Exportações aumentaram 0,5% e importações 3,9% em 2025 - INE
As exportações de bens aumentaram 0,5% em 2025, enquanto as importações subiram 3,9%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo a síntese dos primeiros resultados anuais de 2025, as exportações registaram um abrandamento face ao ano anterior, quando tinham crescido 2%, mas as importações aceleraram em relação a 2024, quando também aumentaram 2%.
Já excluindo as transações sem transferência de propriedade, "é atenuado o aumento das importações (+2,3%), enquanto nas exportações se observa uma inversão, ao registar-se um decréscimo de 1,6%", indica o INE.
O défice da balança comercial agravou-se em 3.752 milhões de euros, atingindo os 32.100 milhões de euros em 2025.
O gabinete de estatística destaca que os combustíveis e lubrificantes "penalizaram o saldo da balança comercial em 2025, que se situou em -26.817 milhões de euros quando excluída esta categoria de bens", devido aos aumentos mais acentuados nas exportações e importações.
Este destaque inclui também os dados mensais do comércio internacional, que indicam que em dezembro de 2025, as exportações caíram 0,7% e as importações de bens recuaram 2,7%, comportamento influenciado pela paragem da refinaria de Sines da Galp no final do ano passado.
No que diz respeito às categorias de produtos, em dezembro de 2025, "destacou-se o forte decréscimo das exportações de combustíveis e lubrificantes (-24,2%)", comportamento que está, em larga medida, "associado à paragem de unidades da refinaria nacional nos últimos meses do ano", explica o INE.
Quanto aos países parceiros, as exportações para os Estados Unidos caíram 25,9%, principalmente devido a menores compras de gasolinas, enquanto para o Reino Unido recuaram 21,5%, refletindo uma diminuição das exportações de veículos de passageiros.
Já nas importações, "destaca-se o decréscimo dos combustíveis e lubrificantes (-52,7%), maioritariamente óleos brutos de petróleo provenientes do Brasil e da Argélia, refletindo tanto a redução em volume (-49,9%), ainda associada à paragem de unidades da refinaria nacional, como a descida dos preços (-5,4%)".
Olhando para os principais países parceiros no ano anterior, "salienta-se o decréscimo das importações provenientes do Brasil (-83,3%) e, ainda que não sendo um dos principais países parceiros no ano anterior, a Argélia (-71,1%), essencialmente Combustíveis e lubrificantes em ambos os casos", segundo o gabinete de estatísticas.