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Mau tempo. CGTP fala em queixas de assédio laboral nas regiões afetadas

Mau tempo. CGTP fala em queixas de assédio laboral nas regiões afetadas

Os trabalhadores nas zonas afetadas pelo mau tempo estão numa "situação muito difícil", alerta a CGTP, que tem recebido queixas de assédio laboral.

Inês Moreira Santos - RTP /

"Estamos perante uma situação muito difícil", admitiu à RTP o secretário-geral da CGTP, deixando uma "palavra de solidariedade" às vítimas desta "intempérie".

Tiago Oliveira lembrou que, apesar da "situação extrema", não começou a "vigorar no mundo do trabalho a lei da selva", portanto tem de se tentar garantir que há respostas para os trabalhadores.

"O que quero dizer é que há ainda muita indefinição no mundo dos trabalhadores", explicou. "Temos setores muito afetados. O Governo avançou com um conjunto de medidas, mas o que é preciso (...) é que, cada medida que seja implementada, corresponda da mesma foram a um compromisso por parte das empresas (...) de salvaguarda dos postos de trabalho".

À CGTP têm chegado, nos últimos dias, denúncias de salários em atraso, obrigatoriedade de gozo de férias e indefinição quanto aos vínculos de trabalho, principalmente em casos de trabalhadores com vínculos precários.

Além disso, e embora o Governo tenha anunciado ajuda, Tiago Oliveira recorda que ainda "não estão regulamentadas" e não se sabe "de que forma vão ser direcionadas".

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos, registando-se a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, cortes de energia, água e comunicações, entre outros danos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. 

O Governo esclareceu hoje que aos trabalhadores abrangidos pelo 'lay-off' simplificado, na sequência dos impactos da Kristin, será garantido 100% do vencimento normal líquido, até ao triplo do salário mínimo nacional, isto é, até 2.760 euros. Uma eventual perda salarial na sequência da adoção deste mecanismo foi um dos alertas deixados pela CGTP, que veio defender que todos os trabalhadores cujos postos de trabalho tenham sido afetados "devem manter o direito ao pagamento integral da respetiva retribuição, quer a empresa opte pelo 'lay-off' ou qualquer outra medida".
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