Economia
Plano do Governo para mais portagens reacende contestação
Está semeada a indignação a norte com a notícia de que o Governo planeia introduzir 15 novos pórticos de cobrança automática de portagens em autoestradas nacionais. Uma medida que, segundo a imprensa desta sexta-feira, foi comunicada à troika na sexta avaliação do resgate financeiro. Em causa estão as antigas vias sem custos para o utilizador (SCUT) do Norte Litoral, Costa de Prata e Grande Porto. O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, a região mais penalizada, acusa o Executivo de querer pôr em marcha “um ataque colossal à economia do Alto Minho”. E a Comissão de Utentes da A28 já admite o regresso das ações de protesto.
A notícia foi avançada na última noite pela TVI e pelo Diário Económico e ocupa esta sexta-feira as primeiras páginas dos diários i e Jornal de Notícias: parte do roteiro do Governo de Pedro Passos Coelho para a redução de encargos com parcerias público-privadas rodoviárias passa por introduzir mais 15 pórticos de cobrança automática em autoestradas do país, uma medida que consta de um documento remetido há dois meses à missão do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia.O Governo, explica o Diário Económico, enquadra o acréscimo de portagens na renegociação em curso dos contratos de parcerias público-privadas rodoviárias.
Espera também obter uma poupança anual de custos entre os 11,9 e os 35,8 milhões de euros com a redução das taxas de rentabilidade interna dos concessionários.
Uma fonte do Executivo, citada pela TVI, indicou que a medida não está fechada, aguardando-se, segundo a estação de Queluz de Baixo, “os resultados da nova comissão de negociações com os privados”.
O Executivo, adianta o Diário Económico, estima arrecadar receitas adicionais de 47 a 70 milhões de euros por ano.
São particularmente atingidas as antigas SCUT do Norte Litoral, entre o Porto e Viana do Castelo, e da Costa de Prata, entre Mira e Porto. A Região Norte é a mais penalizada.
Na antiga autoestrada sem custos para o utilizador do Norte Litoral, gerida pelos espanhóis da Ferrovial, os atuais quatro pórticos darão lugar a 11. Os sete novos pontos de cobrança ficarão distribuídos pelos troços entre Viana do Castelo e Ponte de Lima (três pórticos), entre o Porto e Viana do Castelo (dois) e entre Viana do Castelo e Caminha (dois).
Na concessão da Costa de Prata, entregue à Ascendi (Mota-Engil e Grupo Espírito Santo), três novos pórticos serão instalados entre Miramar e Maceda e entre Aveiro e a Barra. Está ainda prevista a introdução de um novo pórtico no troço da antiga SCUT do Grande Porto entre a Estrada Nacional 106 e Lousada. E na A42, gerida pelo mesmo concessionário, haverá cobrança de portagens no troço de ligação entre Longra e Felgueiras. Por último, está prevista a introdução de portagens no troço da A3 (Brisa) entre Porto e Maia.
A sul está prevista a introdução de dois novos pórticos de cobrança na concessão da Grande Lisboa, a cargo da Ascendi – na A16, entre Alcabideche e Linhó e entre Ranholas e Lourel.
“Um ataque colossal”
É sobre a região de Viana do Castelo que recai a maior penalização. A notícia, reagiu entretanto o presidente da autarquia local, “é má de mais para poder ser verdade”.
“Isto é um ataque colossal à economia e ao emprego da região do Alto Minho. Isto é colocar de vez o fecho de toda a economia do distrito, que já foi fortemente penalizada com a introdução de portagens na A28 e com pesadas reduções, em cerca de 40 por cento, em toda a atividade económica desta região. Isto é um ataque colossal à economia, às empresas e ao emprego”, acentuou o autarca socialista José Maria Costa, ouvido pela Antena 1.
“Eu espero que este pesadelo não se venha a concretizar, porque isto seria a falência das empresas da região do Alto Minho”, insistiu o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Também contactado pela rádio pública, José Rui Ferreira, da Comissão de Utentes da A28, manifestou “um grande espanto e uma grande indignação”. E admitiu o reacender dos protestos naquela região do país: “As pessoas, provavelmente, vão ficar muito indignadas e poderão atuar de outra maneira. Vamos ver. Mas estou convencido de que isto não vai ficar tudo na mesma”.
“Segundo os elementos que cada vez mais se foram acumulando, eles apontam no sentido de que nem sequer do ponto de vista financeiro, face às quebras brutais na sua utilização, estão a surtir qualquer resultado. No fundo, são medidas que penalizam as pessoas e a economia, mas não resolvem nada, e as pessoas, os utentes, começam a ficar completamente fartos desta situação”, sublinhou.
Espera também obter uma poupança anual de custos entre os 11,9 e os 35,8 milhões de euros com a redução das taxas de rentabilidade interna dos concessionários.
Uma fonte do Executivo, citada pela TVI, indicou que a medida não está fechada, aguardando-se, segundo a estação de Queluz de Baixo, “os resultados da nova comissão de negociações com os privados”.
O Executivo, adianta o Diário Económico, estima arrecadar receitas adicionais de 47 a 70 milhões de euros por ano.
São particularmente atingidas as antigas SCUT do Norte Litoral, entre o Porto e Viana do Castelo, e da Costa de Prata, entre Mira e Porto. A Região Norte é a mais penalizada.
Na antiga autoestrada sem custos para o utilizador do Norte Litoral, gerida pelos espanhóis da Ferrovial, os atuais quatro pórticos darão lugar a 11. Os sete novos pontos de cobrança ficarão distribuídos pelos troços entre Viana do Castelo e Ponte de Lima (três pórticos), entre o Porto e Viana do Castelo (dois) e entre Viana do Castelo e Caminha (dois).
Na concessão da Costa de Prata, entregue à Ascendi (Mota-Engil e Grupo Espírito Santo), três novos pórticos serão instalados entre Miramar e Maceda e entre Aveiro e a Barra. Está ainda prevista a introdução de um novo pórtico no troço da antiga SCUT do Grande Porto entre a Estrada Nacional 106 e Lousada. E na A42, gerida pelo mesmo concessionário, haverá cobrança de portagens no troço de ligação entre Longra e Felgueiras. Por último, está prevista a introdução de portagens no troço da A3 (Brisa) entre Porto e Maia.
A sul está prevista a introdução de dois novos pórticos de cobrança na concessão da Grande Lisboa, a cargo da Ascendi – na A16, entre Alcabideche e Linhó e entre Ranholas e Lourel.
“Um ataque colossal”
É sobre a região de Viana do Castelo que recai a maior penalização. A notícia, reagiu entretanto o presidente da autarquia local, “é má de mais para poder ser verdade”.
“Isto é um ataque colossal à economia e ao emprego da região do Alto Minho. Isto é colocar de vez o fecho de toda a economia do distrito, que já foi fortemente penalizada com a introdução de portagens na A28 e com pesadas reduções, em cerca de 40 por cento, em toda a atividade económica desta região. Isto é um ataque colossal à economia, às empresas e ao emprego”, acentuou o autarca socialista José Maria Costa, ouvido pela Antena 1.
“Eu espero que este pesadelo não se venha a concretizar, porque isto seria a falência das empresas da região do Alto Minho”, insistiu o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Também contactado pela rádio pública, José Rui Ferreira, da Comissão de Utentes da A28, manifestou “um grande espanto e uma grande indignação”. E admitiu o reacender dos protestos naquela região do país: “As pessoas, provavelmente, vão ficar muito indignadas e poderão atuar de outra maneira. Vamos ver. Mas estou convencido de que isto não vai ficar tudo na mesma”.
“Segundo os elementos que cada vez mais se foram acumulando, eles apontam no sentido de que nem sequer do ponto de vista financeiro, face às quebras brutais na sua utilização, estão a surtir qualquer resultado. No fundo, são medidas que penalizam as pessoas e a economia, mas não resolvem nada, e as pessoas, os utentes, começam a ficar completamente fartos desta situação”, sublinhou.