Lucro do grupo IAG sobe 22,3% para máximo de 3.342 milhões de euros em 2025

Lucro do grupo IAG sobe 22,3% para máximo de 3.342 milhões de euros em 2025

O IAG, ao qual pertencem a British Airways (BA) e a Iberia, obteve um lucro de 3.342 milhões de euros em 2025, mais 22,3% do que no ano anterior e de novo um máximo de sempre.

Lusa /

Num comunicado hoje divulgado, o IAG (International Airlines Group), que também incorpora a Vueling, Aer Lingus e a Level, anunciou um aumento do dividendo de 8,9% e a devolução de 1.500 milhões aos acionistas através de um programa de recompra.

O grupo gerou em 2025 um volume de negócios de 33.213 milhões de euros, mais 3,4% do que no ano anterior, segundo as informações enviadas hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV).

O presidente executivo (CEO) do IAG, Luis Gallego, explicou numa nota que 2025 voltou a ser um ano de resultados excecionais, com um desempenho operacional líder no setor e adiantou que a dinâmica do mercado é "atrativa", com um crescimento estrutural a longo prazo.

O resultado de exploração ou lucro operacional atingiu 5.024 milhões de euros, mais 13,1% do que no ano anterior, o que se traduz numa margem operacional de 15,1%.

As companhias do grupo movimentaram 121,56 milhões de passageiros, menos 0,4% do que em 2024, mas as receitas por este parâmetro somaram 28.969 milhões, mais 2,5%.

Os rendimentos por carga transportada cresceram 0,3% e somaram 1.238 milhões.

A BA transportou 46,3 milhões de pessoas, mais 0,4%, a Iberia, 24,8 milhões (menos 4,1%), a Vueling, 38,2 milhões (mais 0,1%) e a Aer Lingus, 11,3 milhões (mais 2,9%). A Level, a subsidiária de baixo custo e longo alcance, transportou quase 900.000 passageiros, mais 6,3%.

O coeficiente de ocupação dos aviões caiu 0,9 pontos, para 85,6%. Os aviões em serviço aumentaram 4,3%, passando de 601 em 2024 para 627 no final do ano passado.

As receitas com a venda de passagens aumentaram mais na América Latina, o mercado natural da Iberia, com um crescimento de 6,7%, no Atlântico Norte, onde a BA tem mais penetração, subiram 2,9%, e o mercado intraeuropeu aumentou 0,7%.

O mercado europeu absorveu quase 63 milhões de viajantes (menos 0,6%), o doméstico (Espanha e Reino Unido), 29,7 milhões (menos 1,5%), embora tenha registado o maior coeficiente de ocupação (89,3%), e para o Atlântico Norte foram transportadas 13,4 milhões de pessoas (menos 0,5%).

Os mercados com melhor evolução foram a América Latina e as Caraíbas, com um aumento de 3,2%, até 7,5 milhões de passageiros, e o único que melhorou a ocupação, e a Ásia-Pacífico, que subiu 3,1%, embora tenha menos peso, 1,37 milhões de passageiros.

A `holding` hispano-britânica registou uma queda no gasto com combustível de 6,9%, para 7.083 milhões de euros, e um aumento nos gastos com pessoal de 6,3%, que somam 6.586 milhões de euros, para um quadro médio de 75.871 pessoas (um aumento de 3,2%).

Para 2026, mantém perspetivas otimistas, apoiadas na dinâmica positiva do mercado e uma procura forte a longo prazo, que permitirá aumentar a capacidade em 3%, principalmente nos seus principais mercados (América, Europa e domésticos).

Por companhias, a Iberia registou um lucro operacional de 1.313 milhões de euros, mais 27% do que no exercício anterior, e aspira a situar esse valor em 1.400 milhões.

A British Airways obteve um resultado de exploração de 2.230 milhões de libras (2.546 milhões de euros), mais 8,8% do que em 2024; a Aer Lingus anotou 282 milhões de benefício operacional (mais 37%), e a IAG Loyalty (a divisão de fidelização), 469 milhões de libras (535 milhões de euros), mais 11,6%.

A Vueling ganhou 393 milhões, mas é a única companhia aérea com sinal negativo em relação ao ano anterior, com uma leve queda de 7 milhões (-1,7%).

A dívida líquida do grupo caiu de 7.517 milhões para 5.948 milhões de euros.

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