PM timorense critica ministros por atrasos de pagamentos a funcionários públicos

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, disse hoje que criticou os ministros por não conseguirem resolver o pagamento dos salários em atraso de 2025 e do 13.º mês a alguns funcionários públicos.

Lusa /

"Estes problemas surgem de vários fatores. Por isso critiquei os ministros, para perceber o que se passou e corrigir a situação, já que o orçamento foi aprovado", disse o chefe do Governo timorense, quando questionado pelos jornalistas sobre o assunto, na Presidência timorense.

Centenas de funcionários públicos não receberam os salários em outubro, novembro e dezembro, nem o salário adicional, determinado pelo Governo.

Em reunião extraordinária do Conselho de Ministros, realizada na segunda-feira, foi decidido retirar 4,5 milhões de dólares (cerca de 3,8 milhões de euros) ao Orçamento de Estado para 2026 para regularizar a situação.

A presidente da Comissão C do Parlamento Nacional, responsável pelos assuntos das finanças públicas, Cedelizia dos Santos, manifestou preocupação quanto ao impacto da retirada de verbas do orçamento de 2026 para pagar salários e vencimentos de dezembro de 2025 e o salário adicional de dezembro, alertando para possíveis implicações na execução orçamental.

No entanto, o primeiro-ministro Xanana Gusmão garantiu que o montante retirado não irá prejudicar outros programas previstos para 2026.

"Estamos apenas no início de janeiro. Se, a meio do ano, for necessário mais dinheiro, o Governo apresentará um orçamento retificativo para aprovação", explicou Xanana Gusmão.

Entretanto, o presidente da Comissão da Função Pública, Letêncio de Deus, afirmou que todos os funcionários cujos salários e salário adicional não tenham sido pagos integralmente serão totalmente compensados ao longo deste mês.

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