MURPI considera que novos aumentos da CGD são "afronta e ataque" aos pensionistas

| Economia

A Confederação Nacional de Pensionistas e Idosos (MURPI) considerou hoje que os novos aumentos das comissões cobradas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) aos seus clientes são "uma afronta e um ataque aos rendimentos dos pensionistas".

De acordo com a notícia hoje avançada pelo jornal Público, a CGD vai aumentar pela terceira vez as comissões cobradas aos clientes, incidindo agora sobre os clientes mais jovens e, indiretamente, também os pensionistas.

No primeiro caso, os clientes mais novos passam a pagar uma taxa pela manutenção de conta à ordem. Mas quem fizer levantamentos de dinheiro ao balcão do banco ou recorrer à `caderneta` (prática ainda bastante comum entre pensionistas e clientes mais idosos) também vai pagar comissão, exceto as pensões até 835,50 euros.

O objetivo do banco é, segundo o jornal, incentivar os clientes para um maior uso dos cartões de débito e de crédito e outros recursos que não impliquem deslocações às dependências bancárias.

Segundo a MURPI, esta decisão da CGA "de extorquir aos pensionistas mais comissões (mais 1 euro) por cada operação bancária de levantamento de parcelas do valor da sua pensão constitui uma afronta e um ataque aos rendimentos dos pensionistas e também visa criar mais dificuldades àqueles, mais idosos, que tradicionalmente recorrem aos balcões da CGD".

"Estas decisões (cobrança de comissões, encerramento de balcões) da Administração da CGD visam acima de tudo tornar inacessível a utilização dos serviços da CGD, desacreditar o caráter público da instituição e onerar aqueles que menos têm e menos podem", sublinha.

A Confederação, acrescenta em comunicado, que elaborou um protesto que será enviado ao Conselho da Administração da CGD propondo "a revogação imediata desta decisão".

Tópicos:

CGD,

A informação mais vista

+ Em Foco

O novo líder do PSD promete dialogar com todos os partidos nesta legislatura, mas tem consciência de que dois anos é pouco tempo para apresentar todas as propostas que defende.

Abrir uma torneira e vê-la jorrar água. É um ato tão comum que nunca imaginamos um dia em que tal quadro possa desaparecer. Algo que está prestes a tornar-se realidade na África do Sul.

    Foram sinalizados casos de mutilação genital numa escola da Baixa da Banheira. Uma associação trabalha com turmas. Ainda há rapazes que defendem a "submissão" como "saudável".

      Uma caricatura do mundo em que vivemos.