Economia
GOL anuncia voos diretos entre Rio de Janeiro e Lisboa a partir de setembro
A GOL Linhas Aéreas inicia, em 16 de setembro, operações diretas ligando o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (GIG) a Lisboa (LIS), com quatro voos semanais. A nova rota marca a estreia da companhia em solo português e integra-se na sua expansão como operadora intercontinental.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12) no Rio de Janeiro pelo presidente da transportadora que democratizou as viagens aéreas dentro do Brasil e que este ano faz 25 anos.
Em entrevista à RTP, Celso Ferrer explicou a opção por Lisboa porque a capital portuguesa é “o principal destino dos brasileiros, e também o destino mais desejado pelos brasileiros de todas as regiões do Brasil”.
Questionado sobre a saturação do aeroporto Humberto Delgado, Ferrer reconheceu que isso é um desafio de tal magnitude que no dia seguinte a ter conseguido os slots já estava em Portugal para acertar os detalhes da operação uma vez que "o aeroporto tem uma condição operacional já limite”.
O Porto também fez parte dos planos iniciais da GOL, mas os voos diretos desde o aeroporto do Galeão para o norte de Portugal tiveram de ser adiados para conseguirem agilizar a operação em Lisboa e, também, porque não possuem ainda aviões suficientes.
Mas o presdiente da GOL assegura que a cidade invicta não fica esquecida porque sabem que o Porto tem “um potencial enorme” dado que os brasileiros, hoje, quando viajam já não ficam somente em Lisboa.
Para o início dos voos de longo curso, que começam em julho para Nova Iorque, em setembro para Lisboa e ainda incluem, sem data prevista, voos para Paris e Orlando (EUA), a empresa adquiriu cinco Airbus A330 neo. Estas aeronaves são uma novidade na GOL e diversificam a frota que era constituída totalmente por 143 Boeings 737 e 737 MAX.
A GOL possui uma parceria com a TAP porque é a empresa brasileira com mais destinos domésticos (mais de 30) a partir do Galeão, o que permite incontáveis ligações a quem parte ou chega ao Rio. Mas, agora, avança sozinha nas viagens transatlânticas numa rota em que a transportadora portuguesa é hegemónica.