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Presidente da FIPA pede esforço "suplementar" ao governo para ajudar o setor afetado pelo mau tempo

Presidente da FIPA pede esforço "suplementar" ao governo para ajudar o setor afetado pelo mau tempo

Um mês depois das sucessivas tempestades que assolaram o país, o presidente da FIPA - Federação das Industrias Portuguesas Agro Alimentares, Jorge Tomás Henriques, pede um esforço "suplementar" ao governo para ajudar o setor, afetado pelas sucessivas tempestades.

Rosário Lira /
Em entrevista ao programa Conversa Capital da Antena1 e do Jornal de Negócios, refere que até agora o que se tem feito tem sido à custa da resiliência das empresas e dos seus colaboradores e aponta a necessidade de serem dados apoios financeiros a fundo perdido tal como o principal concorrente, a Espanha, faz. 

Não consegue ainda definir o montante global de prejuízos, mas admite que nalgumas áreas como a dos frutos vermelhos as exportações podem ficar comprometidas.
Jorge Tomás Henriques adianta que a FIPA vai contribuir para o PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência - com as suas propostas. No entanto, considera que o documento em construção agora já podia ter sido apresentado há 10 anos. Diz que as empresas "já não têm tempo" para esperar por decisões que são cruciais para serem competitivas. "Há uma urgência enorme", adianta.
Nesta entrevista, revela que a faturação do agroalimentar cresceu entre 3 a 4 por cento o ano passado, mas que as exportações em 2025 situaram-se nos 7,8 mil milhões, registando uma quebra de valor e não de volume, sobretudo devido à correção do preço do azeite.
Espera que os acordos assinados com a UE sobretudo com o Mercosul venham a permitir aumentar as exportações, mas ainda assim lembra que para que isso aconteça é importante ter um AICEP "mais ativo", retomar a diplomacia económica, diminuir os custos de contexto e construir marca.
Dá como exemplo a Espanha que exporta marca e valor por exemplo à custa do azeite português.
Sobre a legislação laboral, o presidente da FIPA considera que a sua alteração é necessária sobretudo porque as mudanças feitas com o governo do partido socialista trouxeram medidas que dificultaram a vida às empresas. Mas Jorge Tomás Henriques acusa a UGT de falta de honestidade.
 Entrevista conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Diana do Mar, do Jornal de Negócios.
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