Parlamento aprova nova lei do arrendamento com abstenção do Chega

Reportagem

Parlamento aprova nova lei do arrendamento com abstenção do Chega

O Parlamento aprovou esta quarta-feira a nova lei das rendas que prevê a revisão do regime de arrendamento urbano. O diploma, proposto pelo Governo, passou com a abstenção do Chega.

RTP / Adicionar como fonte informativa

João Relvas - Lusa

Mais atualizações Voltar ao topo
Momento-Chave
RTP Lusa / Adicionar como fonte informativa

Parlamento aprova nova lei do arrendamento com abstenção do Chega

O presidente do Chega e o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, assinaram um acordo para introduzir, na discussão na especialidade, alterações ao diploma do Governo.

(Em atualização)

O Parlamento aprovou esta quarta-feira a nova lei das rendas que prevê a revisão do regime de arrendamento urbano. O diploma, proposto pelo Governo, passou com a abstenção do Chega. 

O presidente do partido, André Ventura, e o líder parlamentar do PSD assinaram um acordo para introduzir, na discussão na especialidade, alterações ao pedido do Governo para rever o Novo Regime do Arrendamento Urbano.

“Tendo o Governo apresentado na Assembleia da República proposta para alterar o legislação em matéria de arrendamento urbano e tendo o Chega apresentado vários dos elementos constantes da mesma que necessitam de alterações e/ou garantias de aperfeiçoamento, o PSD compromete-se formalmente a levar a cabo” quatro alterações, lê-se no acordo a que a Lusa teve acesso assinado por Hugo Soares e André Ventura.

O acordo prevê que, na especialidade, seja introduzida no diploma “a limitação da exigência de pagamentos antecipados e cauções, face à extensão proposta pelo Governo”.

Outra alteração passa por "proteger os idosos, especialmente os mais carenciados, com contratos anteriores a 1990 e com regime de compensação de senhorios”.

Em terceiro lugar, o PSD compromete-se a, na especialidade, “aprofundar a resposta social ao inquilino e reforçar o fundo de emergência habitacional para salvaguarda do direito à habitação constitucionalmente previsto”, de forma a garantir que não haverá “uma política selvagem de despejos em Portugal”.

A quarta alteração passa pela garantia de que haverá uma “efetiva distinção de situações de abuso e incumprimento reiterado e propositado”, em que o despejo tem de ser “rápido e eficaz”, das situações de “incapacidade real geradas por agravamentos extraordinariamente elevados das rendas”.

O acordo foi divulgado à Lusa poucos minutos antes de o diploma do Governo ser aprovado em plenário, na generalidade, com a abstenção do Chega.
PUB
RTP /

Parlamento debateu propostas do Governo para a habitação

O Chega não se comprometeu com o sentido de voto.

O PS acusou o Executivo de ter escolhido o lado dos proprietários e de fragilizar os inquilinos.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Ventura diz que falou com Montenegro sobre arrendamento sem garantias quanto às exigências do partido

O líder do Chega revelou hoje que falou com o primeiro-ministro sobre a revisão do regime de arrendamento urbano mas não recebeu garantias quanto às exigências do partido para eventualmente viabilizar o diploma, depois de ameaçar votar contra.

"Falei com o primeiro-ministro sobre isto, sobre a possibilidade de baixar este diploma sem votação, ou de dar condições de garantir que, baixando à especialidade, estes tópicos, que vos estou a dizer, vão ser alterados. Até esse momento essas garantias não foram dadas", afirmou.

De acordo com o líder do Chega, "essas conversas continuam a decorrer entre as bancadas parlamentares".

André Ventura falava aos jornalistas na Assembleia da República logo após o debate em plenário sobre a proposta de autorização legislativa do Governo para rever o regime de arrendamento urbano, que ainda será votada hoje.

Na terça-feira, o presidente do Chega desafiou o Governo a permitir a descida à comissão, sem votação, da proposta para rever o regime de arrendamento urbano e ameaçou votar contra se o executivo não o fizer.

Hoje, Ventura reiterou as críticas à proposta, dizendo que não responde às "exigências da situação da habitação".

"Não faz sentido, quando em muitas zonas do país as rendas aumentaram 60%, 70%, estar simplesmente a falar de rendas ilimitadas e de aumentos ilimitados, ou de ter cauções ilimitadas", criticou, antecipando que "isto vai favorecer sobretudo estrangeiros ricos que cheguem a Portugal com dinheiro na mão" e prejudicar os portugueses.

Este é uma das questões que o Chega quer ver acautelada e André Ventura disse o Governo "ainda não deu garantia de que iria alterar verdadeiramente".

"Até termos as garantias de que isso acontecerá, não podemos viabilizar um projeto que é mau para proprietários e é mau para inquilinos. Até há pouco tempo as conversas continuavam sobre estes assuntos", indicou.

O líder do Chega argumentou igualmente que esta revisão também "não resolve nada" para os proprietários e não permite diferenciar "entre aqueles que não conseguem pagar a casa por vulnerabilidade social e aqueles que não querem pagar a casa por incumprimento reiterado".

"Não é a mesma coisa quem faz do incumprimento um hábito e quem verdadeiramente está numa situação, por causa do mercado, de não conseguir ter rendimentos para pagar uma casa. E o Governo não tem, como a Iniciativa Liberal também não tem, essa sensibilidade. Nós temos, nós estamos a representar o povo português e o povo português está sufocado neste momento nos problemas da habitação", afirmou.

c/ Lusa
PUB
RTP /

BE acusa Governo de escolher ajudar o lado dos senhorios e fundos imobiliários

O coordenador do Bloco de Esquerda acusou hoje o Governo de, na revisão do regime do arrendamento, escolher e ajudar o lado dos senhorios e fundos imobiliários, em vez das famílias que "estão com a corda à volta do pescoço".

José Manuel Pureza, que falava à comunicação social na sede do Bloco de Esquerda em Coimbra, reagia à proposta de autorização legislativa do Governo para rever o regime de arrendamento urbano, que é discutida hoje no Parlamento e que propõe contratos mais flexíveis e despejos mais céleres.

Para o coordenador nacional do Bloco de Esquerda, o Governo faz "exatamente o oposto" daquilo que seria indicado na crise da habitação, com o pedido de autorização legislativa a comportar "um conjunto de soluções que agravam o problema" no setor.

"O Governo escolhe ajudar um lado. Esse lado é o lado de quem está numa posição mais favorável, sejam os senhorios, sejam os fundos imobiliários que fazem da habitação um ativo financeiro, em vez daquelas pessoas para as quais o direito à habitação é um direito de sobrevivência na vida", disse.

Segundo José Manuel Pureza, a política do Governo para a habitação "é um naufrágio em câmara lenta", não apresentando uma "medida para baixar os preços das casas, para responder à crise estrutural do mercado de habitação".

Ao invés, criticou, o executivo liderado por Luís Montenegro avança com medidas que implicam "o fim ao limite no aumento das rendas" e facilitação dos despejos "das famílias que já estão com a corda à volta do pescoço".

O coordenador do Bloco de Esquerda recordou que a renda mediana de um T2 novo em Lisboa chegou aos 1.617 euros, ao mesmo tempo que o Governo garantiu um desconto de IRS para senhorios que cubram até 2.300 euros por mês.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Governo disponível para "limar" regime do arrendamento e aponta convergências com o Chega

A secretária de Estado da Habitação mostrou disponibilidade do Governo para "limar e melhorar" o regime de arrendamento urbano no processo de especialidade no Parlamento, apontando "muitos pontos" de convergência com o Chega e disponibilidade para os articular.

A Assembleia da República debate e vota, esta tarde, a proposta de autorização legislativa do Governo para rever o regime de arrendamento urbano, bem como propostas de outros partidos sobre o tema.

Durante o debate, a secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, mostrou disponibilidade "para conversar com todos em sede de especialidade para resolver, limar, melhorar o que no diploma tenha de ser robustecido".

Respondendo diretamente à deputada do Chega, que tinha identificado uma convergência com muitas das intenções do Governo, mas questionou "ao equilíbrio desta solução que está em cima da mesa", a governante disse: "efetivamente concordamos em muitos pontos e, portanto, estaremos disponíveis para articular".

"Agora, uma coisa é importante que seja clarificada: este Governo trabalha com todos, mas não recebe lições de ninguém em matéria de Estado Social", enfatizou a secretária de Estado da Habitação.

Na terça-feira, o PS já tinha anunciado que votaria contra a proposta de autorização legislativa do Governo para rever o regime de arrendamento urbano, em discordância com o seu conteúdo e com opção de se legislar à margem do parlamento, apresentando uma proposta para um mecanismo de garantia pública de segurança no arrendamento habitacional.

Hoje, no debate, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, acusou o Governo insegurança por recorrer de novo a uma autorização legislativa.

"Em dois anos e meio este Governo apresenta praticamente o mesmo número de autorizações legislativas que os Governos do PS durante oito anos. Isto deve ser o Governo mais inseguro da República Portuguesa desde o 25 de Abril. 43 autorizações legislativas, umas depois das outras", criticou.

A pergunta de Eurico Brilhante Dias "é porquê é que o Governo foge do Parlamento" e "não quer discutir a política de arrendamento no Parlamento".

c/ Lusa
PUB
Momento-Chave
Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa

Montenegro reivindica esforço face ao custo de vida e só admite discutir arrendamento com equilíbrio

Na ótica do primeiro-ministro, importa "cuidar de hoje e de amanhã". Luís Montenegro considera que essa é "a melhor forma de lidar com o custo de vida hoje e prevenir a evolução no futuro".

"Estamos a fazer grande esforço em Portugal para ajudar as famílias e empresas a poderem enfrentar o aumento dos custos" | Hugo Delgado - Lusa

Sem esclarecer se o Governo tem sobre a mesa novas medidas para responder ao agravamento do custo de vida, o primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que há "uma estratégia". Ao mesmo tempo, reiterou que é necessário preservar o equilíbrio das contas públicas para "prevenir o futuro".

"Estamos a fazer grande esforço em Portugal para ajudar as famílias e empresas a poderem enfrentar o aumento dos custos", sustentou Montenegro, referindo-se aos preços dos combustíveis e dos bens alimentares.

"Ao mesmo tempo, temos de prevenir o futuro para não desequilibrar as contas, senão isso é uma dificuldade amanhã, como já aconteceu no passado", acentuou.

Na noite de terça-feira, ao abrir o Conselho Nacional do PSD, Luís Montenegro admitiu a eventual necessidade de apoios adicionais - sem "onerar todos no futuro".
"Pontos de convergência" no arrendamento

O primeiro-ministro manifestou-se também disposto a "ir mais longe no aprofundamento dos pontos de convergência" relativamente ao Regime do Arrendamento Urbano, em discussão no plenário da Assembleia da República.

Em declarações aos jornalistas em Arcos de Valdevez - onde interveio na cerimónia de entrega de chaves de habitações sociais na Unidade Habitacional de Parada -, Montenegro quis enfatizar que a proposta do Executivo dá aos inquilinos "a possibilidade de descontarem a despesa com as rendas no seu IRS, com um nível mais elevado do que acontecia até aqui".

"As pedras casam todas umas com as outras. Se pagamos menos impostos, temos um estímulo também à construção, se temos um estímulo ao arrendamento, cobramos menos imposto aos senhorios que põem casas no mercado e damos aos inquilinos a possibilidade de descontarem a despesa com as rendas no seu IRS, com um nível mais elevado do que acontecia até aqui", propugnou.

Luís Montenegro afiançou que o Governo está "obviamente" disponível para negociar, desde que "não desvirtuando o sentido de uma estratégia transversal"."As coisas estão interligadas umas com as outras e tentamos que haja naturalmente um cuidado especial, social, com aqueles que têm mais fragilidades".


O Governo, prosseguiu o primeiro-ministro, não deseja "mais do que ter um mercado de arrendamento dinâmico, socialmente justo e que promova a contenção do preço e até a diminuição do preço da habitação no mercado".

Montenegro apelou ainda "a que não se coloque a política partidária acima daquilo que são os compromissos, que é o contrato de confiança estabelecido pelos partidos nas campanhas eleitorais com os respetivos eleitores".

"Aquilo que posso dizer é que o Governo apresenta uma proposta de lei ao Parlamento que é equilibrada e que contém muitas medidas que os partidos da oposição, nomeadamente o Partido Chega e também o Partido Socialista, apresentam nos seus programas eleitorais", acentuou.

O chefe do Executivo quis também enfatizar que não está em causa a flexibilização nas rendas: "Não é uma flexibilização. Não vale a pena estar com papões. É um conjunto de soluções legislativas para dar dinâmica ao mercado, com preocupação social, atendendo àquela que é a realidade das pessoas com maior fragilidade, das pessoas mais idosas, com menos rendimentos, mas que dá dinamismo ao mercado"."Se o mercado não disponibiliza habitações para arrendamento, há poucas habitações. Se houver poucas , o preço é mais elevado. Temos de ter a coragem de discutir isto com seriedade e serenidade, e não com tiradas apaixonadas para assustar e indignar as pessoas"


"Com certeza há margem para ajustes. Por isso é que estamos e nos apresentaremos no debate com a disponibilidade para poder aproximar posições, se for esse o entendimento dos partidos", completou, para recordar que não dispõe de maioria absoluta.

"Naturalmente", rematou, o Governo "precisa de aproximar posições para poder viabilizar os seus instrumentos legislativos na Assembleia da República".

"Já fizemos esse esforço e, por isso, é que a proposta que apresentamos incorpora muitas das propostas que as oposições fizeram na campanha eleitoral".

c/ Lusa
PUB
Momento-Chave
RTP /

Acelerar despejos e contratos mais flexíveis são algumas das alterações propostas pelo Governo

A nova lei das rendas tem o chumbo praticamente garantido. O primeiro-ministro já veio dizer que vai levar política de habitação "até ao fim" sem se "deixar intimidar".

O primeiro-ministro foi recebido esta manhã em Espinho por um dezena de manifestantes e disse que, na rua, são sempre os mesmos a dizer a mesma coisa.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Habitação. Rendas em recordes e mais despejos em Portugal

Isto acontece numa altura em que já está a aumentar o número de despejos em Portugal e as rendas batem recordes.

PUB
Momento-Chave
RTP / Adicionar como fonte informativa

Nunca as rendas foram tão caras em Portugal. Arrendamento em debate hoje com chumbo no horizonte

O valor por metro quadrado ultrapassou os 10 euros a nível nacional no segundo trimestre. O tema do arrendamento é discutido esta quarta-feira no Parlamento, com uma proposta do Governo a votação. O PS já anunciou que iria votar contra e também o Chega ameaçou nesse sentido.

Nuno Patrício - RTP

Numa casa de 100 metros quadrados, a renda mediana está nos 1017 euros para novos contratos. É um aumento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. É também uma subida de 7,5% em relação ao primeiro trimestre do ano.

O valor das rendas subiu em todas as regiões do País, sendo que são mais elevadas em Lisboa, Madeira e Península de Setúbal.


É neste contexto que esta quarta-feira o parlamento vai debater a proposta de mudanças na lei do arrendamento, proposta pelo Governo. O PS já anunciou que iria votar contra e também o Chega ameaçou nesse sentido.

Entre as medidas da proposta de lei do Governo estão a aceleração do processo de despejo, que passa a poder ser iniciado ao fim de dois meses de rendas em atraso (em vez dos três atuais), o fim do travão de 2% de aumento na renda de um novo contrato (em relação ao contrato anterior) e a introdução de três (em vez de duas) cauções adiantadas e sem limite de valor.

“Nós confiamos convictamente naquilo que estamos a fazer e que isso vai ter um resultado. A história vai-nos julgar, e os eleitores também, mas nós não vamos deixar de fazer”, vincou o primeiro-ministro esta terça-feira.
Telejornal | 29 de setembro de 2026

Apesar da confiança de Luís Montenegro, há o risco de a proposta ser chumbada no Parlamento.

O PS já anunciou que votará contra, tendo apresentado um projeto de lei para criar um mecanismo de garantia pública de segurança no arrendamento habitacional.

O líder parlamentar dos socialistas, Eurico Brilhante Dias, considerou que o Executivo pretende obter da Assembleia da República "um cheque em branco" com vista a instituir medidas que vão "criar uma insegurança crescente nos inquilinos". Não excluiu, porém, que a proposta do Governo baixe à especialidade sem votação e, em resposta aos jornalistas, indicou que o PS votará favoravelmente um pedido nesse sentido.

"Se não for votada, é porque o Governo reconhece que não construiu uma maioria e entende fazer baixar-se em votação. Se decidir baixar sem votação, o tema é diferente", disse, acrescentando: "Historicamente, sempre votámos favoravelmente (baixas à comissão sem votação)".
Telejornal | 29 de setembro de 2026

No projeto de lei apresentado esta terça-feira, o PS propõe a criação de uma garantia pública, definida como um "mecanismo público de mitigação dos riscos associados ao arrendamento habitacional, destinado a reforçar a confiança no mercado habitacional, a segurança das partes e facilitar o acesso à habitação".Chega acena com voto contra
O presidente do Chega desafiou igualmente o Governo a permitir a descida à comissão, sem votação, da proposta para rever o regime de arrendamento urbano, ameaçando votar contra se o Executivo não o fizer.

"Este diploma, tal como está, não serve. E ao não servir, não deve continuar a ser colocado à votação do Parlamento", afirmou André Ventura esta terça-feira.

O líder do Chega disse que, "se o diploma continuar assim como está, não passará no Parlamento", uma vez que também o PS já anunciou que votará contra.
Telejornal | 29 de setembro de 2026

André Ventura indicou que o seu partido recebeu "alguns contactos do Governo" sobre este diploma e instou o Executivo a alterar a proposta de lei que levou ao Parlamento, mostrando-se disponível para negociar em comissão.

O presidente do Chega considerou que "as pessoas não aguentam ter um regime em que as rendas não param de aumentar" e pediu penalizações para "algumas minorias" que "têm casas públicas ou menos públicas e que não pagam renda porque não querem".

"Não é as pessoas comuns que têm pensões baixas, salários baixos, serem despejados se não conseguirem pagar uma renda. (...) Essa conversa continua a existir, mas o Governo fez tudo mal neste projeto de arrendamento. Para os senhorios não é bom e mantém um regime altamente punitivo, para quem arrenda não é bom porque vai permitir basicamente que as rendas subam descontroladamente", criticou.

c/ Lusa
PUB