DECO diz que eventual aumento da luz em 30% seria "despropositado"
Lisboa, 16 set (Lusa) -- A DECO classificou hoje um eventual aumento de 30 por cento na eletricidade no próximo ano como "despropositado" e lembrou que 42 por cento da fatura da luz são "custos de interesse geral" que o Governo pode cortar.
O secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, disse à Lusa que é "despropositado e não parece haver qualquer razão técnica para um aumento de 30 por cento", lembrando que quase metade (42 por cento) da fatura de eletricidade corresponde a custos de interesse geral, que o Governo pode eliminar, através de uma alteração legislativa.
O Diário Económico noticia hoje que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) vai propor um aumento de 30 por cento nas tarifas elétricas para o próximo ano, ao qual acresce o agravamento do IVA de 6 por cento para 23 por cento nas contas da luz.
Jorge Morgado diz que há formas de minimizar um eventual aumento: "Há aqui uma margem [através do corte dos custos de interesse geral] para diminuir o impacto de um aumento da fatura e do IVA".
Entretanto, o presidente da ERSE, Vítor Santos, garantiu hoje à Lusa ainda não ter uma proposta de variação das tarifas de eletricidade para 2012, mas admitiu que 30 por cento de aumento são "à priori" excessivos.
"Ainda não sabemos neste momento a taxa de variação das tarifas que vai acontecer em 2012. Recebemos os dados das empresas, estamos a analisar a informação e no dia 15 de outubro estaremos em condições para fazer de forma objetiva fundamentada a nossa proposta de variação das tarifas ao Conselho Tarifário, neste momento isso não é possível", sublinhou.