Economia
"Negócio ruinoso". Oposição critica venda da Efacec à Mutares
A venda da Efacec à Mutares está a gerar polémica, com a oposição a exigir saber mais sobre o acordo, que classifica como “ruinoso”. O PSD e a Iniciativa Liberal já admitiram que vão avançar com uma comissão parlamentar de inquérito e o Chega vai apresentar uma providência cautelar para suspender a venda da empresa.
O líder do PSD, Luís Montenegro, já admitiu que irá avançar com uma comissão parlamentar de inquérito se o Governo não prestar “esclarecimentos urgentes” sobre o negócio, que descreve como “ruinoso”.
“Injetar 400 milhões de euros e vender por 15 milhões é claramente um negócio ruinoso. (…) António Costa e o Partido Socialista andam a brincar com o dinheiro dos portugueses”, afirmou.
A Iniciativa Liberal e o Chega já anunciaram que vão propor a constituição de uma comissão de inquérito à venda da Efacec.
O presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, fez o anúncio relativo a essa intenção do partido no Parlamento, esta quinta-feira, afirmando que para a Iniciativa Liberal “o dinheiro dos contribuintes é fundamental”.
O presidente do Chega também anunciou que o partido vai propor a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito e tentar suspender o negócio através de uma providência cautelar.
"A par da proposta que faremos de uma comissão parlamentar de inquérito à venda da Efacec, tendo sido um negócio que aparenta ter sido absolutamente ruinoso, o Chega decidiu ir um pouco mais longe e avançar com uma providência cautelar no tribunal, na jurisdição administrativa, para suspender este ato e esta venda, até termos toda a informação necessária em matéria de salvaguarda dos trabalhadores, de informação financeira e das garantias que têm de ser dadas aos portugueses e ao Governo quanto à gestão futura da Efacec", anunciou André Ventura.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura apelou ao PS para que viabilize a comissão de inquérito "em nome do interesse nacional".
O PCP considera, por sua vez, que a prioridade é “travar este negócio ruinoso” e não “analisar a desgraça” após estar feita, referindo-se a uma eventual comissão de inquérito.
“O Governo tem a responsabilidade política, perante o país, de ainda ir a tempo de travar este negócio ruinoso. O Governo deve impedir, travar esta decisão e este processo”, disse Bruno Dias em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
O Bloco de Esquerda também salientou que é contra a privatização da Efacec “desde o início” e admitiu que poderá não inviabilizar uma proposta de inquérito parlamentar para obter mais esclarecimentos sobre o processo.
“À partida não [seremos contra], mas teremos de conhecer pormenores, não sabemos o que se quer avaliar. Quando esse documento existir iremos pronunciar-nos em concreto”, disse a deputada Isabel Pires em declarações aos jornalistas no Parlamento.
“Nós estivemos contra, avançámos com uma apreciação parlamentar para que a reprivatização fosse retirada desse decreto, mas na altura foi chumbada pelo PS e por toda a direita, que concordam com essa privatização”, afirmou, salientando que o BE vai querer “todos os esclarecimentos” sobre o negócio em causa.
Marcelo considera que "não havia nenhuma solução boa"
O Presidente da República admitiu que o negócio de privatização da Efacec "ficou aquém" do que se desejava, mas admite que “não havia nenhuma boa solução” para a empresa.
“Não havia nenhuma solução boa ou muito boa comparada com o valor que teria tido a Efacec num contexto diferente, porque houve uma aparente resolução do problema por um grupo e depois isso falhou”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, esta quinta-feira.
O Presidente da República considera que o acordo “é bom para o ponto em que a situação chegou devido à conjuntura nacional e ao tempo decorrido”, mas admite que a solução encontrada “está aquém daquilo que nós ao longo do tempo sonhamos, pensamos e admitimos que seria possível para a Efacec”.
“Houve que salvar a Efacec in extremis e reprivatizá-la logo que possível”, explicou.
Já a ministra da Presidência defende que o Governo tomou a melhor decisão relativamente ao futuro da Efacec com a venda da empresa ao fundo alemão Mutares e desvalorizou as iniciativas dos partidos.
“Naturalmente que todas as decisões do Governo são escrutináveis”, disse Mariana Vieira da Silva, argumentando, no entanto, que “o Governo tomou aquela que considerou ser a melhor decisão sobre esta matéria tendo em conta a importância estratégica que a empresa tem, o número de postos de trabalho que assegura e o impacto que isso tem na nossa economia”, argumentou.
O negócio da venda da Efacec ao fundo alemão Mutares foi concluído esta quarta-feira. A Mutares entra com 15 milhões de euros em capital e 60 milhões em garantias. O Estado português, por sua vez, vai injetar 160 milhões de euros além da verba já investida na Efacec, calculada em cerca de 217 milhões de euros.
“Injetar 400 milhões de euros e vender por 15 milhões é claramente um negócio ruinoso. (…) António Costa e o Partido Socialista andam a brincar com o dinheiro dos portugueses”, afirmou.
A Iniciativa Liberal e o Chega já anunciaram que vão propor a constituição de uma comissão de inquérito à venda da Efacec.
O presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, fez o anúncio relativo a essa intenção do partido no Parlamento, esta quinta-feira, afirmando que para a Iniciativa Liberal “o dinheiro dos contribuintes é fundamental”.
O presidente do Chega também anunciou que o partido vai propor a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito e tentar suspender o negócio através de uma providência cautelar.
"A par da proposta que faremos de uma comissão parlamentar de inquérito à venda da Efacec, tendo sido um negócio que aparenta ter sido absolutamente ruinoso, o Chega decidiu ir um pouco mais longe e avançar com uma providência cautelar no tribunal, na jurisdição administrativa, para suspender este ato e esta venda, até termos toda a informação necessária em matéria de salvaguarda dos trabalhadores, de informação financeira e das garantias que têm de ser dadas aos portugueses e ao Governo quanto à gestão futura da Efacec", anunciou André Ventura.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura apelou ao PS para que viabilize a comissão de inquérito "em nome do interesse nacional".
O PCP considera, por sua vez, que a prioridade é “travar este negócio ruinoso” e não “analisar a desgraça” após estar feita, referindo-se a uma eventual comissão de inquérito.
“O Governo tem a responsabilidade política, perante o país, de ainda ir a tempo de travar este negócio ruinoso. O Governo deve impedir, travar esta decisão e este processo”, disse Bruno Dias em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
O Bloco de Esquerda também salientou que é contra a privatização da Efacec “desde o início” e admitiu que poderá não inviabilizar uma proposta de inquérito parlamentar para obter mais esclarecimentos sobre o processo.
“À partida não [seremos contra], mas teremos de conhecer pormenores, não sabemos o que se quer avaliar. Quando esse documento existir iremos pronunciar-nos em concreto”, disse a deputada Isabel Pires em declarações aos jornalistas no Parlamento.
“Nós estivemos contra, avançámos com uma apreciação parlamentar para que a reprivatização fosse retirada desse decreto, mas na altura foi chumbada pelo PS e por toda a direita, que concordam com essa privatização”, afirmou, salientando que o BE vai querer “todos os esclarecimentos” sobre o negócio em causa.
Marcelo considera que "não havia nenhuma solução boa"
O Presidente da República admitiu que o negócio de privatização da Efacec "ficou aquém" do que se desejava, mas admite que “não havia nenhuma boa solução” para a empresa.
“Não havia nenhuma solução boa ou muito boa comparada com o valor que teria tido a Efacec num contexto diferente, porque houve uma aparente resolução do problema por um grupo e depois isso falhou”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, esta quinta-feira.
O Presidente da República considera que o acordo “é bom para o ponto em que a situação chegou devido à conjuntura nacional e ao tempo decorrido”, mas admite que a solução encontrada “está aquém daquilo que nós ao longo do tempo sonhamos, pensamos e admitimos que seria possível para a Efacec”.
“Houve que salvar a Efacec in extremis e reprivatizá-la logo que possível”, explicou.
Já a ministra da Presidência defende que o Governo tomou a melhor decisão relativamente ao futuro da Efacec com a venda da empresa ao fundo alemão Mutares e desvalorizou as iniciativas dos partidos.
“Naturalmente que todas as decisões do Governo são escrutináveis”, disse Mariana Vieira da Silva, argumentando, no entanto, que “o Governo tomou aquela que considerou ser a melhor decisão sobre esta matéria tendo em conta a importância estratégica que a empresa tem, o número de postos de trabalho que assegura e o impacto que isso tem na nossa economia”, argumentou.
O negócio da venda da Efacec ao fundo alemão Mutares foi concluído esta quarta-feira. A Mutares entra com 15 milhões de euros em capital e 60 milhões em garantias. O Estado português, por sua vez, vai injetar 160 milhões de euros além da verba já investida na Efacec, calculada em cerca de 217 milhões de euros.