Economia
Presidência UE
Política externa europeia sai "enriquecida" da Cimeira
O primeiro-ministro José Sócrates, presidente em exercício da União Europeia, considerou que a política externa da UE saiu mais enriquecida da Cimeira com o Brasil, que decorreu em Lisboa.
"A política externa da UE sai (da cimeira com o Brasil) mais enriquecida em profundidade, mais enriquecida em coerência e mais enriquecida no seu alcance", disse Sócrates, no final da reunião, na conferência de imprensa conjunta com o presidente brasileiro, Lula da Silva, e o líder da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Na sua intervenção, Sócrates destacou que com a Cimeira UE/Brasil, Portugal concretizou uma das grandes prioridades definidas pela presidência portuguesa da União Europeia, que se iniciou domingo e termina no final do ano.
Entre os assuntos abordados na Cimeira, Sócrates destacou a Ronda de Doha sobre a liberalização do comércio mundial, no âmbito da OMC, considerando que do encontro de Lisboa saiu "a mensagem positiva" de que Europa e Brasil "não desistem de alcançar o sucesso das negociações".
O primeiro-ministro português sublinhou "a necessidade de se procurar um equilíbrio entre maior liberdade económica e desenvolvimento e maior espaço de afirmação para os países em desenvolvimento".
Segundo Sócrates, o que se espera de Doha "é um resultado benéfico para uma regulação equilibrada e justa da globalização".
O presidente em exercício do Conselho Europeu de líderes dos 27 considerou que a primeira cimeira UE/Brasil de hoje relançou as negociações de Doha, acrescentando que "vale a pena" apostar nesta via.
Questionado sobre a desconfiança de outros países do Mercosul (mercado comum da América Latina) em relação à parceria estratégica UE/Brasil, Sócrates disse que nunca encontrou "ciúmes" na América Latina, mas sim muita compreensão para uma relação moderna e estruturada entre os dois blocos.
Considerou que o Brasil, o maior país da América Latina, "não poderia deixar de ser a 'trave-mestra' nesta relação" (UE/Mercosul).
O chefe do Governo português sublinhou ainda a liderança do Brasil a nível da produção de biocombustíveis, alternativos aos combustíveis fósseis, como o petróleo, mais poluentes.
"Esta é a resposta que o Mundo tem que dar às alterações climáticas", disse, salientando que o uso de biocombustíveis é a resposta "para a redução das emissões de CO2 e uma alternativa aos combustíveis fósseis".
Por seu lado, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou que com esta Cimeira "há um novo capítulo que se abre entre a UE e o Brasil", tendo em conta que este país da América Latina é "uma potência cada vez mais relevante no Mundo".
Em relação à Ronda de Doha, Barroso afirmou que "as posições não estão assim tão afastadas" e defendeu que as negociações devem ser retomadas imediatamente, pois, caso contrário, corre-se o risco de o processo ficar congelado.
O presidente da Comissão de Bruxelas também destacou a liderança do Brasil em relação aos biocombustíveis, considerando que se trata de "um potencial imenso e uma das grandes respostas para lutar contra as alterações climáticas".
Na sua intervenção, Sócrates destacou que com a Cimeira UE/Brasil, Portugal concretizou uma das grandes prioridades definidas pela presidência portuguesa da União Europeia, que se iniciou domingo e termina no final do ano.
Entre os assuntos abordados na Cimeira, Sócrates destacou a Ronda de Doha sobre a liberalização do comércio mundial, no âmbito da OMC, considerando que do encontro de Lisboa saiu "a mensagem positiva" de que Europa e Brasil "não desistem de alcançar o sucesso das negociações".
O primeiro-ministro português sublinhou "a necessidade de se procurar um equilíbrio entre maior liberdade económica e desenvolvimento e maior espaço de afirmação para os países em desenvolvimento".
Segundo Sócrates, o que se espera de Doha "é um resultado benéfico para uma regulação equilibrada e justa da globalização".
O presidente em exercício do Conselho Europeu de líderes dos 27 considerou que a primeira cimeira UE/Brasil de hoje relançou as negociações de Doha, acrescentando que "vale a pena" apostar nesta via.
Questionado sobre a desconfiança de outros países do Mercosul (mercado comum da América Latina) em relação à parceria estratégica UE/Brasil, Sócrates disse que nunca encontrou "ciúmes" na América Latina, mas sim muita compreensão para uma relação moderna e estruturada entre os dois blocos.
Considerou que o Brasil, o maior país da América Latina, "não poderia deixar de ser a 'trave-mestra' nesta relação" (UE/Mercosul).
O chefe do Governo português sublinhou ainda a liderança do Brasil a nível da produção de biocombustíveis, alternativos aos combustíveis fósseis, como o petróleo, mais poluentes.
"Esta é a resposta que o Mundo tem que dar às alterações climáticas", disse, salientando que o uso de biocombustíveis é a resposta "para a redução das emissões de CO2 e uma alternativa aos combustíveis fósseis".
Por seu lado, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou que com esta Cimeira "há um novo capítulo que se abre entre a UE e o Brasil", tendo em conta que este país da América Latina é "uma potência cada vez mais relevante no Mundo".
Em relação à Ronda de Doha, Barroso afirmou que "as posições não estão assim tão afastadas" e defendeu que as negociações devem ser retomadas imediatamente, pois, caso contrário, corre-se o risco de o processo ficar congelado.
O presidente da Comissão de Bruxelas também destacou a liderança do Brasil em relação aos biocombustíveis, considerando que se trata de "um potencial imenso e uma das grandes respostas para lutar contra as alterações climáticas".