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Marco Rubio reunido com primeiro-ministro eslovaco para falar sobre energia e segurança

Marco Rubio reunido com primeiro-ministro eslovaco para falar sobre energia e segurança

Viena, 15 fev 2026 (Lusa) -- O secretário de Estado dos Estados Unidos reuniu-se hoje em Bratislava com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, para discutir cooperação energética e segurança.

Lusa /

A visita de Rubio a Bratislava acontece depois da presença na 62.ª sessão da Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha, e antes de se reunir com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, na segunda-feira.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos da América (EUA) anunciou que na reunião, Rubio e Fico iriam falar sobre o reforço da cooperação bilateral em matéria de energia nuclear e diversificação energética, e sobre o apoio à modernização militar da Eslováquia e os compromissos do país na NATO.

O Governo eslovaco prevê contratar a empresa norte-americana Westinghouse para a construção do novo reator nuclear da central de Jaslovské Bohunice, na região de Trnava, a cerca de 70 km de Bratislava, num projeto avaliado em cerca de 15 mil milhões de euros.

A oposição liberal europeísta criticou o facto de a adjudicação ser feita sem concurso público.

O primeiro-ministro eslovaco encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump em janeiro nos EUA, num encontro centrado na situação na Ucrânia.

Ao regressar ao poder em outubro de 2023, Fico interrompeu a ajuda da Eslováquia à Ucrânia.

Fico, cujo partido Smer foi expulso do Partido dos Socialistas Europeus em 2025, é crítico das sanções da União Europeia à Rússia e defende uma saída negociada para a guerra russa contra a Ucrãnia.

Desde o início da invasão, a Eslováquia reduziu a sua dependência do gás russo, uma vez que tem interligações com a Polónia, a República Checa e a Hungria.

No entanto, tem contratos de fornecimento de gás russo até 2034 e teme que a proibição comunitária provoque arbitragens internacionais que podem resultar em sanções de até 16 mil milhões de euros, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Juraj Blanar.

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