Mais de 70% dos clientes da Meo com o serviço reposto
Mais de 70% dos clientes da Meo tem o serviço reposto, indicou hoje a operadora de telecomunicações, referindo que em oito dias "reduziu de forma muito significativa" o impacto da tempestade nas zonas mais afetadas.
"Em oito dias, a Meo reduziu de forma muito significativa o impacto da tempestade nas zonas mais afetadas" e, "atualmente (6 fevereiro), mais de 70% dos clientes tem o serviço reposto", de acordo com o último balanço da operadora liderada por Ana Figueiredo.
"Este progresso reflete a mobilização imediata e o trabalho contínuo das equipas técnicas e operacionais, que têm estado no terreno com condições meteorológicas muito adversas e em coordenação permanente para acelerar a reposição dos serviços essenciais", acrescentou.
De acordo com a Meo, o investimento feito na redundância e resiliência da infraestrutura "foi decisivo para mitigar os efeitos da tempestade Kristin".
Nos últimos sete anos, a operadora "reforçou de forma consistente a rede de transmissão, criou rotas alternativas de tráfego, implementou sistemas de restauro automático e expandiu significativamente a sua capacidade de `back-up` energético".
"Graças a esta estratégia, mesmo perante danos severos, as sedes de concelho mantiveram cobertura móvel e muitos serviços críticos permaneceram operacionais", adianta.
A depressão Kristin deixou "um rasto de destruição sem precedentes em várias zonas do país" e "há mais de uma semana que as equipas da Meo estão no terreno 24/7 a trabalhar de forma inexcedível para repor as comunicações às populações afetadas por este flagelo", refere.
A Meo recordou que "ativou de imediato o seu plano de continuidade de negócio, acionando o gabinete de crise, mobilizando equipas no terreno e estabelecendo um Centro de Comando dedicado à coordenação operacional, assegurando uma estrutura unificada de liderança, definindo prioridades claras e orquestrando todas as atividades".
Desde o início que a Meo ativou 1.500 técnicos, recordou, apontando que em termos de infraestruturas críticas destruídas foram 2.000 quilómetros de cabo fibra, 28.000 postes e 35 torres de rede móvel.
Para reforçar a resposta no terreno, a Meo mobilizou VOIR -- Viaturas de Operações de Intervenção Rápida; a instalação de grupos geradores de energia para alimentar estações móveis prioritárias; e o uso de estações móveis transportáveis e/ou ligeiras para reposição de rede móvel em locais selecionados (cellsites).
Tal incluiu também feixes hertzianos para recuperação de infraestruturas fixas e móveis e como solução de contingência para serviços prioritários; e soluções alternativas via satélite.
Sobre como está a ser feita a reposição das comunicações, que "tem exigido um esforço técnico altamente coordenado", e Meo relatou que "as operações iniciam-se pelo restabelecimento do abastecimento de energia aos sites da rede móvel, etapa crítica para que cada estação volte a emitir e recuperar plena capacidade operacional".
Na rede fixa, "as centrais equipadas com sistemas de `backup` de longa duração garantem estabilidade prolongada, assegurando a continuidade dos serviços até que as condições normais sejam restabelecidas".
Paralelamente, "avançam as equipas destacadas para a reposição dos traçados de transmissão, executando trabalhos segundo prioridades definidas pela Sala de Comando".
A recuperação total das comunicações "depende também do restabelecimento de energia nas instalações dos clientes, condição indispensável para que os equipamentos da rede fixa retomem operação completa e para que famílias e empresas reconquistem acesso às suas ligações essenciais", apontou.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram centenas de feridos e desalojados e destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações.