Nicolau Santos aplaude rápida entrada em funções da administração do BES

O comentador da Antena 1 de assuntos económicos Nicolau Santos analisa o anúncio do adiamento da Assembleia-Geral do Banco Espírito Santo (BES) afirmando que foi “muito oportuna” a rápida e antecipada entrada em funções da nova administração liderada por Vítor Bento.

Sandra Henriques /

Foto: Pedro A. Pina/Antena1

“Se o banco não tivesse substituído a sua administração continuaria com a anterior administração num cenário de grande instabilidade para todo o mercado, investidores e clientes”, sublinha Nicolau Santos, ouvido pela jornalista da Antena 1 Augusta Henriques.

O diretor-adjunto do semanário Expresso acredita que este adiamento não estará relacionado com a apresentação das contas do primeiro semestre nesta quarta-feira, mas sim com “as investigações e o apuramento de responsabilidades de compromissos que existem no quadro da ‘holding’”. Nicolau Santos supõe que foram “descobertos novos factos que comprometem ou que terão encargos para a Espírito Santo e para o próprio banco”.

“O que eu acho é que se está a fazer um levantamento de todas as responsabilidades que existem e são mais do que têm vindo a ser anunciadas”, argumenta, acrescentando que se estará “a chegar à conclusão de que há outros factos e outras responsabilidades imputadas a esta ‘holding’ e ao banco que podem ter reflexos importantes na solidez da instituições e nas decisões que tem que tomar a administração”.

Em relação aos prejuízos registados nos primeiros seis meses do ano, Nicolau Santos refere que os valores serão “uma primeira aproximação e haverá outras situações menos positivas que serão descobertas e terão impacto até ao final do ano”.

Um documento enviado esta tarde à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários explica que a Assembleia-Geral extraordinária do BES foi desconvocada a pedido dos dois maiores acionistas, o Espírito Santo Financial Group e o Crédit Agricole.

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