Economia
George W. Bush dirige-se aos mercados com apelo à rejeição do medo
O Presidente dos Estados Unidos procurou esta sexta-feira suster a ansiedade que paira sobre os mercados com um apelo à rejeição da “incerteza e do medo”. George W. Bush garante que a sua Administração vai continuar a agir de forma célere para fazer face à crise do sistema financeiro, embora admita que o pânico esteja a afundar os mercados accionistas.
“O Governo dos Estados Unidos está a agir. Vamos continuar a agir para resolver esta crise e restaurar a estabilidade nos nossos mercados”, afirmou o Presidente norte-americano a partir da Casa Branca.
“Podemos resolver esta crise e vamos fazê-lo”, garantiu Bush.
Enquanto o Presidente dos Estados Unidos ensaiava, em escassos oito minutos e meio, um novo exercício de injecção de confiança nos mercados norte-americanos, a bolsa de Nova Iorque continuava a ilustrar a atmosfera de ansiedade. Logo após o discurso de George W. Bush, o índice Dow Jones desvalorizava 2,66 por cento e o tecnológico Nasdaq caía 1,78 por cento.
”Ansiedade alimenta ansiedade”
Bush reconhece que os Estados Unidos estão agora confrontados com a ameaça de uma recessão global, que poderá resvalar para uma depressão em larga escala.
“Esta incerteza deu lugar à ansiedade entre o nosso povo. E isto é compreensível. A ansiedade pode alimentar ansiedade e isso pode impedir-nos de ver tudo o que está a ser feito para resolver o problema”, admitiu o Presidente norte-americano.
Bush reeditou, também, a defesa do Plano Paulson enquanto fórmula de resposta à debilidade do sistema financeiro norte-americano. O Departamento do Tesouro, garantiu o Presidente dos Estados Unidos, está a trabalhar com rapidez para implementar os programas suportados pelo pacote de 700 mil milhões de dólares aprovado há uma semana pelo Congresso.
“O plano que estamos a executar é agressivo. É o plano certo”, advogou.
Concertação internacional
O Presidente norte-americano prometeu ainda empenhar a sua Administração num esforço conjunto com outros países tocados pelas ondas de choque da crise, por forma a assegurar uma resposta coordenada e eficaz.
“Através destes esforços, o Mundo está a dar um sinal inegável. Estamos juntos nisto e vamos ultrapassar isto juntos”, declarou.
Reunião de ministros das Finanças do G7 em Washington
A curta intervenção de Bush no Rose Garden da Casa Branca ocorreu a poucas horas do início de uma reunião, em Washington, entre os ministros das Finanças e os directores dos bancos centrais do grupo das principais potências económicas e financeiras do Mundo (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, França, Itália e Japão).
A prioridade do G7 é “parar de apresentar soluções caso a caso”, afirmou o ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück.
“Precisamos de regras mundiais para os mercados”, sustentou o governante alemão.
A afinar pelo mesmo diapasão do homólogo alemão, a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, fez a defesa da “concertação” na resposta à crise.
“Os mercados não estão bem, isso é claro, e é a razão pela qual é preciso que todos estejamos em concertação. Fazer tudo numa base de coordenação será a única forma de reagir à situação”, propugnou Lagarde.
Na esteira da reunião desta sexta-feira, o Presidente norte-americano deverá reunir-se amanhã com os ministros das Finanças do G7.
“Mais Estado e mais poder público”
Perante a pior crise financeira global desde 1929, a ideia de uma refundação do sistema começa a ganhar terreno, como ilustram as mais recentes declarações do director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Khan.
“Esta crise é um fracasso da supervisão, um fracasso da regulação, um fracasso da crença de que o mercado pode regular-se sozinho”, afirmou hoje o director-geral do FMI.
“A lição é a de que para fazer funcionar o mercado é preciso mais Estado e mais poder público. A nível internacional, isso quer dizer mais instituições internacionais”, concluiu.
“Podemos resolver esta crise e vamos fazê-lo”, garantiu Bush.
Enquanto o Presidente dos Estados Unidos ensaiava, em escassos oito minutos e meio, um novo exercício de injecção de confiança nos mercados norte-americanos, a bolsa de Nova Iorque continuava a ilustrar a atmosfera de ansiedade. Logo após o discurso de George W. Bush, o índice Dow Jones desvalorizava 2,66 por cento e o tecnológico Nasdaq caía 1,78 por cento.
”Ansiedade alimenta ansiedade”
Bush reconhece que os Estados Unidos estão agora confrontados com a ameaça de uma recessão global, que poderá resvalar para uma depressão em larga escala.
“Esta incerteza deu lugar à ansiedade entre o nosso povo. E isto é compreensível. A ansiedade pode alimentar ansiedade e isso pode impedir-nos de ver tudo o que está a ser feito para resolver o problema”, admitiu o Presidente norte-americano.
Bush reeditou, também, a defesa do Plano Paulson enquanto fórmula de resposta à debilidade do sistema financeiro norte-americano. O Departamento do Tesouro, garantiu o Presidente dos Estados Unidos, está a trabalhar com rapidez para implementar os programas suportados pelo pacote de 700 mil milhões de dólares aprovado há uma semana pelo Congresso.
“O plano que estamos a executar é agressivo. É o plano certo”, advogou.
Concertação internacional
O Presidente norte-americano prometeu ainda empenhar a sua Administração num esforço conjunto com outros países tocados pelas ondas de choque da crise, por forma a assegurar uma resposta coordenada e eficaz.
“Através destes esforços, o Mundo está a dar um sinal inegável. Estamos juntos nisto e vamos ultrapassar isto juntos”, declarou.
Reunião de ministros das Finanças do G7 em Washington
A curta intervenção de Bush no Rose Garden da Casa Branca ocorreu a poucas horas do início de uma reunião, em Washington, entre os ministros das Finanças e os directores dos bancos centrais do grupo das principais potências económicas e financeiras do Mundo (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, França, Itália e Japão).
A prioridade do G7 é “parar de apresentar soluções caso a caso”, afirmou o ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück.
“Precisamos de regras mundiais para os mercados”, sustentou o governante alemão.
A afinar pelo mesmo diapasão do homólogo alemão, a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, fez a defesa da “concertação” na resposta à crise.
“Os mercados não estão bem, isso é claro, e é a razão pela qual é preciso que todos estejamos em concertação. Fazer tudo numa base de coordenação será a única forma de reagir à situação”, propugnou Lagarde.
Na esteira da reunião desta sexta-feira, o Presidente norte-americano deverá reunir-se amanhã com os ministros das Finanças do G7.
“Mais Estado e mais poder público”
Perante a pior crise financeira global desde 1929, a ideia de uma refundação do sistema começa a ganhar terreno, como ilustram as mais recentes declarações do director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Khan.
“Esta crise é um fracasso da supervisão, um fracasso da regulação, um fracasso da crença de que o mercado pode regular-se sozinho”, afirmou hoje o director-geral do FMI.
“A lição é a de que para fazer funcionar o mercado é preciso mais Estado e mais poder público. A nível internacional, isso quer dizer mais instituições internacionais”, concluiu.