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Estudo aponta 1,2 milhões de moçambicanos em insegurança alimentar

Estudo aponta 1,2 milhões de moçambicanos em insegurança alimentar

Cerca de 1,2 milhões de moçambicanos enfrentam situação de Insegurança Alimentar Aguda, no período pós-colheitas, necessitando de "intervenção urgente" para "reduzir o défice no consumo alimentar" e proteger os meios de subsistência.

Lusa /
James Akena - Reuters

Em causa está a avaliação de Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), que envolve as autoridades moçambicanas e parceiros nacionais e internacionais, como agências das Nações Unidas, o qual analisou a situação pós-colheitas de 2025 em distritos considerados entre os mais produtivos.

Trata-se de uma cobertura de 29% do país e o estudo indica que no período de setembro de 2025 a março de 2026, "cerca de 1,2 milhões de pessoas estão em Insegurança Alimentar Aguda", de 47 distritos, sobretudo a norte, necessitando "de intervenção urgente para reduzir o défice no consumo alimentar e proteger os seus meios de subsistência".

Destes, 125.701 pessoas estão em situação de Emergência (Fase 4 da IPC) e os restantes 1,07 milhões em situação de Crise (Fase 3 de IPC). Por outro lado, refere o estudo, há ainda 2,58 milhões de moçambicanos classificados em situação de Stresse Alimentar (Fase 2 da IPC).

A Fase 5, mais grave, deste indicador refere-se a Pessoas em Situação de Catástrofe, não sendo classificado neste estudo em qualquer distrito analisado em Moçambique.

Para o período projetado de abril a setembro de 2026, o estudo aponta que o número de pessoas, nos distritos analisados, que necessitam de intervenção urgente "poderá reduzir para cerca de 529 mil", envolvendo a Fase 3 do IPC.

"Esta melhoria, deve-se às perspetivas de precipitação média a acima de média que poderá permitir maior disponibilidade de alimentos nos agregados familiares e redução dos preços dos alimentos nos mercados", reconhece o estudo.

Na avaliação IPC pós-colheitas de 2024, que abrangeu 47 distritos, diferentes dos analisados em 2025, cerca de 1,49 milhões de pessoas foram identificados em situação de Insegurança Alimentar Aguda, a necessitarem de intervenção urgente.

"Esta situação, foi a consequência do esgotamento das reservas alimentares, e do impacto da tensão político-social que se registou no país no período pós-eleições gerais de 09 de outubro, principalmente nos corredores logísticos, o que afetou as trocas comerciais", conclui o mesmo estudo.

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