação com a E-Redes, Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria, e Águas do Centro Litoral.
Forças Armadas apoiam população
As Forças Armadas destacam o apoio em alojamento e alimentação, por parte do Exército, a 34 refugiados ucranianos, assim como o apoio a autarquias através da cedência de geradores ou o fornecimento de tendas e comida a pessoas desalojadas.
“Para além dos apoios referidos, as Forças Armadas também concentram esforços na recuperação de infraestruturas e de serviços essenciais em unidades militares afetadas, com especial incidência na região Centro (Leiria, Monte Real, Porto de Mós, Tancos, Abrantes e Marinha Grande)”, acrescenta o comunicado.
Mau tempo vai continuar na próxima semana
As condições no território continental, sujeitas às novas vagas de chuva e vento, podem resultar num agravamento das condições no terreno.
Cruz Vermelha com equipas mobilizadas de norte a sul
Em entrevista à RTP Notícias esta manhã, Gonçalo Órfão explicou que a CVP recebeu mais solicitações na região centro, nomeadamente em Coimbra, Figueira da Foz e Leiria.
“A Cruz Vermelha está desde o início no terreno, desde que soubemos do alerta, através das suas estruturas locais de todas as localidades, mas também com o apoio nacional”, afirmou.
“Reforçámos áreas com ambulâncias e apoiando a emergência pré-hospitalar em articulação com o INEM”, reforçando ainda “infraestruturas críticas, nomeadamente com geradores, criando zonas de acolhimento para a população que terá ficado desabrigada”, acrescentou o coordenador.
“Vamos continuar agora com uma avaliação de necessidades, tentando responder de uma forma mais personalizada e direta”.
Mais de 290 mil clientes sem energia elétrica ao início da manhã
A E-Redes ativou, em Leiria, o "estado de emergência", tendo já instalado 30 geradores. Estão a ser mobilizados mais duas centenas.
Abastecimento de energia elétrica e rede móvel começa a ser reposto
Caudal do Mondego está a ser monitorizado
Vários distritos continuam sob avisos meteorológicos
Os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro e Coimbra estão igualmente a laranja, entre as 9h00 desta sexta-feira e as 15h00 de sábado, passando depois a amarelo, por causa da agitação marítima.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu ainda aviso amarelo para os distritos de Bragança e Leiria, entre as 12h00 e as 21h00, e para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Lisboa, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga, entre as 12h00 desta sexta-feira e as 0h00 de sábado, devido a vento forte com rajadas de até 110 quilómetros por hora nas terras altas.
Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar debaixo de aviso amarelo entre as 9h00 e as 15h00 devido à chuva persistente e por vezes forte, em particular em zonas montanhosas.
Os distritos de Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Viana do Castelo e Braga ficam a amarelo, devido à queda de neve acima de mil a 1.200 metros, entre as 12h00 desta sexta-feira e as 9h00 de sábado.
Também a costa norte da Ilha da Madeira e o Porto Santo também sob aviso amarelo devido à agitação marítima.
c/ Lusa
Linhas ferroviárias ainda com interrupções
No Facebook, a CP adianta que, devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental, a circulação nas Linhas do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo e a Linha do Oeste continua suspensa.
Estão também suspensos os comboios Urbanos de Coimbra, entre Coimbra B e Alfarelos, o Serviço Regional entre Coimbra B e o Entroncamento e a Linha do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso.
A empresa indica ainda que, na última noite, foi retomada a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, mas apenas para o serviço regional no troço Covilhã-Guarda.
Milhares continuam sem água, luz ou comunicações
- Há risco de cheias para os próximos dias e a Proteção Civil alerta para um quadro preocupante sobretudo na região de Coimbra. As previsões meteorológicas e hidrológicas indicam que as populações das margens esquerda e direita do rio Mondego devem ter especial atenção. No entanto, as autoridades garantem que o caudal do Rio Mondego está a ser controlado;
- De resto, na quinta-feira, Coimbra foi a região que teve mais ocorrências - 375 de um total de 2.050. Segue-se a regiões do Oeste;
- Na última madrugada, não foram registadas "ocorrências significativas", segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, ouvida pela agência Lusa às 6h30;
- Há, todavia, milhares de pessoas que continuem sem água, luz ou comunicações. O Governo decretou situação de calamidade em 60 municípios, a vigorar pelo menos até domingo;
- Cerca 300 mil clientes da E-Redes continuavam, nas últimas horas, sem luz. O distrito mais afetado é o de Leiria. A E- Redes não indica quando é que a situação estará resolvida, dado que em todo o país há mais de 700 quilómetros de linhas de alta tensão danificadas;
- O secretário de Estado da Proteção Civil, Rio Rocha, admite que o SIRESP, rede de comunicações de emergência, pode não ter funcionado em pleno;
- A Anacom admite que a situação é complexa. A entididade reguladora das comunicações adianta que estão no terreno milhares de técnicos. Todaiva, apesar do esforço, muitas estruturas ficaram danificadas e está a ser dificil repor os serviços. Por causa das falhas elétricas também não há internet em muitos locais;
- Leiria continua privada de eletricidade, com falta de água e problemas nas comunicações. À medida que o tempo passa, multiplicam-se os equipamentos destruidos;
- Na Marinha Grande, há centenas de casas, empresas e serviços públicos destruídos e parte da zona costeira ficou arrasada;
- O comissário europeu da Energia vai estar esta sexta-feira com o ministro da Presidência em Leiria. A comitiva, que inclui ainda a ministra do Ambiente, vai passar pelos concelhos onde os estragos foram maiores. A visita tem início marcado para as 10h15 na Marinha Grande. Pelas 12h30 segue para o Hospital de Leiria e o Hospital da Figueira da Foz. Seguir-se-á uma deslocação a Pombal;
- Em Águeda, as chuvas provocaram cheias numa das margens do rio;
- Esta sexta-feira, repetem-se os avisos de mau tempo. Sete distritos estão debaixo de avisos laranja, o segundo mais grave da escala, devido à agitação maritima: Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro,Coimbra, Leiria e Lisboa;
- Em Braga, Porto e Viana do Castelo o aviso passa a vermelho a partir das 21h00. As ondas podem chegar aos 15 metros;
- No sábado haverá também avisos. A partir das 9h00 ficam a laranja os distritos de Beja, Faro e Setúbal;
- O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou ainda distritos a amarelo por causa da chuva e do vento;
- Em período de campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais, André Ventura deslocou-se a Coimbra. O candidado a Belém e líder do Chega considerou incompreensíveis as falhas apontadas ao SIRESP devido ao mau tempo;
- Por sua vez, António José Seguro afirmou que os concelhos atingidos pela intempérie estão a viver dias trágicos, apelando à solidariedade. O candidato presidencial já visitou os concelhos de Leiria e da Marinha Grande e admite deslocar-se a outros municípios.
Descargas das barragens agravam possibilidade de cheias
Inundações em Águeda e Coimbra estão entre as maiores preocupações.
São descargas controladas, mas há 13 anos que não acontecia uma descarga assim.
A Agência Portuguesa para o Ambiente, APA, teme que a situação se agrave na próxima semana.
Centro de apoio aberto em Pousos, Leiria
Leiria tem um centro de apoio à população no pavilhão gimnodesportivo dos Pousos.
Tem também plástico e lona para ajudar a tapar telhados e evitar que a água entre dentro das casas danificadas.
Kristin isolou 300 pessoas em Alcácer do Sal
A zona baixa de Alcácer do Sal está submersa e sem eletricidade.
Uma aldeia está rodeada de água há dois dias e muitos residentes não conseguem sair.
Sertã. Kristin deixou um rasto de destruição em Cernache
No concelho da Sertã, a freguesia de Cernache foi uma das mais afetadas pela tempestade Kristin.
Falhas no SIRESP. "Parece que não aprendemos nada com o que tem acontecido"
Mário Conde, especialista em Proteção Civil, reconhece que a situação dos últimos dias seria difícil de evitar, mas que se repetiram problemas antigos, nomeadamente ao nível das comunicações.
Critica os "estudos prolongados" que "ficam na gaveta" e o "país de burocracias" que adia a resolução dos problemas que se sentem no terreno.
"Voltou a falhar quase tudo o que falhou para trás", resumiu, recordando que há populações que estão quase há 48 horas sem qualquer apoio.
Marcelo rejeita que situação de calamidade tenha sido declarada tarde
O presidente da República anunciou que vai visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
"Na generalidade o sistema funcionou", diz o secretário de Estado da Proteção Civil
Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, reconhece que o SIRESP "pode não ter estado na plenitude" em todos os momentos, mas que foi "o único meio de comunicação" em muitas circunstâncias.
Considerou que seria "injusto" generalizar as falhas devido a "algumas situações" que ocorreram ao longo das últimas horas, nomeadamente lares que não conseguem prestar cuidados médicos devido à falha de energia.
O secretário de Estado adiantou que há cerca de 366 mil pessoas sem energia e reconheceu que a recuperação "não tem sido à velocidade que todos gostaríamos".
Ressalva que estão por resolver "situações complexas" com estações de foram afetadas "de uma forma que não é normal".
Rui Rocha adiantou ainda que há militares no terreno para apoiar as populações e garantiu que o país está preparado para enfrentar mais chuva e frio, apesar de reconhecer que os terrenos estão "saturados".
Oposição acusa Montenegro de decretar tarde a situação de calamidade
A oposição acusa Luís Montenegro de ter decretado tarde a situação de calamidade. Diz que houve falta de comunicação por parte do governo.
Os socialistas acabaram por ser acusados pelo governo e pelos partidos à direita de explorar uma tragédia para efeitos políticos.
André Ventura critica falhas na prevenção do impacto da Kristin
André Ventura aponta que falhou toda a prevenção para evitar as consequências da tempestade Kristin.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
O candidato esteve no centro de Leiria.