GNR junta-se à PSP em protestos por aumentos salariais e revisão de carreiras
A GNR vai juntar-se à PSP nas manifestações nacionais marcadas para setembro e outubro. Estes protestos exigem o aumento dos salários.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) anunciou esta sexta-feira que vai participar nos protestos entre fim de setembro e meados de outubro.
Estas ações culminam "numa grande ação de protesto nacional" pelo incumprimento da prometida revisão salarial e de carreiras.
Em comunicado sobre as conclusões da reunião da direção nacional da APG/GNR, que hoje decorreu, destaca-se o "grande descontentamento entre os profissionais".
A associação sindical dos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) fez saber que estas ações vão decorrer "em conjunto com a estrutura sindical mais representativa da PSP", a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, considerando que há "reivindicações comuns".
A ASPP/PSP, em conferência de imprensa na quinta-feira, anunciou um calendário de protestos, entre setembro e outubro, tendo desde logo informado que iria convidar a GNR para se juntar a uma grande ação de luta nacional, a ocorrer em outubro.
Em causa, para ambas as forças de segurança, está o incumprimento do acordo de 2024, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreiras e do sistema de avaliação.
Para os militares da GNR, além destas matérias, "é absolutamente imperativo" rever os cortes nas pensões, "repondo o regime de cálculo anterior".
"A APG/GNR considera que o ministro da tutela [Luís Neves], além do mediatismo negativo que tem protagonizado, apesar da boa vontade que tem manifestado para resolver as questões que assolam os profissionais da GNR, não tem peso político para conseguir, junto do Ministério das Finanças e, logicamente do principal responsável desta inércia, o primeiro-ministro [Luís Montenegro], para cumprir o acordo assumido, motivo pelo qual os protestos terão a continuidade e a dimensão que se justificar", lê-se no comunicado.
A associação sindical, no entanto, "não encerra a porta das negociações nestas ações de protesto" mantendo a disponibilidade para negociar e "fazendo votos para que estas se materializem com a merecida brevidade".
c/ Lusa