Economia
Paralisação de camionistas vai continuar
A comissão organizadora da paralisação de transportes de mercadorias decidiu manter o protesto. A paralisação dos camionistas vai continuar por tempo indeterminado e nos mesmos moldes em que tem decorrido. Um elemento de um piquete foi atropelado mortalmente em Alcanena.
A decisão foi anunciada pelo porta-voz da comissão, no Carregado, após uma reunião ao telemóvel entre todos os piquetes de motoristas que demorou quatro horas.
Os protestos vão continuar "até que o Governo abra uma mesa de negociações", garantiu Silvino Lopes, que entende que "o Governo apenas envia força em vez de nos enviar soluções ou sugestões".
Silvino Lopes referiu que tudo se mantém porque ainda não foram registados avanços na questão das subidas sucessivas dos combustíveis, entre outras medidas que os camionistas reivindicam.
O movimento "vai continuar a aconselhar à não circulação", uma forma de protesto que a comissão promotora considera "eficaz e que está a causar problemas ao país". Esta foi uma decisão tomada por unanimidade.
O porta-voz da comissão organizadora da paralisação do sector dos transportes garantiu que os profissionais não visam “prejudicar a população”, mas antes que “esta é uma causa nacional”. Por isso, rejeitou a realização de bloqueios a Lisboa e Porto, porque iria “prejudica as famílias”.
Silvino Lopes lamentou a morte do motorista em Alcanena, na sequência de um atropelamento por um pesado e atribuiu as responsabilidades do acidente “aos que levaram os camionistas a esta paralisação”.
Atropelamento mortal em Alcanena
Um elemento do piquete que, em Alcanena, tentava forçar outros camionistas a aderir aos protestos, foi atropelado por um camião que furava o bloqueio à saída do centro empresarial de Torres Novas.
Segundo o líder do piquete, o atropelamento foi intencional e terá ocorrido quando a vítima, um homem de 52 anos, se afastou do grupo para tentar parar o camião que seguia “a cerca de 50 quilómetros hora”. “Passou por cima do homem. Foi um assassínio. Mas este homem não vai morrer em vão”, acrescentou. Os camionistas prometem endurecer o protesto.
O condutor do veículo pesado que atropelou o homem de 52 anos foi identificado pela polícia. A GNR refere que “as causas exactas” só serão conhecidas no final de uma investigação. No entanto, “numa primeira análise, por aquilo que foi apurado no local, ficou a sensação, por recolha de opiniões”, que o homem terá “tentado segurar-se ou agarrar-se ao camião e terá escorregado”.
O primeiro-ministro lamentou o atropelamento. Em comunicado, o seu gabinete informou que o chefe de Governo está a acompanhar o desenvolvimento do protesto.
Horas antes, nas celebrações do 10 de Junho, José Sócrates confirmava que o Governo está a estudar medidas para resolver a crise no sector dos transportes de mercadorias e reconheceu “um impacto muito negativo”. Contudo, garantia que o Governo não pode comprometer o bem geral em benefício de alguns.
“Daremos a ajuda que pudermos e não aquela que puser em causa o interesse de outros portugueses”, referindo-se ao equilíbrio das contas públicas portuguesas.
“Não poremos em causa o interesse geral por qualquer interesse específico”, acrescentou o primeiro-ministro.
José Sócrates sublinhou, ainda antes de ser conhecida a morte por atropelamento em Alcanena, que não gostou de ver camionistas a apedrejar os colegas que tentavam furar a paralisação. “As pessoas têm o direito de se manifestarem, mas não de porem em causa o direito dos outros. Não adianta nada nem ajuda nada o espectáculo de acções como vimos ontem na televisão, com pessoas a apedrejarem outras pessoas que querem trabalhar e que querem ter direito à sua liberdade”, comentou.
Em Espanha também foi atropelado outro motorista em greve, à entrada de um mercado de abastecimento em Granada.
Os protestos vão continuar "até que o Governo abra uma mesa de negociações", garantiu Silvino Lopes, que entende que "o Governo apenas envia força em vez de nos enviar soluções ou sugestões".
Silvino Lopes referiu que tudo se mantém porque ainda não foram registados avanços na questão das subidas sucessivas dos combustíveis, entre outras medidas que os camionistas reivindicam.
O movimento "vai continuar a aconselhar à não circulação", uma forma de protesto que a comissão promotora considera "eficaz e que está a causar problemas ao país". Esta foi uma decisão tomada por unanimidade.
O porta-voz da comissão organizadora da paralisação do sector dos transportes garantiu que os profissionais não visam “prejudicar a população”, mas antes que “esta é uma causa nacional”. Por isso, rejeitou a realização de bloqueios a Lisboa e Porto, porque iria “prejudica as famílias”.
Silvino Lopes lamentou a morte do motorista em Alcanena, na sequência de um atropelamento por um pesado e atribuiu as responsabilidades do acidente “aos que levaram os camionistas a esta paralisação”.
Atropelamento mortal em Alcanena
Um elemento do piquete que, em Alcanena, tentava forçar outros camionistas a aderir aos protestos, foi atropelado por um camião que furava o bloqueio à saída do centro empresarial de Torres Novas.
Segundo o líder do piquete, o atropelamento foi intencional e terá ocorrido quando a vítima, um homem de 52 anos, se afastou do grupo para tentar parar o camião que seguia “a cerca de 50 quilómetros hora”. “Passou por cima do homem. Foi um assassínio. Mas este homem não vai morrer em vão”, acrescentou. Os camionistas prometem endurecer o protesto.
O condutor do veículo pesado que atropelou o homem de 52 anos foi identificado pela polícia. A GNR refere que “as causas exactas” só serão conhecidas no final de uma investigação. No entanto, “numa primeira análise, por aquilo que foi apurado no local, ficou a sensação, por recolha de opiniões”, que o homem terá “tentado segurar-se ou agarrar-se ao camião e terá escorregado”.
O primeiro-ministro lamentou o atropelamento. Em comunicado, o seu gabinete informou que o chefe de Governo está a acompanhar o desenvolvimento do protesto.
Horas antes, nas celebrações do 10 de Junho, José Sócrates confirmava que o Governo está a estudar medidas para resolver a crise no sector dos transportes de mercadorias e reconheceu “um impacto muito negativo”. Contudo, garantia que o Governo não pode comprometer o bem geral em benefício de alguns.
“Daremos a ajuda que pudermos e não aquela que puser em causa o interesse de outros portugueses”, referindo-se ao equilíbrio das contas públicas portuguesas.
“Não poremos em causa o interesse geral por qualquer interesse específico”, acrescentou o primeiro-ministro.
José Sócrates sublinhou, ainda antes de ser conhecida a morte por atropelamento em Alcanena, que não gostou de ver camionistas a apedrejar os colegas que tentavam furar a paralisação. “As pessoas têm o direito de se manifestarem, mas não de porem em causa o direito dos outros. Não adianta nada nem ajuda nada o espectáculo de acções como vimos ontem na televisão, com pessoas a apedrejarem outras pessoas que querem trabalhar e que querem ter direito à sua liberdade”, comentou.
Em Espanha também foi atropelado outro motorista em greve, à entrada de um mercado de abastecimento em Granada.