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Lucros dos bancos de Macau quase duplicam em 2025

Lucros dos bancos de Macau quase duplicam em 2025

Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas (769 milhões de euros) em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7%), foi hoje anunciado.

Lusa /

De acordo com dados oficiais da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a principal razão para a subida dos lucros foi um aumento de 8,4%, para 17,5 mil milhões de patacas (1,84 milhões de euros), na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos.

Isto apesar da AMCM ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais um corte de 0,25 pontos percentuais, introduzida em 11 de dezembro, seguindo a Reserva Federal norte-americana.

Os empréstimos, a principal fonte de receitas da banca a nível mundial, diminuíram 0,4% em comparação com o final de dezembro de 2024, fixando-se em 1,02 biliões de patacas (106,4 mil milhões de euros).

Pelo contrário, os depósitos junto dos bancos de Macau aumentaram 9,6%, para 1,39 biliões de patacas (145,9 mil milhões de euros) no final do ano passado, disse a AMCM.

Apesar dos proveitos terem disparado em 2025, ficaram longe do ano mais lucrativo de sempre para a banca da região administrativa especial chinesa: 2020, quando os lucros ficaram perto de 17 mil milhões de patacas (1,78 mil milhões de euros).

Macau tem dois bancos emissores de moeda: a sucursal local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos.

O BNU anunciou em novembro lucros líquidos de 315,3 milhões de patacas (34,02 milhões de euros) nos três primeiros trimestres de 2025, uma diminuição homóloga de 29%, que o banco atribuiu à evolução das taxas de juro.

O crédito malparado caiu 11,6% ao longo do ano passado para 49,7 mil milhões de patacas (5,2 mil milhões de euros). Foi a primeira vez queda anual dos empréstimos vencidos desde 2013.

Os empréstimos vencidos representavam 4,9% dos empréstimos dos bancos de Macau, menos 0,6 pontos percentuais do que no final de 2024. Uma percentagem que sobe para 5,6% no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora da região chinesa.

A Autoridade Bancária Europeia, a agência reguladora da UE, por exemplo, considera que os bancos com pelo menos 5% dos empréstimos malparados têm "elevada exposição" ao risco e devem estabelecer uma estratégia para resolver o problema.

Ainda assim, a percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3% alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.

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