Endesa não vai ter regime equiparado à tarifa regulada da luz por ser "redundante"

| Economia

A Endesa, um dos principais comercializadores de energia em mercado livre, não vai disponibilizar o novo regime de tarifa regulada, por considerar "redundante" uma vez que "a empresa oferece tarifas mais baixas" do que as definidas pelo regulador.

Em declarações à Lusa, o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, explicou que não existe necessidade de oferecer tarifas transitórias ou reguladas, já que os preços praticados são mais baixos, adiantando que as tarifas da eletricidade não irão aumentar este ano.

Em comunicado, a Endesa - que em outubro era o segundo maior fornecedor em consumos, com uma quota de 18%, e terceiro em número de clientes com 4,1% do mercado livre - recorda a simulação divulgada na semana passada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que revelou que a empresa tinha "as tarifas mais baratas no mercado".

A EDP Comercial, o principal operador no mercado livre de eletricidade, que este ano fará um aumento médio das tarifas na ordem dos 2,5%, também não vai ter o regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas, que entrou em vigor em 01 de janeiro - no seguimento de uma proposta do PCP no parlamento.

A partir de 1 de janeiro, os clientes de Baixa Tensão Normal (domésticos e pequenos negócios) em mercado livre de eletricidade podem regressar à tarifa regulada, mantendo o mesmo comercializador, se este disponibilizar o novo regime, ou voltando ao fornecedor em mercado regulado, a EDP - Serviço Universal.

Entretanto, a Goldenergy, operador no mercado livre de eletricidade que tem uma quota de 1,9% em número de clientes, foi para já o único comercializador em mercado livre a anunciar que vai disponibilizar o regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas de luz.

De acordo com o mais recente Boletim de Ofertas Comerciais do Mercado Retalhista de Eletricidade da ERSE, relativo ao terceiro trimestre deste ano, "a oferta comercial mono eletricidade com menor fatura anual é da Endesa, com um valor de 822 euros/ano" para um casal com dois filhos e com um consumo anual de 5.000 kWh.

Na publicação, o regulador, que vai começar a divulgar este tipo de análises trimestralmente para informar os consumidores, acrescenta que "o diferencial desta oferta em relação à oferta comercial mono eletricidade mais cara é de menos 174 euros/ano (-17%)".

No que toca à tarifa transitória simples, a poupança verificada é de 116 euros por ano, enquanto na tarifa bi-horária está em causa uma diferença de 78 euros por ano.

Tópicos:

Boletim, EDP Universal, Endesa, Retalhista Eletricidade,

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