Economia
Efeitos da crise chegam à Alemanha
Ainda há bem pouco tempo se acreditava na Alemanha que a crise era dos outros. A economia alemã florescia e o ministro da pasta, Brüderle, falava até na oportunidade de aumentar os salários. Agora, nos dois dias que vão desta semana, a Bolsa alemã perdeu mais que as restantes. E a vida - a economia real - também apresenta indicadores menos risonhos.
O Dax, índice alemão de referência, começou o dia de terça feira a perder, tocando fundo nos 7 por cento, recuperou depois a meio da manhã, mesmo assim com perdas de 5 pontos percentuais, voltou em seguida a agravar essas perdas e voltou ainda a reduzi-las para 1 por cento ao princípio da tarde.
Comparações desfavoráveis
A sessão não tinha fechado e a procissão ia ainda no adro. Mas já era possível comparar estas perdas com as de bolsas e índices do Extremo Oriente: em Tóquio, o Nikkei tinha andado no pior dos casos em perdas de 5 por cento, mas fechara a perder 1,68; em Seul, as perdas andavam pelos 3,64 por cento; em Xangai, pelos 2,3; e em Shenzhen, pelos 2,7. A Bolsa de Sidney fechou a ganhar 1,2 por cento.
No Extremo Oriente, só a Bolsa de Hong Kong, com o índice Hang Seng a perder 6,25 por cento na abertura da sessão, se tinha aproximado da maior baixa de cotações do Dax. Na Eurásia, o índice russo RTS também tinha registado perdas de 5,5 por cento (mais graves no seu significado, por se seguirem a uma segunda feira com perdas que atingiram 8 por cento).
No plano dos seguros da dívida, a Alemanha, como um condutor sem acidentes, não tinha perdido as bonificações: continuava, assim, a poder segurar a sua dívida por preços inferiores a quase todas as restantes. Mas também nessa frente não passou despercebida a novidade de rerça feira: pela primeira vez, tinha-se tornado mais caro segurar a dívida alemã do que a britânica.
Motivos de preocupação também na economia
Para além do mundo espectral das bolsas, também na na economia alemã começam agora a surgir as más notícias. No segundo trimestre de 2011, soube-se agora, a procura de mercadorias alemãs no estrangeiro deixou de crescer e recuou mesmo 0,1 por cento.
A crise da dívida norte-americana atinge a economia alemã, como grande economia exportadora, mas atinge-a limitadamente, porque os Estados Unidos não são o principal destino das exportações alemãs. Mais graves são os efeitos da crise na zona euro e na União Europeia em geral, que compram grande parte das exportações alemãs.Destino da exportações alemãs em percentagem do total
Estados Unidos - 6,8%
União Europeia - 61%
(dos quais Zona Euro - 41%)
E mais grave é também o efeito da crise da dívida norte-americana sobre os investimentos directos na Alemanha, dos quais cerca de um quarto provém dos EUA.
Outro factor de preocupação é a eventualidade de uma degradação do rating da dívida francesa. Embora por enquanto apenas se trate de especulações, o certo é que elas atingem o outro paí que, com a Alemnha, é financiador líquido do fundo europeu de resgate. Se a França perdesse esse estatuto, aumentaria exponencialmente o fardo que recai sobre a Alemanha.
Comparações desfavoráveis
A sessão não tinha fechado e a procissão ia ainda no adro. Mas já era possível comparar estas perdas com as de bolsas e índices do Extremo Oriente: em Tóquio, o Nikkei tinha andado no pior dos casos em perdas de 5 por cento, mas fechara a perder 1,68; em Seul, as perdas andavam pelos 3,64 por cento; em Xangai, pelos 2,3; e em Shenzhen, pelos 2,7. A Bolsa de Sidney fechou a ganhar 1,2 por cento.
No Extremo Oriente, só a Bolsa de Hong Kong, com o índice Hang Seng a perder 6,25 por cento na abertura da sessão, se tinha aproximado da maior baixa de cotações do Dax. Na Eurásia, o índice russo RTS também tinha registado perdas de 5,5 por cento (mais graves no seu significado, por se seguirem a uma segunda feira com perdas que atingiram 8 por cento).
No plano dos seguros da dívida, a Alemanha, como um condutor sem acidentes, não tinha perdido as bonificações: continuava, assim, a poder segurar a sua dívida por preços inferiores a quase todas as restantes. Mas também nessa frente não passou despercebida a novidade de rerça feira: pela primeira vez, tinha-se tornado mais caro segurar a dívida alemã do que a britânica.
Motivos de preocupação também na economia
Para além do mundo espectral das bolsas, também na na economia alemã começam agora a surgir as más notícias. No segundo trimestre de 2011, soube-se agora, a procura de mercadorias alemãs no estrangeiro deixou de crescer e recuou mesmo 0,1 por cento.
A crise da dívida norte-americana atinge a economia alemã, como grande economia exportadora, mas atinge-a limitadamente, porque os Estados Unidos não são o principal destino das exportações alemãs. Mais graves são os efeitos da crise na zona euro e na União Europeia em geral, que compram grande parte das exportações alemãs.Destino da exportações alemãs em percentagem do total
Estados Unidos - 6,8%
União Europeia - 61%
(dos quais Zona Euro - 41%)
E mais grave é também o efeito da crise da dívida norte-americana sobre os investimentos directos na Alemanha, dos quais cerca de um quarto provém dos EUA.
Outro factor de preocupação é a eventualidade de uma degradação do rating da dívida francesa. Embora por enquanto apenas se trate de especulações, o certo é que elas atingem o outro paí que, com a Alemnha, é financiador líquido do fundo europeu de resgate. Se a França perdesse esse estatuto, aumentaria exponencialmente o fardo que recai sobre a Alemanha.