Economia
Défice orçamental fixa-se nos 0,3% do PIB no 3º trimestre
O défice orçamental das administrações públicas fixou-se em 393,9 milhões de euros até setembro, ou seja, 0,3 por cento do Produto Interno Bruto. Em conferência de imprensa de reação a estes números, o ministro das Finanças Mário Centeno sublinha o cumprimento das metas com melhor desempenho que o esperado e enfatiza: "Estamos a falar de um superavit, não de um défice".
Segundo a informação disponibilizada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o saldo das administrações públicas fixou-se em 393,9 milhões de euros entre julho e setembro, 0,3 por cento do PIB nos primeiros nove meses do ano.
Este valor representa menos 2,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) face a igual período do ano passado.
"Para o conjunto dos três primeiros trimestres de 2017, o saldo global das Administrações Públicas fixou-se em -393,9 milhões de euros, representando -0,3% do PIB (-2,8% do PIB em igual período do ano passado)", divulgou o INE.
Tomando como referência apenas os valores trimestrais e não o agregado do ano até ao mês de setembro, o saldo das administrações públicas situou-se em menos 1256,1 milhões de euros, ou seja, um saldo positivo de 2,6 por cento do PIB, menos 2,1 por cento que em igual período do ano passado.
Reforço à previsão do primeiro-ministro
O valor vai ao encontro das estimativas divulgadas pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que apontava para um défice de 0,3 por cento do PIB. Este défice orçamental representa também uma melhoria face ao que foi registado no primeiro semestre do ano de 2017, onde o valor se fixou nos 1,9 por cento do PIB.
Mais uma vez, o valor situa-se bastante abaixo da estimativa do Governo, à semelhança do que aconteceu no ano passado. Para a totalidade do ano de 2017, o executivo estimava um défice de 1,5 por cento, valor que depois foi revisto para 1,4 por cento do PIB.
Na quinta-feira, durante a sessão de cumprimentos do Governo ao Presidente da República, António Costa voltou a atualizar esta estimativa e garantiu que o défice deste ano será inferior a 1,3 por cento.
"Tivemos no ano passado o menor défice da nossa democracia, e este ano vamos ter um défice que hoje já podemos dizer, sem criar arrepios ao senhor ministro das Finanças, que será inferior a 1,3 por cento", declarou o primeiro-ministro.
"Superavit"
Em conferência de imprensa após a divulgação destes resultados, o ministro das Finanças sublinhou que este "é o maior excedente trimestral das contas públicas (...) desde que existe uma série estatística homogénea, desde 1995".
"Um evento raro até agora em Portugal", destacou Mário Centeno.
O ministro das Finanças destaca ainda que "a sustentabilidade das contas públicas é uma realidade" e que estes valores se baseiam "no excercício rigoroso da despesa e no crescimento das receitas.
A redução do défice, enfatiza, permitem também a redução da dívida, "a maior redução dos últimos 19 anos", num ano em que a economia cresceu "mais do que tínhamos previsto" ao nível macroeconómico.
"É a credibilidade que está associada a este processo que permite que hoje possamos estar nas condições que estamos. A palavra que gostaria de deixar associada a estes momentos é a palavra credibilidade", afirmou o ministro responsável pela pasta das Finanças, destacando que este "sucesso" resulta de "toda a execução orçamental de todo o Governo".
Em resposta às questões dos jornalistas, Mário Centeno fez questão de sublinhar que os valores em causa se tratam "de um superavit, não de um défice" e que isso representa "uma novidade de peso na evolução da economia e das contas públicas".
O comunicado do Ministério das Finanças enviado às redações esta sexta-feira lembra igualmente que este é o melhor valor trimestral dos últimos 23 anos, quando se iniciou a nova série estatística.
"A redução equilibrada do défice, com reforço do investimento e das políticas sociais, permite a diminuição sustentada da dívida pública, fator essencial para garantir o financiamento do Estado, empresas e famílias, no presente e no futuro", lê-se no documento, que destaca ainda "a redução da divida pública em 2017 atinge o valor máximo dos últimos 19 anos".
No comunicado destaca-se ainda que este desempenho " é testemunho do rigor e da credibilidade da atual estratégia
orçamental".
Este valor representa menos 2,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) face a igual período do ano passado.
"Para o conjunto dos três primeiros trimestres de 2017, o saldo global das Administrações Públicas fixou-se em -393,9 milhões de euros, representando -0,3% do PIB (-2,8% do PIB em igual período do ano passado)", divulgou o INE.
Tomando como referência apenas os valores trimestrais e não o agregado do ano até ao mês de setembro, o saldo das administrações públicas situou-se em menos 1256,1 milhões de euros, ou seja, um saldo positivo de 2,6 por cento do PIB, menos 2,1 por cento que em igual período do ano passado.
Reforço à previsão do primeiro-ministro
O valor vai ao encontro das estimativas divulgadas pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que apontava para um défice de 0,3 por cento do PIB. Este défice orçamental representa também uma melhoria face ao que foi registado no primeiro semestre do ano de 2017, onde o valor se fixou nos 1,9 por cento do PIB.
Mais uma vez, o valor situa-se bastante abaixo da estimativa do Governo, à semelhança do que aconteceu no ano passado. Para a totalidade do ano de 2017, o executivo estimava um défice de 1,5 por cento, valor que depois foi revisto para 1,4 por cento do PIB.
Na quinta-feira, durante a sessão de cumprimentos do Governo ao Presidente da República, António Costa voltou a atualizar esta estimativa e garantiu que o défice deste ano será inferior a 1,3 por cento.
"Tivemos no ano passado o menor défice da nossa democracia, e este ano vamos ter um défice que hoje já podemos dizer, sem criar arrepios ao senhor ministro das Finanças, que será inferior a 1,3 por cento", declarou o primeiro-ministro.
"Superavit"
Em conferência de imprensa após a divulgação destes resultados, o ministro das Finanças sublinhou que este "é o maior excedente trimestral das contas públicas (...) desde que existe uma série estatística homogénea, desde 1995".
"Um evento raro até agora em Portugal", destacou Mário Centeno.
O ministro das Finanças destaca ainda que "a sustentabilidade das contas públicas é uma realidade" e que estes valores se baseiam "no excercício rigoroso da despesa e no crescimento das receitas.
A redução do défice, enfatiza, permitem também a redução da dívida, "a maior redução dos últimos 19 anos", num ano em que a economia cresceu "mais do que tínhamos previsto" ao nível macroeconómico.
"É a credibilidade que está associada a este processo que permite que hoje possamos estar nas condições que estamos. A palavra que gostaria de deixar associada a estes momentos é a palavra credibilidade", afirmou o ministro responsável pela pasta das Finanças, destacando que este "sucesso" resulta de "toda a execução orçamental de todo o Governo".
Em resposta às questões dos jornalistas, Mário Centeno fez questão de sublinhar que os valores em causa se tratam "de um superavit, não de um défice" e que isso representa "uma novidade de peso na evolução da economia e das contas públicas".
O comunicado do Ministério das Finanças enviado às redações esta sexta-feira lembra igualmente que este é o melhor valor trimestral dos últimos 23 anos, quando se iniciou a nova série estatística.
"A redução equilibrada do défice, com reforço do investimento e das políticas sociais, permite a diminuição sustentada da dívida pública, fator essencial para garantir o financiamento do Estado, empresas e famílias, no presente e no futuro", lê-se no documento, que destaca ainda "a redução da divida pública em 2017 atinge o valor máximo dos últimos 19 anos".
No comunicado destaca-se ainda que este desempenho " é testemunho do rigor e da credibilidade da atual estratégia
orçamental".