Ministro apela ao setor do cimento para que não deixe pacote da habitação "morrer na praia"
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, defendeu hoje a necessidade de maior construção para mitigar a crise na habitação, apelando ao setor do cimento que não deixe as medidas fiscais "morrer na praia".
Numa intervenção numa conferência promovida pela Associação Portuguesa de Cimento (ATIC), em Lisboa, o ministro destacou as medidas para a crise da habitação, salientando que é preciso "construir mais" e voltar aos níveis de construção que se verificaram no início da década de 2000 para "colmatar o défice de oferta" que existe.
"Se o setor encontrar um gargalo na vossa indústria, todas as medidas fiscais morreram na praia, todos os incentivos que estamos a criar, toda a visão e financiamento que encontrámos vai morrer na praia, porque gargalo da indústria de cimento não permitiu", declarou Pinto Luz.
O ministro apontou que o setor conta com 9 mil milhões de euros de investimento público, 150 mil fogos financiados pelo Orçamento do Estado, pelo Banco Europeu de Investimento e por fundos europeus, mas que "paralelamente tem uma visão de que o Estado por si não consegue resolver o problema da habitação".
Pinto Luz enumerou por isso as medidas fiscais que o executivo aplicou, que apelidou de um "choque fiscal", apontando que quase existe uma "ausência total de fiscalidade no sentido de incentivar o setor".