Mundo
Guerra na Ucrânia
Chefe da diplomacia europeia pede que a UE decida sobre o restabelecimento de diálogo com a Rússia
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, defende que a União Europeia deve estar unida antes de decidir quais as exigências a fazer à Rússia. A declaração foi feita na sequência da vontade expressa por Macron e Giorgia Meloni, de sentar a União Europeia na mesa das negociações de paz para terminar a guerra na Ucrânia.
“Vamos discutir o que queremos falar com os russos antes de falarmos sobre quem é que vai falar com os russos”, avisou Kallas, que também considera que o bloco europeu deve decidir sobre as concessões que a Rússia deve fazer num acordo de paz com a Ucrânia antes de falar com o Kremlin.
Kallas defende que “todos os que estão à mesa, incluindo os russos e os americanos, têm de perceber que precisam dos europeus para concordarem [com o acordo de paz]”, e pressionar a Rússia a aceitar as condições europeias.
Ao programa da Euronews “Europe Today”, emitido na segunda-feira, a chefe da diplomacia europeia acredita que a Rússia não está a levar as negociações “a sério” e admitiu a possibilidade de levar um enviado especial europeu para a mesa das negociações.
Divisões na União Europeia sobre negociações, com a Rússia a confirmar diálogo com França
Na terça-feira, em entrevista publicada em vários jornais europeus, o presidente francês defendeu que a União Europeia deve retomar contactos com o presidente russo, Vladimir Putin, para envolver o bloco europeu nas conversações de paz para terminar a guerra na Ucrânia, e construir a nova arquitetura de segurança europeia no pós-guerra.
Além disso, o país enviou um conselheiro diplomático, Emmanuel Bonne, para negociar com o Kremlin, o primeiro encontro entre representantes diplomáticos dos dois países desde 2022.
A Rússia, através do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que confirmou a existência de contactos, pelo menos com a França, e que “se necessário e desejado, irá ajudar a retomar o diálogo ao mais alto nível prontamente”, com as comunicações diretas entre os dois países restabelecidas.
A Itália, através da primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou em janeiro que “chegou a altura da Europa falar também com a Rússia” e não limitar as negociações apenas com a Ucrânia, temendo que o contributo europeu seja “limitado”.
Além da França e da Itália, também o Luxemburgo, Chéquia e Áustria mostraram interesse em retomar o diálogo para negociar a paz, mas países como a Alemanha, Estónia e Lituânia manifestam-se contra, com o chanceler alemão, Friedrich Merz, Outros países como a Suécia consideram não ser ainda a altura.
A União Europeia é o maior doador da Ucrânia. Desde o início da guerra, em 2022, o bloco europeu já doou 193,3 mil milhões de euros ao país, com um novo empréstimo de 90 mil milhões de euros negociado na passada semana.
Kallas defende que “todos os que estão à mesa, incluindo os russos e os americanos, têm de perceber que precisam dos europeus para concordarem [com o acordo de paz]”, e pressionar a Rússia a aceitar as condições europeias.
Ao programa da Euronews “Europe Today”, emitido na segunda-feira, a chefe da diplomacia europeia acredita que a Rússia não está a levar as negociações “a sério” e admitiu a possibilidade de levar um enviado especial europeu para a mesa das negociações.
Divisões na União Europeia sobre negociações, com a Rússia a confirmar diálogo com França
Na terça-feira, em entrevista publicada em vários jornais europeus, o presidente francês defendeu que a União Europeia deve retomar contactos com o presidente russo, Vladimir Putin, para envolver o bloco europeu nas conversações de paz para terminar a guerra na Ucrânia, e construir a nova arquitetura de segurança europeia no pós-guerra.
Além disso, o país enviou um conselheiro diplomático, Emmanuel Bonne, para negociar com o Kremlin, o primeiro encontro entre representantes diplomáticos dos dois países desde 2022.
A Rússia, através do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que confirmou a existência de contactos, pelo menos com a França, e que “se necessário e desejado, irá ajudar a retomar o diálogo ao mais alto nível prontamente”, com as comunicações diretas entre os dois países restabelecidas.
A Itália, através da primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou em janeiro que “chegou a altura da Europa falar também com a Rússia” e não limitar as negociações apenas com a Ucrânia, temendo que o contributo europeu seja “limitado”.
Além da França e da Itália, também o Luxemburgo, Chéquia e Áustria mostraram interesse em retomar o diálogo para negociar a paz, mas países como a Alemanha, Estónia e Lituânia manifestam-se contra, com o chanceler alemão, Friedrich Merz, Outros países como a Suécia consideram não ser ainda a altura.
A União Europeia é o maior doador da Ucrânia. Desde o início da guerra, em 2022, o bloco europeu já doou 193,3 mil milhões de euros ao país, com um novo empréstimo de 90 mil milhões de euros negociado na passada semana.