Não foi possível acordo mais alargado, mas mantém-se visão de consenso com PS

Bogotá, 23 jun (Lusa) - O primeiro-ministro lamentou hoje que Governo e PS não tenham chegado a um acordo mais alargado para levar ao próximo Conselho Europeu, mas considerou que se mantém uma visão de consenso sobre as questões europeias.

Lusa /

"Se lamento que não tenha sido possível chegar a esse entendimento mais alargado, também não posso deitar fora o entendimento que já existe, e há vários pontos de contacto e de visão comum entre o PS e o Governo sobre o caminho europeu", afirmou Pedro Passos Coelho, em conferência de imprensa, no final de um encontro com o presidente da Colômbia, em Bogotá.

O primeiro-ministro referiu que o Governo se empenhou bastante "em criar pontes amplas de convergência com o PS para que Portugal pudesse oferecer no conjunto da Europa uma imagem de grande coesão" sobre o futuro da União Europeia, mas relativizou o falhanço das conversações com os socialistas.

"Quando não temos um denominador maior, não devemos deitar fora o denominador mais pequeno que temos, que, apesar de tudo, é importante", considerou.

"O PS tem, do lado da execução do nosso memorando de entendimento, reafirmado o seu compromisso com as metas que estão estabelecidas, e foi possível à maioria que suporta o Governo deixar passar um projeto de resolução sobre matéria europeia no Parlamento", apontou.

O consenso com o PS "não é tão amplo" quanto poderia ser, mas "já traduz alguma visão de consenso entre o Governo e o maior partido da oposição sobre as matérias europeias", concluiu.

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