Em direto
Depois da depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo

Famílias e empresas vão pagar electricidade mais cara

Famílias e empresas vão pagar electricidade mais cara

O preço da electricidade vai mesmo aumentar no próximo ano apesar da contestação de consumidores e, principalmente, de empresários. A Entidade Reguladora dos serviços Energéticos (ERSE) decidiu manter a proposta inicial que tinha sido apresentada pelo que as famílias vão ter um acréscimo de 3,8 por cento enquanto as empresas vão ver subir o preço da electricidade em 4 por cento.

RTP /
Electricidade mais cara a partir de Janeiro DR

A electricidade vai aumentar em Portugal no próximo ano, de nada valendo a contestação que se levantou, principalmente por parte das empresas, assim que se soube da proposta de aumentos para 2011.

Os aumentos de 3, 8 por cento, que ontem foram confirmados pela ERSE em comunicado, vão atingir mais de 4,7 milhões de consumidores domésticos, enquanto 15 mil empresas vão ver os custos da electricidade aumentados em 4 por cento e 36 grandes indústrias verão aumentados em 10 por cento os custos com energia.

Segundo contas feitas pela ERSE este aumento representa uma subida de 1,5 euros para um cliente doméstico com uma factura média mensal de 41 euros.

Já para os cerca de 670 mil consumidores carenciados o aumento máximo da tarifa social será de 1 por cento, cerca de vinte cêntimos, para uma factura média mensal de 20 euros.

A ERSE fez ainda saber que nas contas deste aumento está incluída uma redução de 6,7 por cento nos custos da energia e comercialização e uma redução de 8,9 por cento nas tarifas de uso de redes.

No entanto, para este aumento muito contribuiu os 42,5 por cento dos custos de política energética e de interesse económico geral (CIEG), essencialmente o sobrecusto da energia eólica e co-geração, já que o sobrecusto da Produção em Regime Especial (essencialmente eólicas, co-geração renovável e não renovável e biomassa) subiu dos 805,1 milhões de euros em 2010 para os 1,21 mil milhões de euros em 2011, ou seja, um crescimento de 50,8 por cento.

PUB