Preço do gasóleo subiu 30% e o da gasolina 19% em maio face a 2025
Sem taxas, os preços médios do gasóleo rodoviário e da gasolina aumentaram 55,9% e 40,5%, respetivamente, em maio face ao mesmo mês de 2025.
O preço do gasóleo subiu 30,3% em maio face ao período homólogo de 2025 e o da gasolina 95 avançou 19,3%, num mês em que a cotação média do Brent avançou 60,3%, segundo a DGEG.
Já a gasolina 95 registou um preço médio de 2,000 euros por litro, acima dos 1,677 euros observados em maio de 2025 e dos 1,919 euros do mês passado.
O relatório indica ainda que, relativamente ao mês anterior, os preços dos combustíveis rodoviários variaram entre uma descida de 3,3% no GPL auto e uma subida de 4,2% na gasolina.
Sem taxas, os preços médios do gasóleo rodoviário e da gasolina aumentaram 55,9% e 40,5%, respetivamente, em maio face ao mesmo mês de 2025.
Segundo a DGEG, a cotação média mensal do Brent, em euros por barril, passou de 57,15 euros em maio de 2025 para 91,59 euros em maio deste ano.
Os dados mostram ainda que o consumo global dos combustíveis rodoviários aumentou 1,6% no ano móvel terminado em maio, em comparação com o período homólogo.
Por tipo de combustível, o consumo de GPL auto subiu 13,7%, o da gasolina 98 aumentou 10,5%, o da gasolina 95 cresceu 5,7% e o do gasóleo avançou 0,1%.
No mesmo relatório, cujos dados relativos a 2025 e 2026 são provisórios, a DGEG indica que o preço médio de importação do gás natural recuou 9,3% em maio face ao período homólogo, para cerca de 23 euros por megawatt-hora, com o gás natural liquefeito importado por navio a representar 98% do total das importações.
Os preços dos combustíveis têm sido pressionados nos últimos meses pela tensão geopolítica no Médio Oriente, na sequência dos ataques dos EUA e Israel ao Irão em 28 de fevereiro, e pela volatilidade nos mercados internacionais do petróleo com receios de perturbações no abastecimento internacional de petróleo relacionados com o encerramento do estreito de Ormuz.
Apesar de movimentos recentes de descida do Brent, a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) explicou à Lusa que a redução dos preços na cadeia de valor, em especial na refinação, tende a ser mais lenta do que a descida da matéria-prima, devido aos custos fixos de produção e à escassez de armazenagem na Europa.
"A redução de preços na cadeia de valor, com especial destaque na área da refinação é por definição mais lenta que as reduções de preços de matéria-prima (Crude/Brent), pois refletem duas componentes menos voláteis, que são os elevados custos fixos de produção e a escassez de armazenagem na Europa, sustentou a entidade.
A ENSE tem competências de fiscalização e supervisão no setor energético, incluindo na área dos combustíveis, para apoio ao regulador com competências em preços, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).