Manifestantes em Lisboa aprovam acampamento para este sábado

Manifestantes em Lisboa aprovam acampamento para este sábado

Os manifestantes votaram esta noite de braço no ar para decidir um novo protesto este sábado - designado “Não temos casa, montamos tendas!”. Regressam assim as tendas ao Rossio de Lisboa.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: António Antunes - RTP

Em comunicado, o movimento da "Acampada de Lisboa" adiantava ao início da tarde a convocação de uma manifestação "contra a especulação e pelo direito à habitação" este sábado, com uma marcha a arrancar pelas três da tarde do Marquês de Pombal em direção ao Rossio, onde deverá chegar pelas 19h00.

A manifestação  deverá partir da rotunda do Marquês de Pombal às 15h00 e terminar na Praça do Rossio pelas 19h00.

Outra decisão saída da assembleia popular no Bairro do Condado do movimento Acampada de Lisboa aponta para novo acampamento este sábado na Praça do Rossio e ainda uma "conchinha massiva" no aeroporto de Lisboa, mas esta última ação em data a definir.

A proposta de voltar a montar as tendas no Rossio, pelas 7 da tarde de sábado, foi aprovada por unanimidade entre os cerca de cem manifestantes reunidos em assembleia popular, que terminou com um minuto de silêncio em conchinha pelo direito à habitação.

Entretanto, ao início da tarde a manifestação «Não temos casa, montamos tendas!» partirá da rotunda do Marquês de Pombal rumo à Praça do Rossio, onde, desde o passado sábado, centenas de pessoas se têm juntado todos os dias a exigir medidas para resolver a crise da habitação.

Nas exigências concretas ao Governo, a Acampada de Lisboa pretende a reversão da lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional e que seja travada a aquisição de habitação por parte de fundos imobiliários.

Além disso, é ainda exigido o aumento de habitação pública, a aplicação de tetos às rendas - verdadeiramente acessíveis, além da iniciativa pública de recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.

c/ Lusa
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