Fitch alerta que fim da NATO pode levar a descidas de ratings na Europa
A agência de notação de risco Fitch alertou hoje que os países europeus podem sofrer descidas de rating caso as tensões dos Estados Unidos com a Dinamarca e a Gronelândia levem ao fim da NATO.
O responsável pelos ratings soberanos da Fitch, James Longsdon, referiu em comentários divulgados pelo Investing.com que estes `ajustes` de um nível seriam semelhantes aos realizados noutras regiões instáveis do mundo, afetando países como Israel, Taiwan e Coreia do Sul.
O analista indicou que a continuidade da NATO é "claramente" um fator que a Fitch consideraria ao atribuir os seus ratings de crédito na Europa.
E destacou especificamente que uma maior proximidade geográfica com a Rússia iria piorar os ratings dos países.
Por seu lado, dada a pequena contribuição da Gronelândia para o PIB da Dinamarca, é pouco provável que a atual crise geopolítica reduza o "rating sólido" AAA de Copenhaga.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem reiterado a intenção de os Estados Unidos assumirem o controlo da Gronelândia, "a bem ou a mal".
A Gronelândia é um território autónomo sob soberania da Dinamarca, estrategicamente localizado no Ártico, com uma população de cerca de 50 mil pessoas.
A Dinamarca anunciou na quarta-feira um aumento imediato das suas forças na Gronelândia, bem como a realização de exercícios militares, iniciativa à qual aderiram França, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Países Baixos.
A administração norte-americana liderada por Trump cobiça o território sob o pretexto de reforçar a "segurança nacional" dos Estados Unidos e impedir que a região caia na influência da China ou da Rússia e a porta-voz da Casa Branca advertiu hoje que o destacamento de tropas europeias para a Gronelândia não terá influência na ambição de Donald Trump em relação ao território autónomo dinamarquês.