Patrões apontam "próximas duas semanas" como prazo para saber se há acordo sobre lei laboral
Os patrões apontaram hoje as "próximas duas semanas" como prazo para concluir, com ou sem acordo, as negociações sobre a lei laboral, enquanto UGT disse que "há ainda pedra a partir" e que "é o tempo que for necessário".
"Diria que os parceiros estão de acordo (..) que se este processo não for concluído nas próximas duas semanas, porventura não vale a pena estendê-lo mais porque vamos entrar num ciclo vicioso", afirmou o presidente da CIP, à saída da reunião plenária da Comissão Permanente de Concertação Social, que decorreu hoje.
Segundo Armindo Monteiro, esse é "o tempo certo", dado que as negociações sobre a legislação laboral estão a ser discutidas entre Governo e parceiros sociais "há sete meses".
A posição foi partilhada pelo presidente da CTP, Francisco Calheiros, que disse acreditar que estão "na fase final" dado que o Governo já sinalizou que não vai eternizar a discussão na Concertação Social, pelo que "no máximo esta semana ou na próxima irá haver fumo branco, se há acordo ou se não há acordo".
Já o presidente da CCP disse acreditar que "dentro de algumas semanas" será possível chegar-se à conclusão se "é possível ou não" um acordo.
Também a ministra do Trabalho disse, à saída da reunião, que Governo e parceiros sociais estão "mais próximos do fim do que do princípio" na discussão das alterações à lei laboral, ainda que tenha recusado fixar um prazo para as negociações serem dadas por terminadas.