Economia
Guerra na Ucrânia
"Momento de despertar". Macron pede à União Europeia que retome contactos com a Rússia
Macron deseja uma União sobretudo "previsível para os mercados e para os atores políticos" e aponta os 450 milhões de cidadãos e o mercado aberto como vantagens para o território.
O presidente francês, Emmanuel Macron, exortou a União Europeia a ter uma postura mais assertiva no plano internacional e retomar diálogo com a Rússia para negociar a Europa pós-guerra da Ucrânia. A declaração aconteceu numa entrevista publicada em sete jornais europeus antes de os líderes da União se encontrarem para falar sobre competitividade na reunião marcada para esta quinta-feira.
“Este deve ser o momento do despertar, de sair do estado de minoria geopolítica”, declarou Macron, alertando para os perigos que Estados Unidos, Rússia e China representam para a União Europeia.
“Este deve ser o momento do despertar, de sair do estado de minoria geopolítica”, declarou Macron, alertando para os perigos que Estados Unidos, Rússia e China representam para a União Europeia.
Apontando como exemplo a “Coligação de Vontades” montada para apoiar a Ucrânia, o presidente francês afirmou que o bloco europeu deve preparar-se para ser uma potência nos domínios financeiro, económico e militar.
Macron deseja uma União sobretudo “previsível para os mercados e para os atores políticos” e aponta os 450 milhões de cidadãos e o mercado aberto como vantagens para o território.
Da parte dos Estados Unidos vê esgotadas as garantias de segurança que sempre proveram desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto da Rússia reconhece os desafios do fim do acesso a energia a baixo custo. Já da parte da China, “outrora um mercado de exportação para muitos”, vê um “concorrente cada vez mais feroz”.
Uma das propostas feitas é a “capacidade de endividamento comum”, através dos eurobonds, para “financiar os melhores projetos” em segurança, defesa, inteligência artificial e tecnologias verdes, como forma de a União Europeia não ser “varrida” destes setores nos próximos três a cinco anos.
“O mercado global, na verdade, está cada vez mais receoso do dólar americano. Está a procurar alternativas. Vamos oferecer-lhe dívida europeia”, afirma Macron, que considera que o modelo democrático europeu é “atrativo” para investidores, em detrimento do “regime autoritário” da China e dos Estados Unidos, “que se estão a afastar cada vez mais do Estado de Direito”.
Outras recomendações são a proteção da indústria europeia, a simplificação e aprofundamento do mercado interno, com a criação de um código europeu de direito empresarial e a diversificação de parcerias comerciais com países como a Índia.
Quando questionado sobre o acordo com o Mercosul, Macron afirmou que foi “mal negociado”, mas que “não terá o impacto drástico na nossa agricultura que alguns temem, nem o impacto positivo no nosso crescimento que outros imaginam”.
No âmbito da política externa, o presidente francês defendeu que a União Europeia deve retomar contactos com o presidente russo, Vladimir Putin, para envolver o bloco europeu nas conversações de paz para terminar a guerra na Ucrânia e construir a nova arquitetura de segurança europeia no pós-guerra.
Da parte dos Estados Unidos vê esgotadas as garantias de segurança que sempre proveram desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto da Rússia reconhece os desafios do fim do acesso a energia a baixo custo. Já da parte da China, “outrora um mercado de exportação para muitos”, vê um “concorrente cada vez mais feroz”.
Uma das propostas feitas é a “capacidade de endividamento comum”, através dos eurobonds, para “financiar os melhores projetos” em segurança, defesa, inteligência artificial e tecnologias verdes, como forma de a União Europeia não ser “varrida” destes setores nos próximos três a cinco anos.
“O mercado global, na verdade, está cada vez mais receoso do dólar americano. Está a procurar alternativas. Vamos oferecer-lhe dívida europeia”, afirma Macron, que considera que o modelo democrático europeu é “atrativo” para investidores, em detrimento do “regime autoritário” da China e dos Estados Unidos, “que se estão a afastar cada vez mais do Estado de Direito”.
Outras recomendações são a proteção da indústria europeia, a simplificação e aprofundamento do mercado interno, com a criação de um código europeu de direito empresarial e a diversificação de parcerias comerciais com países como a Índia.
Quando questionado sobre o acordo com o Mercosul, Macron afirmou que foi “mal negociado”, mas que “não terá o impacto drástico na nossa agricultura que alguns temem, nem o impacto positivo no nosso crescimento que outros imaginam”.
No âmbito da política externa, o presidente francês defendeu que a União Europeia deve retomar contactos com o presidente russo, Vladimir Putin, para envolver o bloco europeu nas conversações de paz para terminar a guerra na Ucrânia e construir a nova arquitetura de segurança europeia no pós-guerra.