Economia
Governo vai avaliar cortes a subsídios na função pública
O Governo promete avaliar “todas as propostas” que vierem a ser apresentadas pelo PS para o Orçamento do Estado. Miguel Relvas diz que o que é preciso atingir os objectivos previstos, seja com as propostas do governo ou com ideias de outros. É a reação do ministro dos Assuntos Parlamentares à proposta do secretário-geral socialista, de que há folga suficiente para manter um dos subsídios dos funcionários públicos, de férias ou Natal, no próximo ano.
"Todas as propostas são possíveis de ser avaliadas. Têm que ser avaliadas, têm que ser vistas na dimensão que elas produzem, nas consequências dos objetivos que têm que ser atingidos, mas a atitude que o Partido Socialista teve foi uma atitude muito positiva e construtiva", comentou Miguel Relvas, a propósito do anúncio socialista de abstenção na votação do Orçamento do Estado para 2012.
O PS já defendeu junto do Governo a manutenção de um dos subsídios, de férias ou Natal, no próximo ano. O seu secretário-geral, António José Seguro, sustenta que há folga suficiente para manter um dos subsídios em 2012 dos funcionários públicos.
Em entrevista ao “Expresso”, António José Seguro confessa que queria votar a favor, pela situação excepcional que o pais vive e pelo facto de este ser o primeiro orçamento que decorre do memorando de entendimento com a troika, negociado pelos socialistas. Mas “quando vi a proposta em concreto fiquei em estado de choque e disse não”, afirmou Seguro. O líder socialista contesta o valor do desvio apontado pelo Governo, de quatro mil milhões de euros, e aponta que o executivo “está a guardar uma almofada” de 900 milhões.
Os elementos do Governo e do principal partido da oposição estão a fazer contas PS, incluindo o cenário de manutenção de um dos subsídios. Estas “são matérias que têm que ser tratadas com capacidade técnica, é isso que está a ser feito", acrescentou.
“Estamos sempre abertos a propostas que permitam que os objetivos se possam atingir", disse ainda Relvas, sustentando que “inegociável é o objetivo de Portugal no próximo ano ter 4,5 por cento" de défice.
"Há sempre abertura para conversarmos com outros partidos políticos, é isso que temos feito com o Partido Socialista, temos conversado no Parlamento, os deputados da maioria e os deputados do Partido Socialista", afiançou o ministro dos Assuntos Parlamentares, que não se cansou de elogiar a atitude dos socialistas.
No entanto, "a votação é no dia 30 de novembro, há ainda um caminho a percorrer", nota Miguel Relvas.
O PS já defendeu junto do Governo a manutenção de um dos subsídios, de férias ou Natal, no próximo ano. O seu secretário-geral, António José Seguro, sustenta que há folga suficiente para manter um dos subsídios em 2012 dos funcionários públicos.
Em entrevista ao “Expresso”, António José Seguro confessa que queria votar a favor, pela situação excepcional que o pais vive e pelo facto de este ser o primeiro orçamento que decorre do memorando de entendimento com a troika, negociado pelos socialistas. Mas “quando vi a proposta em concreto fiquei em estado de choque e disse não”, afirmou Seguro. O líder socialista contesta o valor do desvio apontado pelo Governo, de quatro mil milhões de euros, e aponta que o executivo “está a guardar uma almofada” de 900 milhões.
Os elementos do Governo e do principal partido da oposição estão a fazer contas PS, incluindo o cenário de manutenção de um dos subsídios. Estas “são matérias que têm que ser tratadas com capacidade técnica, é isso que está a ser feito", acrescentou.
“Estamos sempre abertos a propostas que permitam que os objetivos se possam atingir", disse ainda Relvas, sustentando que “inegociável é o objetivo de Portugal no próximo ano ter 4,5 por cento" de défice.
"Há sempre abertura para conversarmos com outros partidos políticos, é isso que temos feito com o Partido Socialista, temos conversado no Parlamento, os deputados da maioria e os deputados do Partido Socialista", afiançou o ministro dos Assuntos Parlamentares, que não se cansou de elogiar a atitude dos socialistas.
No entanto, "a votação é no dia 30 de novembro, há ainda um caminho a percorrer", nota Miguel Relvas.