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Empresários de Região de Coimbra exigem medidas ajustadas

Empresários de Região de Coimbra exigem medidas ajustadas

O NERC - Associação Empresarial da Região de Coimbra exigiu hoje respostas claras e medidas ajustadas à dimensão da emergência económica da região, após a passagem da depressão Kristin e das tempestades que se seguiram.

Lusa /

"As medidas atualmente enquadradas em programas disponíveis, como o PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum) e outros instrumentos de apoio disponibilizados, continuam a exigir procedimentos idênticos aos de uma candidatura regular, desfasados da urgência real que as empresas enfrentam", denunciou aquela estrutura, em comunicado.

A NERC entende que "estes mecanismos [medidas de apoio] devem ser adaptados à excecionalidade do momento, com processos simplificados, avaliação contínua e prioritária à medida da entrada dos pedidos e, sobretudo, com critérios que considerem a urgência de sobrevivência das atividades económicas".

Para a associação, a manutenção de procedimentos administrativos convencionais, sem adaptação à gravidade da situação, "poderá provocar um ciclo de falências em cadeia e um aumento significativo do desemprego, com efeitos diretos nos ciclos económicos e produtivos das empresas da região".

A Associação Empresarial da Região de Coimbra salientou que são inúmeras as atividades económicas afetadas, com impactos severos, que vão desde o comércio à indústria, passando pelos serviços, turismo e agricultura.

"As dificuldades resultam não apenas da interrupção direta da atividade, mas também de infraestruturas danificadas, acessos cortados e da consequente paragem económica, originando elevados prejuízos por lucros cessantes", lê-se no comunicado.

A nota alerta para que, sem uma intervenção célere do Governo, da Estrutura de Missão da Reconstrução da Região Centro, do IAPMEI e das entidades regionais (CCDRC e CIM), ajustada à realidade do terreno, estas empresas poderão não resistir ao período necessário para reposição da normalidade.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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