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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Irão diz que grupos iraquianos atacaram avião dos EUA e Trump ameaça. Primeiro soldado francês morto no Médio Oriente

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Irão diz que grupos iraquianos atacaram avião dos EUA e Trump ameaça. Primeiro soldado francês morto no Médio Oriente

O Irão afirmou hoje que um avião de reabastecimento dos Estados Unidos que se despenhou no oeste do Iraque foi atingido por um míssil disparado por grupos iraquianos e que os seis tripulantes morreram. O presidente Donald Trump lançou uma nova ameaça ao Irão, escrevendo: "Observem o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje". Entretanto, Emmanuel Macron anunciou que morreu o um soldado francês, o primeiro militar de nacionalidade francesa morto na guerra do Médio Oriente.

Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

António Araújo - AFP

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Momento-Chave
RTP /

Navio de propriedade turca autorizado a passar pelo estreito de Ormuz

Um navio de propriedade turca que aguardava junto ao Irão foi autorizado a passar pelo estreito de Ormuz depois de as autoridades terem recebido permissão de Teerão, informou o ministro dos Transportes turco, Abdulkadir Uraloglu, segundo a imprensa local.

Ancara prossegue em contacto com as autoridades iranianas a propósito da situação dos restantes 14 navios de propriedade turca na região, disse Uraloglu aos jornalistas na noite de quinta-feira, de acordo com o site de notícias Haberturk.

"Quinze navios (com proprietários turcos) estavam lá; obtivemos permissão das autoridades iranianas para um deles, que tinha utilizado um porto iraniano, e ele passou", avançou Uraloglu, segundo a publicação.
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Lusa /

Teerão reivindicou ataques contra Israel e bases dos EUA no Bahrein

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje uma nova vaga de ataques contra bases militares dos Estados Unidos e de Israel em território israelita e outros locais do Médio Oriente, comprometendo-se com a libertação de Jerusalém.

"A libertação de Jerusalém está próxima e a vitória está ao alcance dos oprimidos e dos que procuram a liberdade no mundo", afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado, sublinhando que os últimos ataques coincidiram com o Dia Internacional de Jerusalém, celebrado hoje, a última sexta-feira do Ramadão.

A Guarda Revolucionária especificou que o ataque, utilizou mísseis de precisão e drones contra as cidades israelitas de Kiryat Shmona, Jedrela e Haifa, bem como contra uma base dos Estados Unidos no Bahrein.

Até ao momento, a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos fez mais de 1.200 mortos no Irão, de acordo com as autoridades de Teerão.

Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, bem como vários ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas iranianas.

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No Iraque
RTP /

Ataque com drones a campo petrolífero

Dois drones caíram perto de um importante campo de hidrocarbonetos no sul do Iraque, que já estava paralisado, anunciou esta sexta-feira um responsável da indústria petrolífera, em plena guerra em curso no Médio Oriente.

O campo de Majnoon, alvo do ataque noturno na província de Bassorá, é um dos principais campos petrolíferos do sul do Iraque, um importante produtor da OPEP que obtém mais de 90% das suas receitas provenientes do petróleo.
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Em antecipação de ataques aéreos
RTP /

Israel está a pedir aos residentes que abandonem duas áreas no centro de Teerão

O exército israelita pediu na manhã de sexta-feira aos residentes que abandonassem duas zonas no centro de Teerão, antecipando ataques às "infraestruturas militares do regime iraniano" nas "próximas horas".

Numa mensagem em persa publicada na rede social X, acompanhada de mapas que destacam as áreas ameaçadas a vermelho, o exército israelita pediu a retirada "imediata" de vários edifícios residenciais nos bairros de Villa e Moniriyeh. 

Uma mensagem semelhante foi enviada aos residentes de uma zona industrial na cidade de Qazvin, a cerca de 120 quilómetros a noroeste de Teerão.
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Lusa /

Enviado chinês opõe-se no Barém a ataques contra civis

O enviado especial chinês para o Médio Oriente Zhai Jun disse hoje ao chefe da diplomacia do Barém, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que a linha vermelha de proteção dos civis "não deve ser ultrapassada".

Durante o encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Barém, em Manama, Zhai opôs-se ao uso da força como primeira opção e apelou à resolução dos problemas regionais "através do diálogo e da consulta", segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

"Não devem ser atacados alvos não militares, como infraestruturas energéticas, económicas ou de subsistência", nem se deve "colocar em risco a segurança das rotas marítimas", sublinhou Zhai.

Isto depois de várias embarcações terem sido atacadas no estreito de Ormuz e de o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter encerrado esta passagem, por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

O enviado especial valorizou a "atitude calma, moderada e responsável" demonstrada desde o início do conflito pelo Barém, que nos últimos dias sofreu ataques do Irão em retaliação pelos bombardeamentos israelitas e norte-americanos.

A atual escalada de tensões na região "não beneficia nenhuma das partes", afirmou Zhai, que apelou igualmente a "interromper imediatamente as operações militares e evitar uma maior propagação do conflito".

Al Zayani afirmou que "o Barém é um país empenhado em alcançar a paz, a estabilidade, o desenvolvimento e a prosperidade regionais através do diálogo e da reconciliação", acrescentando que "não deve ser alvo de ataques injustificados".

O ministro acrescentou que "o Irão deve responder aos apelos da comunidade internacional, cessar imediatamente os seus ataques contra os Estados árabes do Golfo e garantir a segurança e o fluxo sem obstáculos das rotas marítimas internacionais".

Zayani saudou "os esforços de mediação itinerante do enviado especial chinês na região" e elogiou a "posição imparcial da China", com quem está disposto a trabalhar "para promover um cessar-fogo rápido e restabelecer a estabilidade e a calma regionais".

A conversa soma-se à série de contactos que o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, tem mantido nos últimos dias com os homólogos de vários países do Médio Oriente, incluindo o Barém, bem como com membros da comunidade internacional, no âmbito dos esforços diplomáticos de Pequim para travar a escalada.

Zhai, cuja agenda de reuniões nos países do Médio Oriente não foi detalhada, encontra-se na região a realizar uma "mediação ativa" no conflito e a manter contactos com as partes envolvidas para promover um reduzir das tensões e o regresso às negociações, informou recentemente a diplomacia chinesa.

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RTP /

Arábia Saudita abate drones

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirma ter intercetado vários drones sobre o seu território.

O Ministério da Defesa afirma ainda ter destruído pelo menos 28 drones que entraram no seu espaço aéreo.

Nas últimas horas, o Ministério informou ter destruído drones em zonas como a província de Al-Kharj e a província Oriental.
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RTP /

Caças britânicos mobilizados para auxiliar na interceção de drones sobre o Bahrein

A BBC apurou que caças Typhoon da RAF estão em operação sobre o Bahrein no âmbito do contributo do Reino Unido para a defesa dos seus aliados árabes do Golfo.

Dois dos quatro caças enviados para o Catar foram especificamente alocados para ajudar o Bahrein a intercetar drones.

As autoridades do Bahrein afirmam que um total de 190 drones e 114 mísseis foram intercetados (principalmente pelas suas próprias defesas aéreas) desde o início do conflito.

As autoridades dizem que ainda há uma necessidade urgente de defesa aérea de curto alcance para combater os drones. Os tanques de armazenamento de combustível do aeroporto do Bahrein foram atingidos por um drone iraniano há duas noites.
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Líbano
RTP /

Exército israelita ataca ponte sobre o rio Litani

O exército israelita afirmou ter realizado um ataque aéreo contra uma ponte no sul do Líbano esta sexta-feira, naquele que parece ser o primeiro ataque, na atual campanha contra o Hezbollah, em que Israel admitiu ter como alvo infraestruturas civis.

O exército israelita disse que a ponte Zrariyeh, que atravessa o rio Litani, foi alvo do ataque por ser uma passagem crucial utilizada pelos militantes do Hezbollah que se deslocam entre o norte e o sul do Líbano, mas não apresentou provas que sustentassem a alegação.

Afirmou ainda que militantes do Hezbollah posicionaram lançadores perto da ponte e realizaram ataques contra Israel a partir da área.

O ataque à ponte foi necessário para eliminar uma ameaça aos civis israelitas, afirmou o exército em comunicado.

Antes, os meios de comunicação estatais libaneses noticiaram que um drone atingiu um apartamento residencial no distrito de Burj Hammoud, em Beirute, nos arredores norte da capital libanesa, na sexta-feira.

Esta é a primeira vez que a área é alvo de um ataque.
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Lusa /

Série de fortes explosões em Teerão após anúncio israelita de nova ofensiva

Uma série de fortes explosões abalou hoje Teerão, segundo jornalistas da agência noticiosa francesa AFP, após Israel anunciar nova onda de ataques, neste 14.º dia de ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Os impactos e deflagrações, descritos como fora do normal, aconteceram pelas 10:00 horas locais (06:30 de Lisboa), e sentidos em localizações diferentes a quilómetros uma da outra, no norte e no centro da capital iraniana.

A AFP relatou pelo menos duas colunas de fumo no perímetro da cidade iraniana, sem identificar os alvos atingidos, uma vez que a chuva que se faz sentir dificulta a visibilidade.

As Forças da Defesa de Israel (IDF) anunciaram, já pelas 07:00 horas de Lisboa, ter lançado uma nova onda de ataques de larga escala contra Teerão, visando "as infraestruturas do regime terrorista iraniano", segundo comunicado militar.

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Caso haja novos protestos
RTP /

Irão promete uma resposta "mais devastadora"

A Guarda Revolucionária do Irão avisou esta sexta-feira que quaisquer novos protestos contra o Governo seriam recebidos com uma resposta "mais devastadora" do que a de janeiro, quando milhares foram mortos.

"Hoje, o inimigo, incapaz de atingir os seus objetivos militares no terreno, procura mais uma vez semear o terror e provocar distúrbios", afirmou a Guarda num comunicado transmitido pela televisão, prometendo "uma resposta ainda mais devastadora do que a de 8 de janeiro" caso se verifiquem novos distúrbios.

As autoridades reconhecem a morte de mais de três mil pessoas, mas afirmam que a grande maioria eram membros das forças de segurança ou civis mortos por "terroristas" que agiam em nome dos Estados Unidos e de Israel.

De acordo com a ONG americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), mais de sete mil pessoas, na sua maioria manifestantes, foram mortas — um número provisório devido à falta de acesso a todos os certificados de óbito.

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RTP /

Cruz Vermelha da China vai fornecer 200 mil dólares à Cruz Vermelha iraniana

A Cruz Vermelha da China vai fornecer 200 mil dólares em ajuda humanitária de emergência à Cruz Vermelha iraniana, especificamente para condolências e auxílio aos pais dos estudantes mortos no conflito, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China esta sexta-feira.

"A China condena todos os ataques indiscriminados contra civis e alvos não militares", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, numa conferência de imprensa diária.

Pequim está preparada para prestar a assistência necessária ao Irão e apoio ao povo iraniano, disse Guo.
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Turquia
RTP /

Sirenes ouvidas na Base Aérea de Incirlik

As sirenes foram ouvidas na Base Aérea de Incirlik, utilizada pela NATO, na província de Adana, no sudeste da Turquia, informou esta sexta-feira a agência de notícias estatal turca Anadolu.

"As sirenes foram ouvidas esta sexta-feira na Base Aérea de Incirlik, na Turquia", informou a agência na sua edição em inglês, sem especificar o horário nem fornecer mais pormenores.

As autoridades turcas ainda não emitiram um comunicado oficial sobre o incidente, que ocorreu quatro dias depois de a NATO ter intercetado um segundo míssil disparado do Irão no espaço aéreo turco.

As tropas norte-americanas estão estacionadas na Base Aérea de Incirlik, como parte da missão da NATO.
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Lusa /

Duas pessoas mortas em ataque com drone em Omã

Duas pessoas morreram num ataque com um drone no norte de Omã, informou hoje a imprensa estatal, numa altura em que o Irão continuava os ataques de retaliação em países vizinhos.

"Dois drones caíram na província de Sohar. Um deles caiu na zona industrial de Al-Awahi, matando dois trabalhadores estrangeiros e ferindo vários outros. O segundo caiu numa zona aberta sem causar vítimas", informou a agência de notícias de Omã, citando uma fonte das forças de segurança.

 

 

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RTP /

António Guterres apela ao regresso imediato às negociações

O Secretário Geral das Nações Unidas insiste que o diálogo é a única solução para a guerra no Médio Oriente.

António Guterres volta a apelar às partes em confronto para cessarem as hostilidades e retomarem as negociações.

Guterres esteve na Turquia, onde recebeu o Prémio Internacional da Paz Atatürk e reuniu-se com o presidente turco, para falarem de questões regionais e globais.

Erdogan diz que vai manter intensos esforços diplomáticos para evitar que a guerra entre Irão, Israel e Estados Unidos se intensifique ainda mais...

E António Guterres lembrou o legado do primeiro Presidente da Turquia, Atatürk, e o caminho por ele percorrido para a construção da paz no seu próprio país e no mundo.
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RTP /

NATO insiste no reforço da segurança dos seus membros

O Secretário-Geral da NATO repete o apelo aos estados membros da Aliança Atlântica para investirem na Defesa e acelerarem a produção de armamento. Mark Rutte sublinha a necessidade de todos estarem preparados.

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Lusa /

Primeiro soldado francês morto na guerra do Médio Oriente

Um soldado francês morreu "durante um ataque" na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou o presidente da França, Emmanuel Macron, marcando a primeira morte registada no exército francês durante a guerra do Médio Oriente.

"O suboficial Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, morreu pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque", escreveu Macron, na noite de quinta-feira, confirmando que vários soldados franceses ficaram feridos.

O conflito no Médio Oriente começou com ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão a 28 de Fevereiro e desde então se alastrou a vários países da região.

Desde o início da guerra, sete soldados norte-americanos foram mortos no Kuwait e na Arábia Saudita, de acordo com o Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (EUA).

O ataque em Erbil teve como alvo as forças antiterroristas, disse o Presidente francês.

No âmbito de uma coligação internacional de combate ao fundamentalismo islâmico, liderada por Washington, militares de diversos países, incluindo Itália e França, estão a treinar membros das forças de segurança curdas no Curdistão iraquiano.

"A guerra no Irão não justifica tais ataques", enfatizou Macron.

O grupo armado iraquiano Ashab al-Kahf anunciou hoje, na plataforma de mensagens Telegram, que estava a atacar os interesses franceses na região, após o envio do porta-aviões francês Charles de Gaulle para o Golfo.

"Após a chegada do porta-aviões francês à área de operações do Comando Central dos EUA e o seu envolvimento em operações, anunciamos que, a partir desta noite, todos os interesses franceses no Iraque e na região serão visados", declarou o grupo pró-Irão.

O Ashab al-Kahf instou as forças de segurança a manterem uma distância de, pelo menos, 500 metros de uma base em Kirkuk (norte do Iraque), onde alegou estarem destacados militares franceses.

No entanto, o grupo não reivindicou explicitamente a autoria do ataque.

O Estado-Maior das Forças Armadas francesas tinha informado na quinta-feira que vários soldados franceses ficaram feridos num "ataque com um drone na região de Erbil".

Emmanuel Macron não especificou explicitamente se Arnaud Frion estava entre os soldados franceses feridos neste ataque.

Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas francesas, os soldados feridos estavam "a participar em treinos antiterroristas com parceiros iraquianos".

O governador de Erbil indicou que o ataque que feriu os soldados envolveu dois drones e ocorreu numa base em Mala Qara, a cerca de 40 quilómetros a sudoeste de Erbil.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão iraquiano e Erbil sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas.

O Presidente francês enfatizou nos últimos dias o "papel defensivo" da França na guerra do Médio Oriente.

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Nova ameaça
RTP /

Netanyahu ameaça novo líder supremo do Irão

O Primeiro-Ministro israelita ameaça o novo Líder Supremo do Irão, ainda que de forma velada.

Benjamin Netanyahu promete continuar os ataques contra o Hezbollah, no Líbano, diz que não há apólices de seguro de vida para nenhum dos líderes do grupo terrorista e que ainda não está concluído o objetivo de libertar os iranianos da tirania do regime.
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RTP /

Presidente dos Estados Unidos Donald Trump volta a ameaçar Teerão

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, lançou uma nova ameaça ao Irão, escrevendo: "Observem o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje".

"A Marinha do Irão acabou, a sua Força Aérea já não existe, mísseis, drones e tudo o resto estão a ser dizimados, e os seus líderes foram varridos da face da Terra", acrescentou o líder norte-americano, na rede social que detém, a Truth Social.

"Há 47 anos que matam pessoas inocentes em todo o mundo, e agora eu, como 47.º presidente dos Estados Unidos da América, estou a matá-los", escreveu Trump. "Que grande honra é fazê-lo!", acrescentou.

A ameaça do líder dos EUA surgiu horas depois do Irão ter dito que um míssil disparado por grupos iraquianos pró-Teerão atingiu um avião de reabastecimento norte-americano que se despenhou no oeste do Iraque, com seis tripulantes a bordo.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou que um avião de reabastecimento se tinha despenhado no oeste do Iraque, mas garantiu que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. 

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

As autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein reportaram hoje novos ataques do Irão contra os seus territórios, à medida que o conflito no Médio Oriente se aproxima da segunda semana.


c/Lusa

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Lusa /

Teerão diz que grupos iraquianos atacaram avião de reabastecimento dos EUA

O Irão afirmou hoje que um avião de reabastecimento dos Estados Unidos (EUA) que se despenhou no oeste do Iraque foi atingido por um míssil disparado por grupos iraquianos e que os seis tripulantes morreram.

De acordo com declarações divulgadas por agências de notícias iraniana, o porta-voz do Comando de Operações Unificadas do Irão, Khatam al-Anbiya, disse que o avião foi "atingido por um míssil disparado por grupos de resistência no oeste do Iraque".

Posteriormente, a Guarda Revolucionária iraniana emitiu um comunicado alegando que o ataque de quinta-feira, que resultou na morte de toda a tripulação, ocorreu enquanto o avião reabastecia um caça dos EUA.

Horas antes, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (conhecido como Centcom) anunciou que um avião de reabastecimento se tinha despenhado no oeste do Iraque, mas adiantou que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

"As operações de resgate estão em curso", acrescentou o Centcom, em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.

O Centcom referiu ainda que o incidente "ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury", em que os EUA e Israel têm atacado o Irão.

Não foram fornecidos detalhes sobre o número de pessoas a bordo da aeronave ou o seu estado de saúde atual.

"Mais informações serão fornecidas à medida que os destacamentos ocorrerem", concluiu o Centcom, solicitando paciência enquanto "reúne detalhes adicionais e presta esclarecimentos às famílias dos militares" envolvidos.

A perda do KC-135 marca o quarto acidente aéreo de aeronaves norte-americanas desde o início da guerra contra o Irão, após o abate de três caças F-15 por fogo amigo do Kuwait.

Com 41,5 metros de comprimento e quase 40 metros de envergadura, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores e uma capacidade de carga útil até mais de 38 toneladas, dependendo da sua configuração.

Sobre a duração do conflito no Médio Oriente, o Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na quinta-feira que a guerra com o Irão está a "avançar rapidamente", reiterando a sua visão otimista sobre o desenvolvimento do conflito, para o qual ainda não apresentou um calendário.

Durante um evento na Casa Branca, o republicano defendeu que "o que é preciso fazer está a ser feito" para alcançar os objetivos dos EUA no Médio Oriente.

A breve referência ao conflito foi feita pelo Presidente durante um evento do Mês da História das Mulheres, ao qual compareceu acompanhado pela primeira-dama Melania Trump.

Antes, Trump tinha declarado que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra e a interrupção do fluxo através do Estreito de Ormuz trariam "muito dinheiro" aos Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo.

 

 

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