Economia
Portugal a par da Irlanda com o terceiro maior desemprego da Europa
A taxa de desemprego em Portugal atingiu os 14,8 por cento no mês de janeiro. Segundo os números hoje divulgados pelo Eurostat, Portugal igualou a Irlanda no número de pessoas desempregadas. Os dois países têm a terceira taxa mais elevada da Europa. Este valor suplanta as estimativas que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, avançou na passada terça-feira, quando afirmou que a taxa de desemprego deveria fixar-se nos 14,5 por cento em 2012.
Os números indicam assim uma subida de duas décimas relativamente ao mês anterior, quando a taxa de desemprego atingiu os 14,6 por cento.
Os valores de dezembro resultam, porém, de uma revisão em alta por parte do gabinete de estatísticas da União Europeia, já que o primeiro relatório indicava que no último mês do ano a taxa se situava nos 13,6 por cento. De acordo com o Eurostat, o acerto de um por cento deve-se à inclusão nos cálculos da atualização anual dos critérios sazonais.
Já relativamente ao mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego nacional subiu 2,5 por cento, uma vez que em janeiro de 2011 os números davam conta da existência de 12,3 por cento de desempregados no país.
Recorde-se que os últimos dados tornados públicos pelo Instituto Nacional de Estatística, a 16 de fevereiro, revelavam que no último trimestre de 2011 a taxa de desemprego em Portugal tinha atingido os 14 por cento. Segundo o INE, o número de desempregados era de 771 mil.
Na última conferência de imprensa de Vítor Gaspar, sobre a terceira avaliação da troika à implementação do programa de ajuda externa em Portugal, o ministro das Finanças afiançava que em 2012 o desemprego iria fixar-se nos 14,5 por cento. Gaspar afirmou ainda que para 2013 é esperada uma “ligeira” diminuição “para pouco menos de 14 por cento”. Valores que superam a média de 13,4 por cento prevista no Orçamento para 2012.
Desemprego jovem dispara
Portugal fica agora a par da Irlanda, onde se verificam os mesmos 14,8 por cento, e atrás da Espanha e da Grécia. Os espanhóis continuam a ser os recordistas quanto ao registo de desempregados, com uma taxa de 23,3 por cento em janeiro deste ano, superior em duas décimas em relação ao mês anterior. Já na Grécia os últimos números disponíveis apontam para um desemprego de 19,9 por cento, mas são relativos ao mês de novembro.
Na Zona Euro, a média do desemprego subiu ligeiramente: 10,7 por cento em janeiro face aos 10,6 por cento verificados em dezembro. Comparativamente ao período homólogo, a subida nos países da moeda única foi de 0,7 por cento. Já a média da Europa a 27 foi de 10,1 por cento, uma décima a mais relativamente a dezembro e superior aos 9,5 por cento de janeiro de 2011.
No primeiro mês deste ano, a Áustria era o país da Europa menos afetado pelo desemprego, com uma taxa de 4 por cento.
A população jovem, com menos de 25 anos, continua a ser das mais castigadas pelo flagelo social. Em Portugal, o desemprego jovem ultrapassou os 35 por cento, quando há um ano se situava nos 26,5 por cento. Na Europa, a média é de 21,6 pontos, graças aos números avassaladores verificados em Espanha (49,9 por cento) e na Grécia (48,1 por cento em novembro).
O Eurostat estima que, no total, existam 24,323 milhões de pessoas desempregadas na Europa.
Os valores de dezembro resultam, porém, de uma revisão em alta por parte do gabinete de estatísticas da União Europeia, já que o primeiro relatório indicava que no último mês do ano a taxa se situava nos 13,6 por cento. De acordo com o Eurostat, o acerto de um por cento deve-se à inclusão nos cálculos da atualização anual dos critérios sazonais.
Já relativamente ao mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego nacional subiu 2,5 por cento, uma vez que em janeiro de 2011 os números davam conta da existência de 12,3 por cento de desempregados no país.
Recorde-se que os últimos dados tornados públicos pelo Instituto Nacional de Estatística, a 16 de fevereiro, revelavam que no último trimestre de 2011 a taxa de desemprego em Portugal tinha atingido os 14 por cento. Segundo o INE, o número de desempregados era de 771 mil.
Na última conferência de imprensa de Vítor Gaspar, sobre a terceira avaliação da troika à implementação do programa de ajuda externa em Portugal, o ministro das Finanças afiançava que em 2012 o desemprego iria fixar-se nos 14,5 por cento. Gaspar afirmou ainda que para 2013 é esperada uma “ligeira” diminuição “para pouco menos de 14 por cento”. Valores que superam a média de 13,4 por cento prevista no Orçamento para 2012.
Desemprego jovem dispara
Portugal fica agora a par da Irlanda, onde se verificam os mesmos 14,8 por cento, e atrás da Espanha e da Grécia. Os espanhóis continuam a ser os recordistas quanto ao registo de desempregados, com uma taxa de 23,3 por cento em janeiro deste ano, superior em duas décimas em relação ao mês anterior. Já na Grécia os últimos números disponíveis apontam para um desemprego de 19,9 por cento, mas são relativos ao mês de novembro.
Na Zona Euro, a média do desemprego subiu ligeiramente: 10,7 por cento em janeiro face aos 10,6 por cento verificados em dezembro. Comparativamente ao período homólogo, a subida nos países da moeda única foi de 0,7 por cento. Já a média da Europa a 27 foi de 10,1 por cento, uma décima a mais relativamente a dezembro e superior aos 9,5 por cento de janeiro de 2011.
No primeiro mês deste ano, a Áustria era o país da Europa menos afetado pelo desemprego, com uma taxa de 4 por cento.
A população jovem, com menos de 25 anos, continua a ser das mais castigadas pelo flagelo social. Em Portugal, o desemprego jovem ultrapassou os 35 por cento, quando há um ano se situava nos 26,5 por cento. Na Europa, a média é de 21,6 pontos, graças aos números avassaladores verificados em Espanha (49,9 por cento) e na Grécia (48,1 por cento em novembro).
O Eurostat estima que, no total, existam 24,323 milhões de pessoas desempregadas na Europa.