Portugal regista excedente de 1,9% do PIB no segundo trimestre

por RTP
O défice registado nos primeiros três meses do ano foi de 0,4% do PIB. Pedro A. Pina - RTP

Portugal registou um excedente de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, em contas nacionais, invertendo a tendência do défice de 5,6% registada no período homólogo de 2021, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística.

"Tomando como referência os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 2.º trimestre de 2022 atingiu 1.104,6 milhões de euros, correspondendo a 1,9% do PIB, o que compara com -5,6% no período homólogo", refere a nota do INE.

O INE indica ainda que, considerando o primeiro semestre, o saldo foi também positivo, fixando-se em 0,8% do PIB, "registando-se uma melhoria expressiva deste indicador face não só aos semestres homólogos de 2020 e 2021, marcados pela pandemia Covid-19, mas igualmente face a 2019".

O défice registado nos primeiros três meses do ano foi de 0,4% do PIB.

“A economia portuguesa registou um agravamento da necessidade de financiamento no 2º trimestre de 2022, que passou de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre de 2022 para 0,8%”, refere o INE.

Já o Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) aumentaram, respetivamente, 2,7% e 2,3% (crescimentos em cadeia de 2,9% e 2,8% no trimestre anterior).

“A redução do saldo externo da economia reflete a diminuição dos saldos de todos os setores internos, com exceção das Administrações Públicas (AP)”.
Governo revê em baixa peso da dívida para 118,9% do PIB
O Governo reviu em baixa de 1,8 pontos percentuais (p.p.) a estimativa do peso da dívida pública deste ano para 118,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a informação enviada a Bruxelas.

No Procedimento por Défice Excessivo, divulgado esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a previsão do rácio da dívida bruta para 2022 é de 118,9%, abaixo dos 120,7% previstos pelo Governo no Orçamento do Estado para 2022.

A informação para 2021 e anos anteriores que integra o relatório do Procedimento por Défice Excessivo sobre a compilação da capacidade/necessidade líquida de financiamento é da responsabilidade do INE e sobre a dívida bruta do Banco de Portugal, mas para 2022 é do Ministério das Finanças.

O INE reviu ainda em baixa o rácio da dívida pública face ao PIB de 2021 para 125,5% (face aos 127,4% previstos em março) e de 2020 para 134,9% (face aos 135,2% previstos em março).
Défice do ano passado revisto em alta de uma décima para 2,9%
O Instituto Nacional de Estatística divulgou ainda que o défice das administrações públicas de 2021 foi revisto em alta de uma décima para 2,9% do PIB, de acordo com a segunda notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE).

"De acordo com os resultados provisórios obtidos neste exercício, o saldo das Administrações Públicas (AP) atingiu -6.215,5 milhões de euros em 2021, o que correspondeu a -2,9% do PIB (-5,8% em 2020)", refere o relatório do INE.

A anterior estimativa do organismo de estatística apontava para um défice de 2,8% no ano passado.

O INE indica ainda que a dívida bruta das AP terá diminuído para 125,5% do PIB em 2021, o que compara com os 134,9% do ano anterior.

c/ Lusa
Tópicos
pub