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Lei laboral. Governo volta a reunir-se com patrões e UGT em dia de protesto da CGTP

Lei laboral. Governo volta a reunir-se com patrões e UGT em dia de protesto da CGTP

A CGTP voltou a ficar de fora e convocou um protesto, esperando mobilizar milhares de pessoas nas ruas.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Manuel de Almeida - Lusa

Governo, patrões e UGT voltam a reunir-se esta sexta-feira para discutir o pacote laboral, um dia depois da reunião da Concertação Social na qual o Executivo entregou uma nova proposta de anteprojeto.O Governo está confiante num acordo para breve, mas a UGT não é da mesma opinião. Um dos temas que ainda estará a ser afinado é o do banco de horas individual.


No final do encontro de quinta-feira, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, adiantou que a nova versão reúne pontos de consenso alcançados durante a negociação dos últimos nove meses, em mais de 50 reuniões.


“Foi-nos entregue mais uma versão do anteprojeto, uma versão que nalguns pontos tem consenso que resultou das várias reuniões bilaterais”, avançou. “Agora vamos apreciar esta proposta que nos foi entregue hoje”.

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, assegurou que “o Governo não vai eternizar” e que “o processo terminará, de uma forma ou de outra, nos próximos dias”.
CGTP convoca protesto
A CGTP volta a ficar de fora desta nova reunião e convocou um protesto para a tarde desta sexta-feira, em Lisboa. Para permitir que os trabalhadores participem no protesto, vários sindicatos apresentaram pré-avisos de greve.

Do Porto, saíram cerca de 20 autocarros com trabalhadores em direção a Lisboa para participarem na manifestação.
Jornal da Tarde | 17 de abril de 2026

O secretário-geral da CGTP antecipa que vão estar "milhares de trabalhares nas ruas" contra as alterações à lei laboral e avisa que "consoante a dimensão do ataque, maior será a resposta".

Sob o mote "Abaixo o Pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor", a manifestação convocada pela central sindical liderada por Tiago Oliveira terá início pelas 14h30 no Saldanha, em Lisboa, e termina na Assembleia da República.
Jornal da Tarde | 17 de abril de 2026

"Vamos ter milhares de trabalhadores nas ruas de Lisboa a exigir a retirada do pacote laboral", antecipa o secretário-geral da CGTP, em declarações à Lusa, referindo que as expectativas de adesão "são muito positivas" à luz da mobilização que tem sido feita com plenários e a "distribuição de documentos" informativos junto dos trabalhadores.

Devido à greve, o funcionamento nas escolas, centros de saúde e hospitais, comércio, restauração e hotelaria pode ser afetado.
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