LNEC vai avaliar terceira ponte sobre o rio Tejo

O ministro das Obras Públicas Mário Lino mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para avaliar a melhor solução para a nova ponte sobre o Tejo, em Lisboa, e se esta deve só ferroviária ou rodoferroviária.

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LNEC tem 45 dias para realizar o estudo RTP

Mário Lino pretende “que as decisões fiquem bem clarificadas” uma vez que existem “pontos de vista diferentes, com opiniões bem fundamentadas”.

Actualmente estão em cima da mesa duas opções para a terceira travessia do Tejo na Área Metropolitana de Lisboa: a construção da nova ponte no eixo Chelas-Barreiro, confirmada pelo Governo e a construção no eixo Beato-Montijo, defendida no estudo da Confederação para a Indústria Portuguesa (CIP) sobre o novo aeroporto.

Quando questionado sobre se a decisão do LNEC será soberana, Mário Lino afirma que “não existem decisões soberanas”.

O ministro das Obras Públicas afirma que “a travessia do rio Tejo no corredor Chelas-Barreiro foi sempre considerada por sucessivos Governos” e justifica o pedido do estudo ao LNEC com o facto de “em Novembro de 2007, terem sido tornadas públicas propostas alternativas de localização sobre da nova travessia do Tejo”.

O estudo do LNEC, que deverá estar concluído no final de Março, deve fazer uma “avaliação comparativa das alternativas existentes de travessia ferroviária do Tejo, na área metropolitana de Lisboa” e “responder de forma objectiva sobre se existe viabilidade e justificação para associar uma componente rodoviária à travessia ferroviária do Tejo em Lisboa”, afirma um comunicado do Ministério das Obras Públicas divulgado ontem.

Para dar resposta a estas questões o LNEC deve “analisar, nas perspectivas técnica, ambiental e funcional os estudos correspondentes às alternativas em presença sobre a terceira travessia do Tejo”.

O LNEC deve igualmente “analisar as alternativas tendo em especial consideração os seguintes princípios: critérios de mobilidade no serviço ferroviário suburbano; no serviço ferroviário convencional de longo curso para passageiros; no serviço ferroviário convencional de mercadorias, tendo em conta as plataformas logísticas constantes do Portugal Logístico e a localização dos portos principais; no serviço ferroviário de alta velocidade, tendo em conta os objectivos fixados no tempo de percurso entre Lisboa e Madrid, bem como critérios de competitividade para a linha mista”.

O prazo dado ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que foi responsável pelo estudo comparativo que determinou a construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete em detrimento da Ota, é de 45 dias.


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