Miranda Sarmento considera "um erro histórico" não completar a privatização da TAP

Miranda Sarmento considera "um erro histórico" não completar a privatização da TAP

O ministro das Finanças sublinha que não aproveitar a oferta da Lufthansa por 100% da TAP seria "um erro histórico".

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Mariana Soares Ferreira - RTP

Em entrevista no Telejornal, Joaquim Miranda Sarmento defende que a privatização total da TAP “é uma oportunidade extraordinária” e espera que o país “agarre esta oportunidade”.

“Oxalá que o país perceba a oportunidade extraordinária que tem e que todos sejam parte dessa solução”, disse Miranda Sarmento, afirmando que “seria um erro histórico para o país” não seguir esse caminho.

O Governo anunciou esta quarta-feira a venda à Lufthansa de 49,9% do capital da Transportadora Aérea Portuguesa e o primeiro-ministro admitiu a privatização total da companhia até 2028.

A decisão precisa, no entanto, do aval dos restantes partidos, sendo que a esquerda e o PAN já se declararam contra essa decisão.

Miranda Sarmento admite que o processo de reestruturação da TAP, iniciado em 2021 e concluído em junho deste ano, “permitiu à empresa sobreviver”, mas afirma que “não é esse valor que lhe dá hoje o valor de 2,25 mil milhões de euros”.

“A reestruturação permitiu manter a empresa, mas não lhe adicionou o valor que ela tem hoje”, acrescentou.


Questionado sobre se estão previstos despedimentos na TAP, o ministro não respondeu diretamente, afirmando apenas que a companhia “vai ter um grande plano de expansão”.

“Vai haver uma criação líquida de empregos”, garantiu.
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