Portugal com 2.ª maior subida na UE do preço das casas no 3.º trimestre de 2025
Portugal registou a segunda maior subida homóloga dos preços das casas, 17,7%, no terceiro trimestre de 2025, com a média da zona euro nos 5,1% e a da União Europeia (UE) nos 5,5%, divulgou esta sexta-feira o Eurostat.
Em comparação com o segundo trimestre de 2025, os preços da habitação aumentaram 1,6% e as rendas 0,9% tanto na zona euro quanto na UE.
Portugal registou a terceira maior subida (4,1%). Os dados são conhecidos no mesmo dia em que se debate, na Assembleia da República, o novo pacote para a habitação.
O Governo vai apresentar uma série de medidas para mitigar a crise na habitação na vertente fiscal e simplificação urbanística. As propostas devem passar com abtenção do Chega, enquanto toda a esquerda deve votar contra.Preços em Portugal mais do que duplicaram em comparação com 2015
Segundo o Eurostat, "os preços da habitação e as rendas na UE seguiram um comportamento semelhante entre 2010 e o segundo trimestre de 2011, mas desde então evoluíram de forma diferente".
"Embora as rendas tenham aumentado de forma constante, os preços da habitação seguiram um padrão mais variável, combinando períodos de declínio, estagnação e aumentos rápidos. Durante a última década, entre 2015 e o terceiro trimestre de 2025, os preços da habitação na UE aumentaram 63,6% e as rendas 21,1%", acrescenta.
Numa comparação com 2015, os preços das casas mais do que triplicaram na Hungria (275%) e mais do que duplicaram em 11 países, com Portugal à cabeça (169%), seguido pela Lituânia (162%) e a Bulgária (156%).
Maiores aumentos na Hungria, Portugal e Bulgária
Entre os Estados-membros, os maiores aumentos homólogos dos preços das casas foram registados na Hungria (21,1%), em Portugal (17,7%) e na Bulgária (15,4%), com a Finlândia a apresentar o único recuo (-3,1%).
No terceiro trimestre de 2025, na comparação em cadeia, as subidas mais significativas foram registadas na Letónia (5,2%), Eslováquia (4,9%) e Portugal (4,1%).
O indicador recuou em cinco Estados-membros na variação trimestral, com o Luxemburgo (-3,1%), a Finlândia (-2,2%) e a Eslovénia (-1,1%) a registarem as maiores quebras nos preços das casas.
c/ Lusa