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Metade dos 22 mil pedidos de apoio para habitação são de apenas três municípios

Metade dos 22 mil pedidos de apoio para habitação são de apenas três municípios

Cerca de metade dos 22 mil pedidos de apoio para a reconstrução de casas devido ao mau tempo são dos concelhos de Leiria, Pombal e Marinha Grande, revelou hoje o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes.

Lusa /

"É verdade que os três municípios mais afetados, agora nas candidaturas, representam mais de 50% do número de apoios para as casas, nas cerca de 22 mil candidaturas que já nos chegaram", sublinhou.

O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País, Paulo Fernandes, marcou hoje presença na apresentação do Programa Municipal de Recuperação e Transformação "Renascer e Avançar Pombal", que decorreu ao final da manhã.

Na sua intervenção, o antigo presidente da Câmara do Fundão informou que, se a Leiria, Pombal e Marinha Grande juntar Ourém [distrito de Santarém], é nestes quatro concelhos que foram realizados "mais de 50% dos pedidos de apoio relativamente ao número de casas", num total de 22 mil candidaturas entregues até quarta-feira.

"Em termos de seguros, das mais de 140 mil apólices que já foram acionadas neste momento, cerca de 60% do valor dessas apólices estão no distrito de Leiria", acrescentou.

De acordo com Paulo Fernandes, no que toca às linhas para a área da economia das empresas, "em cerca de 60% dos mais de 1.200 mil milhões que já foram pedidos, mais de metade desse valor também é do distrito de Leiria".

"Vejam nas casas, nas apólices, nas linhas entretanto criadas. Ou seja, em três indicadores muito fortes, com amostragens gigantescas e que já estão muito próximas do que vai ser a realidade final, andam sempre nos 50%, 60%, tudo muito aqui concentrado", apontou.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

 

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