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Gestores compram insolvente Schmidt Light Metal por 8,5 ME

Gestores compram insolvente Schmidt Light Metal por 8,5 ME

A Schmidt Light Metal, empresa de fundição injetada, em Oliveira de Azeméis, Aveiro, declarada insolvente há um ano, foi vendida à equipa de gestão por 8,5 milhões de euros, disse à Lusa o administrador judicial.

Lusa /
Página Facebook da Schmidt Light Metal

De acordo com Jorge Calvete, a venda do grupo empresarial de Oliveira de Azeméis foi concretizada na quarta-feira, tendo-se mantido "em pleno funcionamento" e "sem despedir ninguém".

Com este Management Buy Out (MBO), o gerente Marc Schmidt, o consultor Carlos Pais e a diretora financeira Daniela Alegria pagam 8,5 milhões de euros pelas três empresas do grupo, que acumulavam um passivo total de 94 milhões de euros, segundo adiantou o administrador de insolvência.

O valor total do passivo não é transferido para os novos proprietários, refere o documento do plano da insolvência.

O plano prevê a "manutenção dos seus 363 trabalhadores o que, como se demonstrará, implicará para todos os credores do Grupo Schmidt Light Metal uma taxa de recuperação dos seus créditos muito superior àquela que ocorreria num cenário de liquidação das três empresas do Grupo", acrescenta.

"Em caso de encerramento das empresas, nasceriam como dívidas as indemnizações pelo despedimento dos trabalhadores, que desta forma mantiveram os seus postos de trabalho, e os restantes credores receberiam muito menos, não só pela desvalorização dos ativos, pois as fábricas desmanteladas valeriam muito menos, como pelo privilégio dos créditos laborais, decorrentes das indemnizações", contrapõe o plano.

Fundado em 1989, o antigo grupo industrial de Filipe Villas Boas, pai do presidente do FC Porto, dedica-se ao fabrico de peças de alumínio injetado, tendo "praticamente um único cliente", o grupo volkswagen, que assegurou a atividade operacional e financeira desde o pedido de insolvência.

A empresa tinha sido declarada insolvente em março de 2025, pelo Tribunal de Aveiro.

Entre os credores identificados estão o Novo Banco, o BPI, o IAPMEI, a Scalabis e a Servdebt.

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