Portugal deve manter-se nos mercados apesar do corte do `rating` - Especialistas
Lisboa, 07 jul (Lusa) - Portugal deve continuar a recorrer aos mercados financeiros apesar do corte do `rating` pela Moody`s, referem os analistas, que argumentam que esta descida não prejudica as taxas de juro dos leilões porque as maturidades são curtas.
"Tudo aquilo que forem formas de financiamento do Estado são bem vindas. Sem prejuízo do dinheiro que nos vão emprestando, tudo aquilo que possamos ir buscar ao mercado, tanto melhor", disse Filipe Garcia, administrador da Informação de Mercados Financeiros (IMF), em declarações à Lusa na semana em que a agência de rating Moody`s cortou a avaliação da República portuguesa em quatro níveis
Apesar de, neste momento, não haver "recetividade para instrumentos de longo prazo (Obrigações do Tesouro) e de ter havido uma progressiva substituição dos instrumentos de longo por curto prazo (Bilhetes do tesouro), mesmo com uma taxa de juro muito semelhante à taxa do empréstimo da `troika (5 por cento)", Filipe Garcia destaca que a República deve continuar a fazê-lo.